2 de jul. de 2014

Modelo larga carreira para se dedicar a trabalho missionário em lixão

Stéphannie Oliveira é evangélica e ex-modelo. Há alguns anos largou as passarelas para se dedicar ao trabalho missionário. Pelo menos três vezes na semana, ela sai de sua casa na Zona Oeste do Rio de Janeiro até Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para ir ao Jardim Gramacho, onde funcionava o maior aterro de lixo da América Latina.
“Estive na África, na Índia e passei um mês e meio na Amazônia. Essas experiências me transformaram, e minha visão da vida mudou completamente”.
Stéphannie convive com a pobreza do antigo lixão há três anos e meio, chegou a Gramacho convidada por um casal que já realizava um trabalho voluntário no local. Com os dois, ela levou doações recolhidas por missionários. Hoje, vai sozinha, com ou sem donativos, e passa o dia todo por lá.
O pai da ex-modelo, o jogador de futebol Bebeto, falou em entrevista sobre o chamado missionário da filha.
“No auge da carreira, ela chegou em mim e disse: ‘pai, não é isso que eu quero para minha vida, Deus tem outro plano na minha vida’; Eu fico preocupadíssimo toda vez que ela viaja, eu fico com o coração apertado, mas quando eu vou orar, pedir a Deus, eu sinto a presença de Deus na vida dela muito forte e aí me dá um conforto no coração”.

Supremo: já começou a corrida pela vaga de Joaquim Barbosa

Em sua última participação, nesta terça-feira (1º), de uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa se despediu e, aos 59 anos, deu entrada em sua aposentadoria. Essa também foi a última sessão da Corte que entrou em recesso. Mas, nos bastidores já começa a corrida para ocupar a vaga deixada por ele.
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, deixou sua última sessão antes mesmo de acabar e conversou com jornalistas na saída do tribunal. Barbosa disse que sai de “alma leve” e que espera que o sucessor dele seja um bom “estadista”.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no site da ‘Veja’, quando o assunto é nomeação para o Supremo, o ex-deputado Sigmaringa Seixas é um “dos quadros petistas mais embasados para falar do tema”. E o próprio tem dito em conversas com interlocutores que um dos favoritos para substituir Joaquim Barbosa é o advogado e professor da UERJ, Gustavo Tepedino – ligado a Luis Roberto Barroso.
Outro que também está de olho na vaga é José Eduardo Cardozo.

Tribunal Europeu apoia lei que proíbe véu islâmico em público

A lei francesa de 2010 que proíbe o uso do véu islâmico integral (burca e niqab) em espaços públicos está de acordo com o Convênio Europeu de Direitos Humanos, opinou nesta terça-feira (1º) a Grande Sala do Tribunal de Estrasburgo.
O Tribunal Europeu de Direitos Humanos entende a necessidade das autoridades “de identificar aos indivíduos para prevenir atentados contra a segurança das pessoas e dos bens e lutar contra a fraude de identidade”.
Os juízes rejeitaram o processo movido por uma jovem, nascida em 1990 e que diz usar burca, que cobre todo o corpo e tem uma tela para os olhos, e o niqab, um véu negro da cabeça aos pés, com uma pequena abertura na altura dos olhos.
A litigante, que era contrária à lei, que entrou em vigor em abril de 2011, sob a presidência de Nicolas Sarkozy, dizia usar essas roupas por “sua fé, sua cultura e suas convicções pessoais”.
No mesmo dia em que entrou em vigor, apoiada por um gabinete de advogados britânico, a litigante, francesa de origem paquistanesa, apresentou um requerimento à Corte, que chegou à Grande Sala, cujas resoluções não admitem apelação.
A sentença de Estrasburgo, adotada com 15 votos a favor e dois dissidentes, reconhece que a lei pode ter “efeitos negativos específicos sobre a situação das mulheres muçulmanas” que quiserem usar essas peças, mas que existe “uma justificativa objetiva e razoável” para adotá-la.
Os juízes aceitam assim os argumentos da França, que afirmava que a lei não buscava a proibição da burca e do niqab, mas de qualquer peça ou acessório que ocultasse o rosto de uma pessoa, como um capacete de moto ou um capuz.
A decisão reconhece que a medida “pode parecer desproporcional” dado o reduzido número de pessoas que usam essas peças na França, menos de 2 mil dos 5 milhões de muçulmanos que há no país, e que a adoção da lei pode ter “um impacto negativo” nas mulheres que decidam levá-lo.
O texto afirma, no entanto, que a decisão de proibir a peça entra na “ampla margem de apreciação” do que gozam os Estados à hora de impor este tipo de medidas em benefício da “convivência”.
Além disso, consideraram que as sanções previstas na lei, com multas máximas de 150 euros, são “das mais leves que o legislador poderia colocar”.
Por isso, os magistrados rejeitaram que a lei transgrida os artigos do Convênio relativos ao respeito à vida privada e familiar, por um lado, e à liberdade de pensamento, consciência e religião, por outro.
A lei francesa, alega a sentença, não se refere a nenhuma peça religiosa, que podem ser usadas “livremente” no país, com a condição de não ocultar o rosto.
A juíza alemã Angelika Nussberger, e a sueca Helena Jäderblom afirmam em sua opinião dissidente que “uma proibição tão geral, que afeta o direito de toda pessoa a sua própria identidade cultural e religiosa não é necessária em uma sociedade democrática”.
A França contou em sua defesa com o respaldo do governo da Bélgica, que aprovou uma lei muito similar à francesa em junho de 2011.
A lei que proíbe a burca provocou polêmica na França, porque muitos coletivos consideravam que estigmatizava parte da população, quando muito poucas mulheres o usam.
Mas os conservadores franceses, apoiados convictamente por Sarkozy, levaram adiante com o apoio da maior parte do arco parlamentar.
A lei superou também o filtro do Conselho Constitucional e, embora sua adoção definitiva tenha acontecido no final de 2010, o governo deu um prazo de seis meses para sua entrada em vigor, tempo em que iniciou uma campanha de informação, sem sanção, nos bairros onde mais se via esse tipo de vé

