1 de jul. de 2017

Samoa é o primeiro país do mundo a se declarar “cristão”


Com 75% da população se declarando evangélica e 23% católica, Samoa é um Estado soberano da Polinésia na Oceania, formado por várias ilhas, sendo as principais Savai’i e Upolu. Ela foi parte da Nova Zelândia até 1962.
Temendo uma invasão do Islã, o primeiro-ministro Tuilaepa Malielegaoi explicou que o governo está preocupado com as “guerras religiosas” que ocorrem atualmente em um nível global, resultando em guerras civis dentro das nações.
Por isso, o Parlamento da Samoa aprovou recentemente uma lei que altera a Constituição. O país passou a ser oficialmente um Estado cristão. Entre os 49 representantes do Parlamento, 43 votaram a favor da proposta.

Samoa já tinha uma referência ao cristianismo na Constituição, afirmando que a ação do governo deveria estar “dentro dos limites prescritos pelos mandamentos de Deus” e também que sua sociedade é “baseada em princípios cristãos”.
Antes, o primeiro artigo da sua Constituição declarava que “Samoa é fundada em Deus”, mas essa expressão poderia ser aplicada a todos os grupos religiosos. Termos similares são usados pela Indonésia, de maioria muçulmana.
Na versão atual, o artigo 1 do texto constitucional estabelece: “Samoa é uma nação cristã, fundada em Deus Pai, Filho e Espírito Santo”, mostrando um entendimento especificamente cristão de Deus, sem margem para interpretação de outros grupos religiosos, governo ou judiciário.
Curiosamente, nem a Lei Fundamental do Estado da Cidade do Vaticano, considerada a Constituição do Vaticano declara a cidade-Estado uma nação cristã.

Islã proibido

O Secretário Geral do Conselho de Igrejas de Samoa, pastor Ma’auga Motu, está usando esse argumento para pedir que o Islã seja proibido. O censo de 2001 indica que existem cerca de 50 muçulmanos no país, representando 0,03% da população. Todos frequentam a única mesquita edificada nas ilhas.
Outro aspecto que chama atenção é que, com essa alteração constitucional, os líderes samoanos querem evitar que pressões externas introduzam mudanças significativas na sociedade local.
Uma das questões levantadas durante os debates no Parlamento era o reconhecimento de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, algo que agora ficou impossível de ser aprovado. Com informações Christian Post e The Diplomat

RECEITA DO DIA...Gnocchi Gratinado

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
Ingredientes
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 cebola grande picada
5 dentes de alho picados
4 tomates picados
½ xícara de extrato de tomate
½ colher de chá de orégano
½ xícara de folhas de manjericão
Sal
Pimenta do reino
1 xícara de água
1kg de batata cozida
2 xícaras de farinha de trigo
1 ovo
Noz-moscada
3 xícaras de muçarela ralado
1 xícara de parmesão ralado
Modo de Preparo
Aquecer uma panela, regar com azeite e dourar bem a cebola e o alho. Juntar o tomate, refogar por dois minutos e juntar o extrato de tomate, o orégano, o manjericão e temperar com sal e pimenta. Adicionar a água e deixar cozinhar por 5 minutos. Reservar.
Amassar as batatas com auxílio de um amassador. Dispor o purê de batatas em uma superfície levemente enfarinhada, adicionar ⅓ da farinha de trigo, o ovo, sal e noz-moscada. Misturar com as mãos e ir adicionando aos poucos o restante da farinha. Reservar na geladeira para esfriar.
Em uma panela funda, encher com água, amarrar uma cordinha de uma alça até a outra e levar ao fogo alto até ferver. Dispor pequenas porções da massa, com auxílio de uma manga de confeitar, na panela, utilizando a cordinha para cortar os pedaços. Quando os gnocchis começarem a boiar, está pronto. Retirar e dispor em um refratário com bastante azeite de oliva.
Cobrir com o molho e finalizar com o queijo muçarela e com o queijo parmesão. Levar ao forno preaquecido a 180 graus por, aproximadamente, 20 minutos ou até que esteja gratinado.
Tempo de preparação: 40 minutos
Tempo de cozimento: 30 minutos