Congresso deve votar hoje projeto que derrubar decreto autoritário de Dilma

Em pronunciamento público no plenário, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou nesta terça-feira (1º) que o decreto da presidente Dilma Rousseff que prevê consulta a conselhos populares nas decisões do governo fere a lei, a Constituição e o princípio de separação de Poderes. Segundo Alves, as tentativas do Legislativo de negociar com o Planalto a revogação do decreto falharam.
“Diante desse quadro de inconstitucionalidade e em atenção às críticas de parlamentares, juristas e cientistas políticos, envidaram-se esforços com vistas à revogação do decreto, mas as tratativas com o Poder Executivo não prosperaram”, afirmou.
Ele disse que colocará em votação nesta quarta (2) projeto de decreto legislativo que derruba o decreto presidencial. A previsão era votar regime de urgência para esse decreto nesta terça, mas diante do quórum reduzido, a oposição pediu para adiar a deliberação.
O decreto presidencial que gerou polêmica e contrariou o Legislativo foi assinado em maio por Dilma e instituiu a Política Nacional de Participação Social.

Entre outros pontos, a legislação determina a criação de um colegiado, formado por membros do governo e da sociedade, para discutir as decisões da administração pública federal, avaliá-las e propor alterações. Na fala em plenário, o presidente da Câmara disse que o decreto “submete a atuação administrativa a injunções político-partidárias e ideológicas”.
Alves também questionou a legalidade do decreto, dizendo que esse instrumento do Executivo não pode criar nem autorizar a criação de órgãos públicos, “tampouco acrescer atribuições a órgãos e entidades criados por lei”. Para o presidente da Câmara, o decreto também contraria o princípio constitucional de separação dos Poderes.
“Cabe ao Congresso Nacional a formulação de políticas públicas, por meio de lei, após amplo debate entre todas as forças políticas, da situação e da oposição, sobre as mais diversas demandas de todos e quaisquer grupos da sociedade, alinhados ou não ao governo”, afirmou.

Juíza troca José Dirceu e mais dois ex-deputados de prisão

A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, determinou nesta terça-feira (1º) que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu seja transferido da Penitenciária da Papuda para o Centro de Progressão Penitenciária, em Brasília, a fim de que possa começar a trabalhar fora da cadeia.
A autorização de trabalho externo para Dirceu, que cumpre pena em regime semiaberto por condenação no processo do mensalão do PT, foi dada na semana passada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. Na Papuda, mesmo em regime semiaberto, ele só pode trabalhar internamente. No CPP, ficam os presos do Distrito Federal com trabalho externo.
A juíza determinou que a Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe) realize a “imediata transferência” para que Dirceu comece a trabalhar conforme decidiu o Supremo. Até a publicação desta reportagem, ainda não havia previsão de quando a ordem chegará à subsecretaria.
“Considerando a decisão proferida pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, defiro o trabalho externo, nos termos formulados. [...] Comunique-se ao estabelecimento prisional, bem como à Sesipe, solicitando a imediata transferência do interno para estabelecimento prisional compatível com a sua situação processual atual”, afirmou a juíza Leila Cury no texto da decisão.
Valdemar Costa Neto e Bispo Rodrigues
Costa Neto e Rodrigues tiveram o benefício de trabalho fora da cadeia revogado pelo agora ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa
Costa Neto e Rodrigues tiveram o benefício de trabalho fora da cadeia revogado pelo agora ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa
A juíza Leila Cury também determinou na noite desta terça a transferência da Penitenciária da Papuda para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) dos ex-deputados federais Valdemar Costa Neto e Bispo Rodrigues, para que eles voltem ao trabalho fora da cadeia.
Costa Neto e Rodrigues tiveram o benefício de trabalho fora da cadeia revogado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Depois que o plenário do Supremo autorizou o trabalho externo para José Dirceu, o ministro Luís Roberto Barroso, que substituiu Barbosa na relatoria do mensalão, restabeleceu os benefícios de Costa Neto e Rodrigues.
O emprego de Dirceu
Condenado no processo do mensalão do PT a 7 anos e 11 meses de prisão pelo crime de corrupção ativa, Dirceu está preso desde novembro do ano passado no Complexo Penitenciário da Papuda, nos arredores de Brasília. Ele tem proposta de emprego aprovada, com salário de R$ 2,1 mil, para trabalhar em um escritório de advocacia.
Antes, o ex-ministro havia desistido de emprego como gerente administrativo de um hotel de Brasília com salário de R$ 20 mil – reportagem do Jornal Nacional apontou suspeitas de que um laranja fosse dono do estabelecimento.
Por nove votos a um, o plenário do STF reverteu decisão do presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, que havia negado o pedido de Dirceu de trabalho externo.
O presidente do STF, que vai se aposentar e participou pela última vez nesta terça de uma sessão do tribunal, entendeu que o ex-ministro não tinha cumprido um sexto da pena como estabelece a Lei de Execução Penal (LEP) e, na interpretação dele, não poderia se beneficiar do trabalho externo.
Barbosa também argumentou que o emprego não era adequado para a ressocialização porque representa um “arranjo” entre amigos.
Os ministros do Supremo derrubaram a exigência do cumprimento de um sexto da pena para presos do semiaberto e validaram a proposta de trabalho apresentada pelo petista, sem fazer objeções às relações pessoais entre empregador e empregado. Dirceu vai trabalhar na biblioteca do escritório do advogado José Gerardo Grossi.

OMS pede ação drástica para conter pior surto de ebola do mundo


ABIDJÃ (Reuters) - Um surto de ebola na Guiné se transformou em uma crise internacional que pode se espalhar para mais países, disse a Organização Mundial da Saúde nesta quinta-feira, pedindo uma ação drástica para combater a mortal epidemia.

Apesar dos esforços feitos por autoridades de saúde e organizações internacionais para conter a propagação da doença, a OMS registrou 635 infecções, incluindo 399 mortes, na Guiné, Serra Leoa e Libéria desde que o surto começou em fevereiro.

A crise já representa o surto mais mortal desde que o ebola emergiu na África em 1976, e o número de infecções continua a crescer.

?Este não é mais um surto específico de um país, mas uma crise sub-regional que requer ação firme de governos e parceiros?, disse Luis Sambo, diretor regional da OMS para a África, em uma comunicado.

?A OMS está preocupada com a recorrente transmissão além das fronteiras de países vizinhos, assim como o potencial de propagação internacional?, disse ele.

Em resposta à piora de crise, a OMS disse que vai realizar uma reunião especial de ministros da Saúde de 11 países em Acra, Gana, em 2 e 3 de julho, para desenvolver um plano abrangente de resposta entre os países.

O ebola ?com uma taxa de mortalidade de até 90 por cento, sem vacina ou cura conhecida? ainda não havia ocorrido anteriormente na região do oeste da África.

O vírus inicialmente causa febre, dores de cabeça, dores musculares, conjuntivite e fraqueza, antes de ir para fases mais severas, com vômito, diarreia e hemorragia interna e externa.

Anvisa suspende venda e uso de lote de remédio para depressão


Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (30) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso, em todo o território nacional, do lote 12096555 (validade: 09/2015) do medicamento Imipra 25mg (cloridrato de imipramina), apresentação de 200 comprimidos, fabricado pela empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

De acordo com o texto, a própria empresa encaminhou à Anvisa um comunicado de recolhimento do produto devido a resultados insatisfatórios no teste de teor de princípio ativo. A agência determinou que a empresa promova o recolhimento de todo o estoque existente no mercado relativo ao lote.

A produção industrial brasileira recuou 0,6 por cento em maio sobre abril, registrando queda de 3,2


A produção industrial brasileira recuou 0,6 por cento em maio sobre abril, registrando queda de 3,2 por cento sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (2).

Pesquisa da Reuters com 24 analistas mostrou que a expectativa era de queda de 0,55 por cento em maio na comparação com o mês anterior. As estimativas variaram de recuo de 1,10 por cento por cento a estabilidade.

A expectativa na comparação anual era de queda de 3,20 por cento por cento na mediana de 22 projeções, que foram de perda de 4,90 por cento a alta de 1,00 por cento.
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1 de jul. de 2014

Hoje 01 de Julho é o dia internacional do Reggae.

O que é o Reggae...

O Reggae é um gênero musical que tem suas origens na Jamaica. O auge do reggae ocorreu na década de 1970, quando este gênero espalhou-se pelo mundo. É uma mistura de vários estilos e gêneros musicais: música folclórica da Jamaica, ritmos africanos, ska e calipso. Apresenta um ritmo dançante e suave, porém com uma batida bem característica. A guitarra, o contrabaixo e a bateria são os instrumentos musicais mais utilizados.
As letras das músicas de reggae falam de questões sociais, principalmente dos jamaicanos, além de destacar assuntos religiosos e problemas típicos de países pobres.
O reggae recebeu, em suas origens, uma forte influência do movimento rastafari, que defende a idéia de que os afrodescendentes devem ascender e superar sua situação através do engajamento político e espiritual.

Evolução do Reggae...

Na década de 1950, começam surgir os grandes nomes do reggae como, por exemplo, Delroy Wilson, Bob Andy, Burning Espear e Johnny Osbourne, e as bandas The Wailers, Ethiopians, Desmond Dekker e Skatalites. Nesta época, grande parte das rádios da Jamaica, de propriedade de brancos, se recusavam a tocar reggae. Somente a partir da década de 1970, o reggae toma corpo com cantores que ganham o mundo da música. Jimmy Cliff e Bob Marley tornam o reggae um estilo musical de sucesso no mundo todo. Em 1971, a música I Can See Clear Now de Johnny Nash, assume o topo na parada musical de várias rádios na Inglaterra e Estados Unidos.
Os anos 70 (década de 1970) foi a época dos grandes sucesso do reggae. Várias músicas marcaram época e alcançaram o topo na lista de sucesso das rádios: I Shot the Sheriff  (versão de Eric Clapton ), Peter Tosh com Legalize It e No Woman , No Cry de Bob Marley.
Vários cantores e bandas passam a incorporar o estilo reggae a partir dos anos 80 (década de 1980). Eric Clapton, Rolling Stones e Paul Simon fazem músicas, utilizando a batida e a sonoridade dançante e suave. Atualmente, vários cantores e bandas fazem sucesso nesse gênero musical : Ziggy Marley, Beres Hammond, Pulse, UB 40 e Big Mountain.