MUSICA;;;Paulo César Baruk regrava “Todo Som”, música da Banda Resgate

Gravado ao vivo em São Paulo (SP), o projeto apresenta 16 faixas. (Foto: Divulgação).
Gravado ao vivo em São Paulo (SP), o projeto apresenta 16 faixas. (Foto: Divulgação).
Continuando na divulgação de seu novo disco, o cantor Paulo César Baruk liberou mais uma canção. Dessa vez, trata-se de “Todo Som”, uma regravação de uma das principais músicas da Banda Resgate. O novo single acaba de ser adicionado ao canal da Musile Records no YouTube.
Originalmente lançada em 1993, a canção integra o álbum "Piano e Voz, Amigos e Pertences 2", fruto de uma parceria entre o cantor e o tecladista Leandro Rodrigues. Quem conferir o vídeo, irá se surpreender não somente com a marcante sinergia da banda, mas também com os vocais maduros e contagiantes de Baruk.
Vale ressaltar que o momento ficou ainda mais especial por conta da interação do público, que formou um grande coral de louvor no auditório.
Gravado ao vivo em São Paulo (SP), o projeto apresenta 16 faixas, incluindo um bônus track de “Não tenhas sobre ti” (Milad), com Laura Souguellis, e outras canções marcantes do cenário evangélico brasileiro, entre elas “Deus Eterno” (Oficina G3) e “Deixa tudo” (Banda Rara).
Tragetória
De acordo com o artista, o projeto todo é formado por músicas que marcaram tanto sua trajetória quanto a de Leandro Rodrigues. “Levando em consideração esse critério, não tínhamos como deixar a banda Resgate de fora”, disse.
O projeto “Piano e Voz, Amigos e Pertences 2” inaugura a parceria do cantor com a Musile Records, gravadora responsável por lançamentos de artistas como Heloisa Rosa, Nivea Soares e Vineyard. O álbum e o DVD já estão disponíveis nas principais lojas e também nas plataformas de streaming e download.
Confira a canção:

Missionária construiu igreja e viu uma ilha inteira se converter, no Alasca

Alice Green aos 100 anos (esquerda) e à direita, ainda atuando como missionária em Savoonga. (Imagem: Arquivo pessoal)
Alice Green aos 100 anos (esquerda) e à direita, ainda atuando como missionária em Savoonga. (Imagem: Arquivo pessoal)
missionária Alice Green ainda se lembra do dia em que chegou a Savoonga (Alasca). O navio 'North Star' visitou a aldeia na Ilha St. Lawrence depois de uma longa ausência durante a Segunda Guerra Mundial.
A aldeia permanece uma das mais remotas do Alasca. Naqueles dias, as correspondências chegavam de trenó puxados por cães de Gambell no inverno e um navio com suprimentos chegava duas vezes por verão.
Green chegou à ilha em um avião militar anfíbio para trabalhar como missionário presbiteriana, depois de uma viagem de um mês.
Green, que completará 100 anos no mês que vem, hoje vive no 'Anchorage Pioneer Home', mas ela se lembra de todo o seu passado em detalhes. E ela deve se lembrar tão bem, porque acabou amando o lugar e a população.
Green cresceu em Denver (EUA), ouvindo histórias sobre o Alasca, contadas por suas duas tias que haviam trabalhado na Faculdade Sheldon Jackson, em Sitka, no ano de 1914. Ainda criança, Alice já tinha o desejo de ir para o Alasca.
Embora sua família não pudesse pagar sua faculdade, um amigo pagou sua inscrição no seminário para ser treinada como uma missionária da Igreja presbiteriana. Naquela época, uma mulher não podia ser uma pastora, mas poderia ser missionária. (Quando as regras mudaram na denominação norte-americana, Green se tornou a primeira mulher presbiteriana ordenada no Alasca, em 1972).
A guerra ainda estava em vigor quando Green chegou a Savoonga. Seu alojamento tinha de 4 a 5 metros quadrados. Não havia igreja na ilha, então ela realizava os cultos no sótão da escola e nas casas.
Ela se lembra do dia em que a guerra terminou. Os homens da Guarda Territorial do Alasca - bem disciplinados - foram até a escola e dispararam suas armas para o alto em um gesto de comemoração. Então a vila compartilhou bolinhos de maçã entre soldados e moradores para celebrar o tempo de paz.
Um incêndio acabou destruindo a escola no ano seguinte e como um dos principais locais de culto não existia mais, Green acabou liderando a construção da primeira igreja da ilha, com a ajuda de voluntários. O templo ainda está sendo usado 70 anos depois.
Alice Green pregou em funerais, deu aulas para crianças, viajou de trenó e barco para evangelizar as aldeias daquela região. A igreja estava cheia todos os domingos, porque praticamente todos os moradores da vila (cerca de 250 pessoas) acabaram sendo evangelizados e se convertendo.
A palavra "missionário" tornou-se negativa para muitos nativos do Alasca, que foram criados ouvindo histórias de idosos da vila sobre as conversões forçadas. Mas uma moradora chamada Jenny Alowa disse que Green era diferente e mudou a mentalidade daquele povoado sobre os missionários. Ela sempre cuidou que os cultos fossem traduzidos para o Yupik siberiano (dialeto local), com o objetivo de preservar a cultura daquela vila.
"Nós a moldamos e ela nos moldou. Ambos os caminhos. Ela era parte de nós. Não havia discriminação cores, raças. Porque seu coração estava no lugar certo. Ela não era aquele tipo de missionários típicos dos quais ouvíamos falar. Ela nos ensinou sobre Deus, o Espírito Santo e sobre Jesus, que é amoroso e compreensivo", disse Alowa.
Certa vez, um pai chegou a Green um dia para pedir-lhe para falar com a filha, que se recusava a aceitar casamento arranjado com um menino da aldeia. Green sentou-se com a garota em particular para conversar com ela.
Na aldeia, era comum que uma dúzia de membros da família extensa vivesse em uma pequena casa, como era a de Green. A menina disse que não conseguiria viver com a mãe do noivo. Além disso, ela estava apaixonada por outro garoto, que vivia em Gambell.
Green explicou a situação ao pai da menina. Poucas semanas depois, ele desistiu de forçar sua filha ao casamento arranjado e já estava fazendo contato com a família do garoto de Gambell.
Angela Larson, cujos pais adotaram Green em sua família, disse que ela era uma mulher forte e trabalhadora, que nunca se queixou, apesar de compartilhar as dificuldades dos aldeões.
Ambos estão envelhecendo agora, mas Larson ainda liga para Green, informando a ela quando ela está viajando e quando ela está em casa com segurança.
Green ficou em Savoonga até 1955, trabalhou como capelã no Centro Médico Nativo do Alasca, em Anchorage até 1970, depois retornou a Savoonga e trabalhou novamente como missionária até 1982, quando ela teve que se aposentar oficialmente.
Ela também serviu congregações presbiterianas nativas coreanas e do Alasca em Anchorage. Mesmo estando aposentada Green continuou ministrando estudos bíblicos e só parou há dois anos, quando começou a ter problemas de vista.