Reggae no Brasil...

Foi na região norte do Brasil que o reggae entrou com mais força. No estado do Maranhão, principalmente na capital São Luís, é comum a organização de festas ao som de reggae. Na década de 1970, músicos como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor são influenciados pelo estilo musical jamaicano. Na década de 1980, é a vez do rock se unir ao gênero da Jamaica, nas letras do grupo Paralamas do Sucesso.
Na década de 1990, surgem vários músicos e bandas. Podemos citar como exemplo : Cidade Negra, Alma D'Jem, Tribo de Jah, Nativus e Sine Calmon & Morro Fumegante. Hoje o Reggae já está expandido por todas as regiões do nosso País, várias bandas já conquistaram seu espaço no cenário Nacional e Internacional temos como exemplo a Banda Ponto De Equilíbrio que é sem dúvidas a mais prestigiada por nós brasileiros.

Apocalipse: o juízo sobre a Babilônia e sua desobediência


"Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra.
Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição.
Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto." Apocalipse 17.1-6
Não podemos nos esquecer que o Apocalipse foi originalmente escrito para a Igreja cristã primitiva, que sofria perseguições por parte do Império Romano. Esta perseguição era especialmente intensa, porque os verdadeiros cristãos eram os únicos que se recusavam a adorar o imperador.
Naquele tempo, os "Neros" impunham a todos os súditos do império a adoração da sua pessoa pelo menos um dia no ano. E como isto contraria totalmente a fé cristã, a qual ensina que somente devemos adorar ao Deus Vivo, aqueles cristãos se recusavam terminantemente a obedecer. Assim sendo, eles se autocondenavam à morte.
Temos estudado a respeito dos juízos de Deus sobre a humanidade portadora da marca da besta e adoradora da sua imagem. Terminados os juízos divinos sobre os rebeldes seres humanos, João começa então com a descrição da Babilônia, para, em seguida, falar do seu julgamento.
De acordo com a descrição do apóstolo, não resta a menor dúvida de que a Babilônia se trata de algo extremamente abominável, tendo em vista que além de ser objeto da ira de Deus é também objeto do furor da Sua ira.
No presente capítulo inicialmente é caracterizada como uma mulher sentada no deserto, em meio aos juízos do final dos tempos. Ela é chamada de "grande meretriz" (Apocalipse 17.1), e depois de “Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra" (Apocalipse 17.5).
É importante observarmos que Satanás, em tudo e por tudo, sempre tentou imitar as coisas de Deus. E conforme ele vai sendo desmascarado, com o desenrolar dos juízos divinos, a verdade também vai sendo revelada.
Já vimos, por exemplo, que os personagens principais destes últimos capítulos do Apocalipse são o dragão vermelho (diabo), a besta que emerge do mar (anticristo) e a besta que emerge da terra (falso profeta).
Essa é a trindade satânica, que se contrapõe à Santíssima Trindade. Mas agora surge um novo personagem: a Babilônia, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra. Justamente o oposto absoluto da noiva do Cordeiro - a Igreja arrebatada e glorificada.
Enquanto a Babilônia "se acha sentada sobre muitas águas" (Apocalipse 17.1), a Igreja do Senhor Jesus se acha no Céu, na presença de Deus. O anjo do Senhor revela a João o seguinte: "... As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas." Apocalipse 17.15
O capítulo 13 do Apocalipse nos apresenta o Império Romano restaurado, pois tanto o anticristo quanto o falso profeta emergem respectivamente do mar e da terra.
Mas aqui, no capítulo 17, vemos algo novo, isto é, o anticristo que encabeça o falso profeta – e portanto poderoso – mas que agora leva a mulher, conforme diz o anjo para João: "... Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e os dez chifres e que leva a mulher."Apocalipse 17.7
Mas quem, afinal de contas, é esta mulher, ou esta Babilônia? Vejamos por partes o que o anjo falou com o apóstolo João:
"Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra."Apocalipse 17.1-2