Vestígios de tecidos do reinado de Salomão são descobertos após 3 mil anos, em Israel

Vestígios dos tecidos do tempo do Rei Salomão. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)
Vestígios dos tecidos do tempo do Rei Salomão. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)
O mistério das minas do rei Salomão ainda não foi solucionado, mas os pesquisadores descobriram o corante usado para tingir tecidos na área das minas de cobre de Timna, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Eilat. Acredita-se que as minas, uma vez atribuídas aos homens mais sábios, foram criadas pelo povo antagonista dos israelitas, os edomitas.
As escavações, realizadas desde 2013 no vale de Timna e dirigidas pelo Dr. Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv, recuperaram dezenas de fragmentos têxteis de 3.000 anos que foram preservados graças às condições climáticas áridas extremas da região. Os tecidos datam do reinado de Salomão, na Idade do Ferro (11-10 séculos aC), e alguns são decorados com um padrão de cores vermelhas e azuis.
A descoberta é a primeira evidência do uso de uma tintura à base de plantas em Israel e no Mediterrâneo Oriental. Segundo os pesquisadores, os trabalhadores da fábrica provavelmente recebiam roupas coloridas como marcas de seu alto status, na época.
O estudo, liderado pelo Dr. Naama Sukenik, da Autoridade de Antiguidades de Israel e Dr. Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv, em cooperação com uma equipe de pesquisa da Universidade Bar-Ilan, foi publicado na última quarta-feira (28) pela revista 'PLOS ONE'.
A análise dos corantes mostrou o uso de duas plantas principais: Madder, cujas raízes forneciam um tintura vermelha, e Pastel, um corante azul criado em um processo longo e complexo que envolve redução e oxidação que durou vários dias. Ambas as plantas estão entre os componentes de corantes mais conhecidos do mundo antigo e foram utilizadas até o advento de corantes sintéticos.
A região de Timna, onde os corantes foram descobertos foi um importante local de fundição e mineração para a produção de cobre.
Segundo os pesquisadores Ben-Yosef e Dr. Naama Sukenik, da Autoridade de Antiguidades de Israel, as descobertas "indicam que a sociedade em Timna, identificada como o Reino de Edom, era hierárquica e incluía uma classe alta que teve acesso a têxteis coloridos e de prestígio".
Ben-Yosef e Sukenik explicam que o contexto em que os tecidos foram encontrados sugere que os trabalhadores da fábrica, responsáveis ​​pelo funcionamento dos fornos de fundição eram membros daquela classe alta, gozavam de alto status social e usavam roupas de cores distintivas, graças à considerável habilidade necessária para dominar o processo de transformar pedra em cobre.
"Nesse sentido, os resultados são uma inovação real, já que eles contradizem a suposição de pesquisa anterior de que os fornos no coração do deserto eram operados por escravos", disseram Ben-Yosef e 

Mulher que era vista como ‘deusa’ hindu se rende a Cristo: “Quebrei todos os ídolos”

Mulher hindu derrama leite em uma cobra como oferta, em Allahabad, na Índia. (Foto: AP Photo/Rajesh Kumar Singh)
Mulher hindu derrama leite em uma cobra como oferta, em Allahabad, na Índia. (Foto: AP Photo/Rajesh Kumar Singh)
Nagamma cresceu em uma família dalit no sul da Índia, dentro do nível mais baixo do sistema de castas no país. Sem muitas opções de trabalho, seu pai se tornou um feiticeiro e ensinou o ofício à sua filha.
“Quando eu era criança, eu alimentava as cobras com leite”, Nagamma lembra, já que as cobras são consideradas sagradas no hinduísmo. Aos 12 anos, a menina foi atacada por uma cobra enquanto dava leite ao animal. Mesmo sendo levada às pressas para o hospital, os médicos não conseguiram remover o veneno completamente de seu corpo.
O estado de saúde de Nagamma melhorou dentro de três dias, mas efeitos colaterais incomuns começaram a se manifestar. “Eu comecei a agir como uma cobra”, ela lembra, acrescentando que até mesmo sua pele assumiu um tom azulado.
Desde então, ela passou a se dedicar no templo hindu e foi reconhecida como a “deusa das cobras” pela comunidade. Sua fama se espalhou e as pessoas começaram a apresentar oferendas de leite, frutas, flores e dinheiro para Nagamma.
Anos depois, Nagamma e sua família foram visitados por missionários, ouviram sobre a mensagem do Evangelho e receberam Bíblias. Resistentes à palavra dos cristãos, o pai de Nagamma afirmou que sua filha era uma deusa, e não Jesus Cristo.
Certo dia, Nagamma foi até a casa de uma família para realizar um ritual de magia negra. Ela foi instruída por um espírito maligno a sacrificar um bebê que havia na casa, mas ela sentiu uma intensa batalha espiritual e não conseguiu completar seu objetivo.
Sonho com Jesus
Naquela noite, ela teve um sonho sobrenatural em seu quarto. “Um homem bonito e vestido de branco veio até mim e se sentou ao meu lado. Ele me mostrou suas mãos e vi lesões causadas por pregos”, ela conta.
“Ele me disse: ‘Você é querida para mim. Eu sou seu Deus e Senhor. Eu dou paz e vida eterna. Eu sou a porta, aqueles que vêm até mim serão salvos. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenha vida e a tenha com abundância’”, ela acrescenta.
Comparando as palavras que ouviu dos missionários com o que foi dito pelo homem do sonho, Nagamma reconheceu que se tratava de Jesus. Emocionada, ela se ajoelhou e o reconheceu como Senhor.
Nos dias seguintes, a decisão de Nagamma a encorajou a tomar atitudes mais ousadas. “Eu quebrei todos os ídolos de cobras feitos para mim no templo. Meus pais e aqueles que acreditavam em mim não gostaram. Eles me disseram que eu estava louca. Eles me amarraram a uma árvore e me bateram. Eu enfrentei muitas outras perseguições, mas eu não perdi minha fé em Jesus”, disse ela.
Ela entrou em contato com os missionários e decidiu se batizar, mudando seu nome para Maria, já que Nagamma significava “deusa das cobras”. Ela se tornou uma grande evangelista e seu templo foi substituído por uma tenda de oração.
Cinco anos após sua conversão, Maria continua sendo usada por Deus para apresentar o amor de Cristo aos hindus. Seus pais e irmãos também foram tocados pela fé e se converteram ao cristianismo.