Aprenda a vencer o medo

O medo faz parte da natureza humana. Um mecanismo de defesa que serve como alerta contra situações que representam perigo à vida. Até esse ponto, tudo bem. Mas como agir quando tudo nos causa medo?
O medo saudável nos faz reagir como defesa. Enfrentar ou fugir do perigo. Mas quando o medo passa a controlar a pessoa ela fica paralisada e sem controle. Ela não consegue enfrentar o que causa o medo, e isso passa a interferir significantemente na rotina dela e a gerar transtornos de ansiedade, o que já pode indicar uma fobia.
Os efeitos de uma fobia no corpo são tão intensos que muitas pessoas buscam atendimento primeiro no pronto-socorro, alegando estarem enfartando, quando na verdade estão apresentando sintomas de um ataque de pânico, já que são semelhantes aos ataques cardíacos.
Transtorno do pânico é uma das doenças mais comuns do nosso século. Estudos recentes apontam que no mundo cerca de 170 milhões de pessoas têm a síndrome, e elas têm uma grande tendência a ter problemas com alcoolismo, depressão ou abuso de drogas.
 “Tinha sempre a sensação que alguém estava me perseguindo”
Delci Vila Verde (foto ao lado), de 37 anos, identificou a síndrome do pânico logo no início e buscou ajuda com psicólogo e psiquiatra. “Desenvolvi um medo de sair. Temia ser agredida por alguém e quando tinha que sair, tinha sempre a sensação que alguém estava me perseguindo.”
Ela lembra que o médico passou um antidepressivo que chegou a ser usado durante 4 meses. “Os sintomas de depressão aliviaram, mas o medo continuava, e só aumentava com o passar do tempo. Comecei a perceber o quanto estava atrapalhando a minha vida quando passei a protelar as coisas por causa do medo. Deixei inclusive de ir às consultas com a psicóloga, e isso depois virava um sentimento de culpa”, relembra.
Na época, Delci ouvia a programação de rádio do bispo Macedo e soube do “Jejum de Daniel”. “Frequentava outra denominação e resolvi fazer por conta própria o ‘Jejum de Daniel’. Ao final, estava mais forte emocionalmente e passei a frequentar as reuniões na Universal. A fé para vencer aqueles medos foi despertada. Passei a ocupar os pensamentos negativos de que algo iria me acontecer com atividades. Ia de propósito aos lugares que antes me causavam pânico. Não evitava mais. Passei a enfrentar. Não demorou muito e, quando percebi, nem me lembrava do medo. Hoje sou completamente livre.”
Invista na sua fé
 O exercício da fé fez Delci vencer a ansiedade, o pânico.  “Se você quiser ter mais saúde, mais autoconfiança, mais paz, tomar melhores decisões, ter mais sucesso no trabalho, ser mais atraente como pessoa, comece a investir na sua fé. Ela é a energia gratuita dentro de você que pode lhe trazer resultados indizíveis”, afirma o bispo Renato Cardoso.
Mas ele destaca, porém, que não é qualquer tipo de fé que tem esse resultado. “Não é religião. E não é simplesmente fé em qualquer coisa. Fé em alguma coisa é melhor que fé em nada, mas a fé que traz resultados, a que me refiro, é a fé bíblica inteligente. Se você já a praticou, sabe do que estou falando. Se nunca a experimentou, não sabe o que está perdendo.”
Delci venceu a depressão e a síndrome do pânico no “Jejum de Daniel”, mostrando que um desligamento temporário das coisas desse mundo e o investimento na fé fortalecem e auxiliam a vencer os medos. Agora, a grande oportunidade é o “Jejum de Jesus”. Serão 40 dias dedicados a despertar e fortalecer a fé. Isso é possível quando paramos para ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10.17).

A força descoberta no "Jejum de Jesus"

“Forte é aquele que conhece a própria fraqueza”, diz um antigo ditado. A Bíblia o comprova muitas vezes, ao mostrar exemplos daqueles que souberam enxergar os limites da força humana e confiaram suas vidas nas mãos de Deus em momentos decisivos. Davi, então um simples menino franzino que foi levar comida para os irmãos no campo de batalha, venceu o guerreiro mais temido dos inimigos, um gigante. Três irmãos, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, entraram humildes numa fornalha superaquecida e nem mesmo ficaram suados. Em 2 Coríntios 12, Paulo já fala mais diretamente no assunto. Ficou famosa sua frase “porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”.
E num jejum, quando nos privamos de algo por vontade própria, priorizando a Deus? Olhos mundanos podem achar que alguém está se limitando porque não assiste aos jogos da Copa do Mundo, não brinca num videogame, não lê livros seculares, ou não lança mão de qualquer recurso midiático. No entanto, os mesmos olhos do mundo não são capazes de ver que aquela pessoa está mais próxima de Deus justamente por dar a Ele a atenção que daria a essas outras coisas. Do que parece fraqueza para uns, vem a força de outros. A força além deles, aquela que vem de Deus, contra a qual ninguém e nada podem.
Num jejum alimentar, você sabe que seu corpo pode parecer fraco sem comida, mas também sabe que, levando o propósito a sério, Deus entra com aquela força que nem a pessoa mais bem alimentada do planeta é capaz de ter. Tanto é que a sensação de fome diminui a cada momento, e o foco no espiritual ganha mais força.
Aí é que entra uma questão bem interessante: quando tomamos consciência dessa força superior à nossa e a deixamos agir, ela fica conosco muito depois de o jejum já ter terminado. Tendo provado isso, sabemos que nossas forças no dia a dia não fazem diferença quando a força de Deus está à frente. Reconhecemos que somos limitados, mas Ele nunca foi, não é e nunca será.
Jesus, no auge de seu jejum de 40 dias no deserto, foi capaz de enfrentar o próprio diabo. Mas foi capaz porque usou a Palavra de Deus e sua plena convicção de que era Ele, o Pai, que lhe dava forças naquele momento, e não comida, bebida ou pessoas e coisas à Sua volta. Ele estava sem alimento, mas também longe da civilização, sem distrações, 100% focado em Deus.
O que venceu o diabo não foi uma pessoa, mas sua ligação direta com Deus. E Jesus mostrou que não é preciso ser o Messias, como Ele, para ter direito a essa ligação.
Se você levar o “Jejum de Jesus” a sério, conquistará a verdadeira força em sua vida, que lhe servirá por muito e muito tempo depois dessa quarentena de grandes descobertas.