Pastora é estuprada no dia de seu casamento e perdoa abusadores: "Minha fé me encorajou"

Harry e Terry Gobanga no dia de seu casamento. (Foto: Arquivo Pessoal)
Harry e Terry Gobanga no dia de seu casamento. (Foto: Arquivo Pessoal)
  • A pastora Terry Gobanga, do Quênia, não apareceu para o casamento dela por uma razão muito grave: ela tinha sido estuprada por um grupo de homens no mesmo dia e foi deixada à beira da estrada, quando seus abusadores pensaram que ela estava morta. Como se não bastasse tamanha tragédia, seu marido, Harry, acabou morrendo apenas 29 dias após o casamento.
Seu sofrimento foi ainda mais agravado porque ela foi desprezada por sua comunidade, que achava que ela estava "amaldiçoada", por causa do estupro.
Agora, ela contou a sua notável história para a BBC, descrevendo como sua fé em Cristo a ajudou a restaurar sua vida novamente.
Era um grande casamento que se realizaria em uma catedral de Nairobi (Quênia), e toda a sua igreja e sua grande família estavam lá.
"Mas na noite anterior ao casamento eu percebi que estava com algumas roupas de Harry, incluindo sua gravata. Ele não podia aparecer sem uma gravata, então uma amiga que tinha ficado á noite em minha casa se ofereceu para levar a gravata pela manhã. Nós nos levantamos ao amanhecer e eu a acompanhei a pé até a estação de ônibus", contou.
"Enquanto eu estava voltando para casa, passei por um cara sentado no capô de um carro - de repente ele me pegou por trás e me jogou no banco de trás do carro dele. Havia mais dois homens lá dentro. Tudo aconteceu em uma fração de segundo", acrescentou. "Um pedaço de pano estava cheio na minha boca. Eu estava chutando e batendo neles, tentando gritar. Quando consegui empurrar o pano para fora da boca, gritei: 'É o dia do meu casamento!' Foi quando eu acertei o meu primeiro golpe neles. Um dos homens me disse: 'coopere ou você vai morrer".
Terry contou que o estupro se deu por revezamento entre os homens e ela tinha a certeza de que não sobreviveria àquele momento.
"Os homens se revezaram para me estuprar. Tinha certeza de que ia morrer, mas ainda estava lutando pela minha vida, então, quando um dos homens tirou a mordaça da minha boca, eu o mordi com força. Ele gritou de dor e um deles me esfaqueou no estômago. Então eles abriram a porta e me expulsaram do carro em movimento.
Ela estava agora a quilômetros de distância, fora de Nairobi e passaram mais de seis horas desde o seu sequestro.

O resgate
Ela finalmente foi resgatada, depois que uma criança a viu sendo jogada do carro e chamou sua avó, que por sua vez, chamou a polícia. Eles a pegaram e, pensando que estava morta, dirigiram-se para ver o cadáver, mas ela tossiu, então a levaram ao hospital.
"Eu estava meio nua e coberta de sangue, e meu rosto estava inchado. Mas algo deve ter alertado aquela senhora, porque ela adivinhou que eu era uma noiva", contou.
"Vamos ao redor das igrejas para ver se eles estão perdendo uma noiva", disse a senhora que resgatou Terry às enfermeiras.
Quando a família e o noivo de Terry ouviram onde ela estava, eles foram ao hospital com todos os convidados.
Os médicos alertaram que ela poderia ter filhos, porque a facada havia atingido o útero.
Ela continuou pedindo perdão a seu noivo Harry, enquanto sentia que o havia decepcionado.
"Algumas pessoas disseram que eu era culpada por aquilo, pois saí de casa pela manhã. Foi muito doloroso, mas minha família e Harry me apoiaram", contou.
Terry Gobanga. (Foto: BBC)