Conheça a história de Herodes e o Templo

Após a volta dos israelitas do cativeiro na Babilônia, eles reconstruíram o Templo de Salomão, embora com bem menos recursos que na época do reinado do filho e sucessor de Davi. Quando Jerusalém caiu sob o poderio de Roma, aquele império escolheu a família de Herodes para governar o lugar em seu nome.
Mas a dinastia Herodes não era muito bem vista pela maioria do povo local – por ser considerado apenas “meio-judeu”. Na época, era considerado verdadeiro judeu o que tivesse mãe judia. Acontece que a mãe de Herodes era uma princesa dos idumeus.
Entre os governantes daquela família, aquele conhecido como Herodes, o Grande, era um grande construtor. Teve a ideia, então, de desfazer o Templo de Salomão pobremente restaurado e realizar em seu lugar uma imensa obra, para angariar o respeito do povo local, que não o aprovava muito. Queria mostrar a Jerusalém que podia devolver a ela a glória física da época do prédio original.  Mas os sacerdotes, entretanto, tiveram medo que isso não passasse de promessa política, que o governante poderia destruir o Templo e não reerguê-lo. Foi combinado, então, que ele aproveitasse o prédio principal e o ampliasse, além de realizar benfeitorias bastante significativas à sua volta.
A obra não foi nada humilde. Herodes não só refez o Templo, como praticamente ergueu um vasto complexo que tomou todo o Monte do Templo, construindo um terreno elevado por grandes muralhas de arrimo e cômodos subterrâneos, com várias entradas pelos bairros vizinhos. É uma parte dessa muralha da época de Herodes que hoje é chamada de Muro das Lamentações.
Era, em si, uma cidadela dentro da cidade, praticamente uma fortificação. Uma construção entre as mais arrojadas, luxuosas e grandiosas do mundo então conhecido.
Enquanto o Templo de Salomão original teve a orientação Divina em todos os detalhes, muitos judeus não consideravam a megalomaníaca obra de Herodes como algo de Deus, embora o usassem com o mesmo propósito do anterior por estar no mesmo lugar sagrado para eles. Lá também ficavam os utensílios sagrados, como a Arca da Aliança.
Foi no Segundo Templo que Jesus compareceu algumas vezes, em Seu ministério na Terra.

Itaquerão não terá divisão entre brasileiros e argentinos em jogo decisivo

As conhecidas provocações entre argentinos e brasileiros já causaram algumas confusões nas arquibancadas da Copa do Mundo. Apesar dos episódios de violência, o COL (Comitê Organizador Local) descartou qualquer possibilidade de medidas mais drásticas para a partida entre Argentina e Suíça, nesta terça-feira (1º), no Itaquerão, em São Paulo (SP).
Diretor de comunicação do COL, Saint-Clair Milesi reconhece que nem tudo tem sido festa neste Mundial. Para ele, pensar em dividir as arquibancadas, por exemplo, seria dar passos para trás em relação ao modo de torcer no País.
– Cada jogo tem obviamente suas próprias questões de segurança. Existe um conceito errôneo de que não existe policiamento nos estádios, apenas stewards (seguranças privados), o que não é verdade. Não podemos dar passos para trás em relação às torcidas. Claro que existem fatos isolados, mas temos que levar em conta que todos estão ali para se divertirem. As medidas são tomadas com base em cada jogo.
A Argentina fez três jogos na competição até agora. Em todos eles, confusões de torcedores foram vistas e posteriormente encaminhadas para a análise, no esquema de segurança integrada da Copa do Mundo.
As confusões, em geral, começam sempre da mesma forma. A tão eterna quanto tola disputa pelo título de melhor jogador da história entre Maradona e Pelé é apenas uma fagulha para maiores entreveros. Mesmo as atuações de Messi e Neymar também propõem debates acalorados apesar da bola rolando. Se pacíficas nas ruas de Copacabana, por exemplo, a discussão pega fogo mesmo no calor do jogo.
Na partida entre Argentina e Bósnia, o Maracanã em grande parte bem que tentou vaiar Messi. Mas era o craque pegar na bola que um misto de raiva e expectativa por uma grande jogada diante dos próprios olhos se misturava. Fora do campo, as brigas foram maiores em Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). Para a partida contra o Irã e contra a Nigéria, torcedores visivelmente embriagados trocaram garrafas e um argentino foi baleado em um bar respectivamente. Relatos de brasileiros que tiveram ingressos roubados pelos hermanos também foram registrados nas delegacias das capitais.

Elton John afirma que Jesus Cristo apoiaria o casamento gay se estivesse vivo hoje

Essa semana o cantor Elton John deu uma declaração polêmica durante uma entrevista, na qual falava sobre o casamento gay. O cantor afirmou que “Jesus Cristo não só aprovaria o casamento homossexual como também iriar apoiar os padres homossexuais”.
Em conversa com o com Sky News sobre os direitos dos homossexuais e o cristianismo, o cantor, de 67 anos, afirmou acreditar que os clérigos homossexuais deve, absolutamente, ser autorizados a se casarem e a manter relações sexuais.
- Essas são as coisas velhas e estúpidas – afirmou John sobre as restrições que impedem que os padres se casem e mantenham relações sexuais.
- Se Jesus Cristo estivesse vivo hoje eu não consigo vê-lo, como a grande pessoa que ele era, dizendo que isso não poderia acontecer. Para ele, tudo era sobre o amor e compaixão… E isso é sobre isso que a igreja deve ser – completou.
Esta não é a primeira vez que Elton John, que atualmente está planejando seu casamento com parceiro de longa data David Furnish, falou sobre Jesus ao tratar sobre questões relativas aos homossexuais.
Em 2010, o cantor disse à revista Parade que ele acredita que Jesus era um “homem gay compassivo, superinteligente que entendeu os problemas humanos”.
- Na cruz, ele perdoou as pessoas que o crucificaram. Jesus queria que fôssemos amorosos e de perdão. Eu não sei o que torna as pessoas tão cruéis – afirmou na ocasião

Governo mantém IPI reduzido para estimular venda de carros

O governo decidiu manter em 3% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros 1.0 até dezembro de 2014. Havia a possibilidade de o tributo passar para 7% a partir de amanhã, 1º de julho. Com essa decisão, o governo deixará de arrecadar R$ 800 milhões no segundo semestre, conforme informou no fim da tarde desta segunda-feira (30/6) o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo ele, o governo decidiu dar novo estímulo ao setor automotivo, que enfrenta forte queda nas vendas, devido à dificuldade dos consumidores para obter crédito. Números preliminares indicam que, em junho, o total de carros novos licenciados caiu 11% ante o mesmo mês de 2013. Os estoques de veículos das concessionárias passa hoje de 45 dias, quando o normal é abaixo de 30.
Para Mantega, com a queda contínua da inflação, mês a mês, e a maior confiança dos consumidores, diante do sucesso da Copa do Mundo, o consumo de bens duráveis, como automóveis, deve aumentar.
O economista da Consultoria Tendências Bruno Lavieri acredita que essa desoneração para a indústria automobilística “é uma gota no oceano dos R$ 48 bilhões em desonerações que o governo já fez esse ano, sendo que R$ 8 bilhões só em maio”. Ele cita como exemplo as desonerações sobre a folha de pagamentos que acarretam um resultado um tanto dúbio, pois foram compensadas com tributação sobre receita e isso, indiretamente, é um incentivo para que não se aumente a produção. Lavieri ressalta que “não é o que se pretende, mas é o que acontece na prática e num país em que a produção já é muito baixa, é como se fosse um gol contra”.
Segundo balanço da Anfavea, de janeiro a maio deste ano, as vendas de automóveis caíram 8,3% em comparação com o mesmo período de 2013. Foram vendidos 1,002 milhão de unidades nos primeiros cinco meses do ano, contra 1,092 milhão no mesmo período do ano passado.
A produção de automóveis caiu, de acordo com a Anfavea, 14,5% no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. Foram fabricados 1,153 milhão de unidades de janeiro a maio de 2013, contra 990 mil no mesmo período deste ano. Em maio, a produção caiu 20% em comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 202 mil automóveis.

RS: mais de 8 mil pessoas amanhecem fora de casa por causa da chuva

Por causa da chuva dos últimos dias no Rio Grande do Sul, 8.299 pessoas amanheceram fora de casa nesta terça-feira (1). Segundo a Defesa Civil do estado, 70 municípios foram atingidos pela chuva. O temporal e as cheias dos rios deixaram 3.061 desabrigados e 5.238 desalojados.
As regiões mais afetadas são a norte e a nordeste do estado. A Defesa Civil já recebeu 18 decretos de emergência e um de calamidade pública, de Iraí.
No final de semana, pelo menos 11,5 mil chegaram a ter de deixar suas residências. Porto Mauá e Porto Xavier, perto da fronteira com a Argentina, estão entre as cidades mais prejudicadas pela chuva. No norte do estado, Iraí é o município com o maior número desabrigados: 634 pessoas.
O governador Tarso Genro deve visitar nesta terça-feira as áreas atingidas pela chuva dos últimos dias no Rio Grande do Sul. Na manhã de segunda (30), o governador se reuniu com os secretários e diretores de autarquias para tratar das ações de auxílio às famílias afetadas pela chuva no estado.
De acordo com a assessoria do Palácio Piratini, Tarso irá até a central da Defesa Civil em Frederico Westphalen, que está coordenando o atendimento aos desabrigados e desalojados e recebendo doações. Neste momento, a prioridade são as ações humanitárias.
Depois, o Piratini vai definir, junto com o governo federal, o volume de recursos que serão aplicados para tentar recuperar os prejuízos causados pela cheia.