Sofrimento

A polícia nunca prendeu os estupradores. Ela chegou a fazer um exame de HIV, mas este deu negativo. Então Terry e seu noivo começaram a planejar outro dia para o casamento, que acabou ocorrendo em julho de 2005.
Então, 29 dias depois, seu marido faleceu, após sofrer um acidente com um queimador de carvão.
"Voltar à mesma igreja para realizar o funeral foi algo terrível. Apenas um mês antes, eu estava lá, com meu vestido branco, com Harry em pé, na minha frente, lindo em seu terno. Agora, eu estava de preto e ele estava sendo conduzido, dentro de um caixão", lamentou.
Ela então sofreu um colapso.
"Eu me senti decepcionada com Deus, me senti decepcionada com todos. Não podia acreditar que naquele momento outras pessoas pudessem estar saindo e vivendo tranquilamente suas vidas. Eu surtei", relatou.
"Um dia eu estava sentada na varanda, olhando os pássaros e disse: 'Deus, como você pode cuidar dos pássaros e não de mim?'. Naquele instante, lembrei que alguém que 24 horas por dia sentada na depressão, com as cortinas fechadas, não vai recuperar essas 24 horas perdidas. Antes que você perceba, lá se foi uma semana, um mês, um ano desperdiçado. Essa foi uma realidade difícil", reconheceu.
Ela pensou que nunca poderia se casar novamente, depois de suportar essa dor, mas um amigo, Tonny Gobanga, continuou visitando Terry, conversando com ela e finalmente percebeu que ela havia se apaixonado por ele.
Eles decidiram se casar, mesmo que alguns moradores da comunidade se opusessem ao casamento, por causa do que aconteceu com ela.
"Foi três anos depois do meu primeiro casamento, e eu tive muito medo. Quando trocamos votos, pensei: "Aqui volto e te peço, Pai, não o deixe morrer. Quando a congregação orou por nós, chorei incontrolavelmente", contou Terry.
Então, um ano depois, quando sentiu um enjoo, ficou atônita ao saber que estava grávida e agora tem duas filhas, Tehille e Towdah.
Ela publicou sua história em um livro, 'Crawling out of Darkness', e criou uma organização, Kara Olmurani, oferecendo aconselhamento e apoio para sobreviventes de estupro.
Ela disse à BBC: "Eu perdoei meus abusadores. Não foi fácil, mas percebi que estava fazendo muito mal por me chatear com pessoas que provavelmente não se importam comigo. Minha fé também me encoraja a perdoar e não pagar o mal com o mal, mas com o bem".

Jornal aponta Diego Costa próximo de deixar o Chelsea

© Fornecido por Fundação Cásper Líbero
Diego Costa está prestes a deixar o Chelsea. Pelo menos é o que a ponta o jornal espanhol Ás, que publicou uma matéria neste sábado, apontando que o Atlético de Madrid tem conversas adiantadas com a diretoria londrina para trazer o atacante de volta à Espanha, depois de três anos.
Segundo o tabloide, a contratação de Diego Costa é um pedido expresso do técnico argentino Diego Simeone. Os dois já trabalharam juntos no Atleti, em uma parceira de sucesso nas temporadas de 2012/13 e 2013/14.
Um fator que poderia impulsionar o retorno do camisa 19 aos colchoneros seria o clima nos Blues. Apesar de ter sido um dos destaques da equipe na conquista do título inglês da última temporada, o hispano-brasileiro já não faria mais parte dos planos de Antonio Conte no Stamford Bridge, segundo noticiado pela mídia europeia.
Além de chegar para reforçar o setor ofensivo do Atlético, Costa chegaria como um dos líderes do elenco e seria um grande presente para a torcida. O artilheiro teve uma grande passagem pelo time do Vicente Calderón, marcando 56 gols em 96 jogos.
Caso a negociação se concretize, o jogador de 28 anos seria titular absoluto do ataque colchonero, ao lado da estrela francesa Antoine Grizemann. O também francês Kevin Gameiro e o espanhol Fernando Torres são as outras opções de Simeone na posição.