Joaquim Barbosa participa de sua última sessão no Supremo

Onze anos após assumir uma cadeira de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa se despede nesta terça-feira (1º) da Corte que o fez famoso por ter sido, como relator do mensalão, algoz dos correligionários de quem patrocinou sua indicação: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O presidente do STF participa de sua última sessão e, ainda nesta terça-feira, deve encaminhar ao Executivo mensagem com seu pedido de aposentadoria. O STF entra em recesso na sequência.
Aos 59 anos, Barbosa se aposentará de forma prematura e com uma antecedência de 11 anos. A idade limite para deixar a Corte é 70 anos. Ele não preparou discurso, mas pode falar de improviso, e receberá as manifestações dos colegas. Barbosa está no STF desde junho de 2003 e assumiu a presidência da Corte em outubro de 2012. O ministro anunciou mês passado que deixará o STF. Ele vinha sofrendo ameaças de setores insatisfeitos com suas decisões, em especial de militantes do PT.
O ministro terá papel decisivo na pauta do dia. O STF deverá decidir nesta terça-feira as regras que definirão o tamanho das bancadas federais na Câmara nas eleições deste ano. Nas últimas sessões, o tribunal derrubou a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2013 que alterou o tamanho das bancadas parlamentares em 13 estados.
Mas, como as convenções partidárias já começaram, o STF entendeu que deve ser mantida a mesma divisão prevista nessa decisão do TSE. Sete ministros assim entenderam, mas são necessários oito votos para sua aprovação. Como Barbosa foi o único que não participou desse julgamento, deverá dar seu voto hoje, que definirá a matemática desta eleição.
Caso Barbosa acompanhe os sete votos, a resolução do TSE, mesmo sendo considerada inconstitucional, valerá para 2014. Se Barbosa tiver outro entendimento, as regras vigentes para este ano podem ser as mesmas de 2010. Ou seja, nesse caso, o número das bancadas é o da eleição passada.
Pela resolução do TSE, no caso da Câmara, cinco bancadas estaduais aumentariam suas representações — Minas Gerais, Ceará, Pará, Santa Catarina e Amazonas — e oito perderiam deputados — Rio, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Espírito Santo, Alagoas e Piauí.
O aumento nas bancadas se daria da seguinte forma: Minas iria de 55 para 57; Ceará, de 24 para 26; Pará, de 21 para 25; Santa Catarina, de 17 para 18; e Amazonas, de 9 para 10. Já a redução ocorreria do seguinte modo: Rio iria de 46 para 45; Rio Grande do Sul, de 30 para 29; Paraná, de 29 para 28; Pernambuco, de 24 para 23; Paraíba, de 10 para 8; Espírito Santo, de 8 para 7; Alagoas, de 8 para 7; e Piauí, de 8 para 6.

Tensão: Israel bombardeia Gaza em resposta à morte de jovens

Horas depois do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu ter afirmado que o Hamas iria “pagar” pela morte de três jovens israelenses, caças do país deram início ao bombardeio de mais de 30 alvos na Faixa de Gaza, principalmente campos de treinamento de grupos armados palestinos. Os aviões F-16 israelenses atingiram violentamente na madrugada desta terça-feira (noite de segunda em Brasília) posições do Hamas e da Jihad Islâmica em Khan Yunis e Rafah, no sul de Gaza. Até o momento, não há relatos de vítimas.

O ataque é uma resposta à morte de três israelenses desaparecidos desde 12 de junho, quando foram sequestrados na Cisjordânia. Os corpos dos três foram encontrados em um campo perto de Hebron, que fica na região. As vítimas, Eyal Yifrach, de 19 anos, Naftali Frenkel e Gilad Shaer, ambos de 16, eram alunos de escolas religiosas judaicas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda que os três jovens foram “assassinados a sangue frio”.
“Foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais em forma de seres humanos”, declarou Netanyahu. “O Hamas é responsável, e o Hamas pagará”. O grupo islâmico, que negou envolvimento no sequestro, embora tenha parabenizado a ação, prometeu a Israel “as portas do inferno” em caso de uma ofensiva militar.
“Se os ocupantes se lançarem em uma escalada ou guerra, abrirão para si mesmos as portas do inferno”, declarou o porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, que colocou em dúvida a “versão israelense” do sequestro. Os jovens foram sequestrados, segundo a imprensa israelense, enquanto pegavam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre Belém e Hebron, em uma zona sob controle civil e militar israelense. Os três teriam sido mortos a tiros pouco depois do sequestro. “Eles estavam sob uma pilha de pedras, em um campo aberto”, afirmou Peter Lerner, porta-voz militar israelense.
Acordo palestino
Para Netanyahu, o incidente é uma consequência da reconciliação do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com o Hamas. Os dois lados assinaram um acordo em abril que resultou na formação de um novo governo palestino. Abbas condenou o sequestro e disse que ele era uma ameaça aos interesses palestinos, ordenando que suas forças de segurança ajudassem Israel nas buscas aos garotos, medida que foi condenada pelo Hamas.
A imprensa israelense informou que os corpos dos jovens judeus foram encontrados depois de familiares dos suspeitos terem sido interrogados. Marwan Qawasmeh e Amer Abu Aisha foram apontados na semana passada como os dois principais suspeitos. Moradores de Hebron, eles foram vistos pela última vez na noite de 12 de junho, pouco antes do sumiço dos jovens judeus. A agência de segurança israelense os descreveu como ativistas do Hamas e disse que os dois já foram detidos anteriormente.
Na noite desta segunda-feira, o Exército de Israel teria destruído as casas dos dois principais suspeitos do sequestro com explosivos, mas essa informação não é confirmada pelas agências de notícias.
Ao longo das últimas semanas, forças israelenses fizeram buscas em cidades e vilarejos palestinos e detiveram centenas de integrantes do grupo fundamentalista palestino. Cinco palestinos morreram em confrontos com as forças israelenses. Desde o início da operação de busca, cerca de quarenta foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel, de acordo com fontes militares. O Hamas não negou nem confirmou seu envolvimento no desaparecimento dos jovens, mas mostrou-se a favor de ações como sequestros como forma de enfrentar a ocupação israelense na Cisjordânia.
O ministro da Economia de Israel, Naftali Bennett, escreveu em sua página em uma rede social que “os assassinos de crianças e seus comandantes não podem ser perdoados”. “Agora é tempo de agir, não de falar”. O presidente Shimon Peres afirmou que “toda a nação está em profundo luto”. “Em meio a nossa profunda tristeza, continuamos determinados a punir os terroristas criminosos”.