NATUREZA;;;Ilhas Galápagos voltam ao palco principal da ciência

Cormorão-das-galápagos (Phalacrocorax harrisi) secando suas asas© image/jpeg Cormorão-das-galápagos (Phalacrocorax harrisi) secando suas asas
Há quase 200 anos – já diria seu livro de biologia do ensino médio – o naturalista britânico Charles Darwin, a bordo do brigue HMS Beagle, desembarcou nas Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico. Observando os bicos dos tentilhões, pássaros típicos do local, teve uma das sacadas mais importantes da ciência: a Teoria da Evolução, explicada na obra A Origem das Espécies, de 1859.
O pesquisador, é claro, já saiu da vida para entrar na história (veja detalhes aqui). Mas a fama eterna e garantida não deixou o arquipélago – localizado a mil quilômetros da costa do Equador – com preguiça de inspirar novas gerações de cientistas: suas espécies únicas continuam gerando boas descobertas com frequência; a última delas publicada no periódico Science nesta semana.
Pesquisadores de universidades americanas descobriram por que pássaros chamados cormorões-de-Galápagos, típicos da região, são os únicos de sua família biológica com asas pequenas demais para voar. E a resposta está em um gene que, no ser humano, é responsável por uma série de graves doenças genéticas conhecidas genericamente como ciliopatias.
Acontece o seguinte: há 2 milhões de anos, o cormorão-de-Galápagos se tornou o único dos mais de 40 membros da família Phalacrocoracidae – entre eles o biguá, 100% brasileiro – que não consegue levantar voo. Suas pequenas asas ficam ótimas em vídeos fofos, e só.
Foi mais um capítulo exótico da seleção natural no arquipélago. Lá, a habilidade de voar não colabora muito com a sobrevivência: há poucos predadores, e esses animais conseguem a maior parte da comida de que precisam mergulhando nas águas rasas da costa. Com o tempo, pássaros pé no chão deixam mais descendentes que os que têm a cabeça nas nuvens.
Curiosos para saber qual alteração genética permitiu a mudança, Alejandro Burga e sua equipe falaram com a ecologista Patricia Parker, da Universidade de Missouri, que, graças a pesquisas anteriores, tinha mais de 2 mil amostras de material genético da espécie na geladeira.
Explicação rápida: esse é um caso curioso de pesquisa que não poderia ter sido feita de outra forma. Há muitos outros pássaros selvagens incapazes de voar – o avestruz e o emu são alguns dos exemplos mais famosos. Mas estudá-los não é muito frutífero, porque todos os seus parentes voadores já foram extintos. Sem comparar o DNA desses grandões com o material genético de um animal similar, mas com asas funcionais, fica difícil saber em qual gene específico ocorreu a mudança que os impediu de voar.
Cormorões voadores, por outro lado, estão muito bem, obrigado, e são comuns no mundo todo. Isso significa que há baldes de pássaros “normais” muito parecidos com os cormorões-de-Galápagos, cujo material genético pode ser usado como base de comparação para entendê-los melhor.
O truque deu certo. Descobriu-se que principal diferença entre eles e seus parentes é o gene Cux1, responsável pelo crescimento de estruturas chamadas cílios no exterior das células. Bactérias solitárias usam seus cílios para andar por aí, mas em seres vivos complexos como aves e mamíferos, eles assumem a função de “antenas”, que captam comandos químicos do resto do corpo – entre eles o que dá a ordem para o crescimento dos ossos. 
No ser humano, como já mencionado, um bug no Cux1 e outros genes associados causa as ciliopatias – que vão da doença renal policística, relativamente comum, a certas formas mais raras de degeneração das retinas. Todas elas são resultado de má-formação: sem “antenas”, o corpo é incapaz de receber instruções e crescer da maneira correta. Nós pássaros, de maneira análoga, o problema nos cílios impede o crescimento completo das asas.
Esse seria um problema para a maior parte dos seres vivos: disfunções congênitas em geral diminuem as chances de sobrevivência de um espécime. Nas Galápagos, porém, os cormorões com asinhas de frango se deram bem, e viveram para contar a história – uma história da qual Darwin sem dúvida teria gostado.

CURIOSIDADES;;Como era a higiene no Palácio de Versalhes no século 17?

© Fornecido por Abril Comunicações S.A.
Na época, os cuidados com a limpeza eram precários na Europa. Até mesmo o Palácio de Versalhes tinha a fama de ser imundo, habitado por moradores que não tinham higiene. Sem saneamento básico, a população vivia em meio a sujeira e animais peçonhentos. E essa condição também foi uma das causadoras da pandemia de peste bubônica, ou Peste Negra, como ficou conhecida. Anteriormente, a doença, transmitida pela picada de pulga, dizimou um terço da população europeia, entre realeza e plebe, no século 14. Antes considerada um castigo de Deus, a peste trouxe o conceito de higiene pessoal ao mundo e, a passos lentos, mudou hábitos até formar as pessoas limpas e cheirosas que conhecemos hoje. Conheça abaixo os hábitos de uma sociedade que fugia do banho.
1) Água da doença
As casas de banho, muito comuns na Europa medieval, foram fechadas durante o predomínio do cristianismo por incentivar atos de luxúria. Na época, também foi difundido que a sujeira era benéfica à saúde – teoria aprovada pela comunidade médica, que acreditava que a água abria os poros e deixava os indivíduos vulneráveis à doença
2) Banho familiar
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Para ser considerado limpo, bastava lavar as mãos e o rosto. O banho de corpo inteiro era realizado, quando muito, uma vez por ano. Nessa ocasião, a família inteira se banhava no mesmo barril e com a mesma água – começando pelo pai, que era seguido pela mulher e pelos filhos, do mais velho ao mais novo. Até mesmo Luís XIV fugia do banho, se lavando apenas quando o médico recomendava. Ele se limpava com um pano com água, álcool ou saliva
3) Bafo de onça
Sem escova de dente ou pasta, as pessoas costumavam esfregar dentes e gengivas com panos, utilizando misturas de ervas para amenizar o mau hálito. Enxaguar a boca com água gelada ajudava a liberar o muco, mastigar aipo ou casca de cidra cortava o bafo e almíscar e folhas de louro funcionavam como antisséptico
4) Esponja de imundice
As roupas só eram trocadas quando estavam muito sujas e infestadas de pulgas, percevejos e traças. Eram feitas de linho, que absorvia o sebo junto com a transpiração, deixando o corpo purificado. Portanto, trocando de roupa, não era necessário tomar banho. Limpar as partes expostas (face, pescoço, mãos e braços) já era suficiente
5) Sai, fedor
Tanto em Versalhes como nas casas comuns, os quartos eram varridos com uma espécie de vassoura de bambu, que só tirava o grosso da sujeira. Eram sempre úmidos e com cheiro de suor e a roupa de cama raramente era trocada. Para dar à luz, as camas eram forradas com lençóis velhos e sujos. Por isso, para amenizar o cheiro, substâncias odoríficas eram queimadas antes da hora de dormir
6) Faz no chão mesmo
Quartos com banheiros, fossas e sistemas de drenagem não eram comuns até o século 19. As pessoas faziam as necessidades em qualquer canto da rua e, no Palácio de Versalhes, não era diferente: os corredores e os jardins eram verdadeiros depósitos de dejetos. Um decreto de 1715 dizia que as fezes deveriam ser retiradas dos corredores uma vez por semana – o que significa que, antes, o recolhimento era menos frequente
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7) Lá vai água!
As necessidades fisiológicas feitas em penicos que ficavam nos quartos eram constantemente despejadas pelas janelas, podendo atingir qualquer desavisado que passasse no local na hora errada. A limpeza íntima era feita com folhas de sabugo de milho – ou com a mão mesmo
8) Madeixas sebosas
Fios oleosos eram sinônimos de cabelos saudáveis e brilhantes, por isso ninguém tinha o costume de lavar a cabeça. A infestação de piolhos era frequente e caçar os bichos na cabeça do outro era quase como um passatempo familiar. Em ocasiões especiais, os cortesãos e a realeza utilizavam perucas para dar uma aparência de limpeza
9) Produzidas no make
Se hoje a indústria de cosméticos fatura milhões é graças às mulheres fedidas daquela época. No final do século 16, surge o pó de arroz, que servia para mascarar as imperfeições do rosto – incluindo feridas causadas pela falta de higiene. Esponjas perfumadas eram colocadas nas axilas e nas partes íntimas e pastas de ervas eram aplicadas sobre a pele para mascarar o mau cheiro
© Fornecido por Abril Comunicações S.A.
CONSULTORIA Marta Pimenta Velloso, pesquisadora e professora da Escola de Saúde Pública da Fiocruz; Raphael de Abreu Meciano e Cíntia da Silva Yamanaka, do Centro de Memória de Saúde Pública da USP; Mary Del Priore, historiadora

EDUCAÇAO;;;Tire suas dúvidas: veja perguntas e respostas sobre o novo ensino médio

SÃO PAULO - Sancionada em fevereiro pelo governo federal, a reforma do ensino médio ainda causa dúvidas entre alunos, pais e professores. Apesar de estabelecer mudanças profundas no funcionamento das escolas, a reforma, aprovada por Medida Provisória (MP), deve levar alguns anos para entrar totalmente em vigor.
A implementação da MP ainda depende da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - que definirá o que o aluno deve aprender em cada etapa escolar no País - e da análise de conselhos estaduais de educação, que devem adaptar o formato às realidades locais. A lei estabelece prazo de dois anos, a partir da aprovação da BNCC, para os Estados iniciarem o processo de adaptação.
Tire suas dúvidas: veja perguntas e respostas sobre o novo ensino médio: A implementação do novo ensino médio ainda depende da aprovação da Base Nacional Comum Curricular, que definirá o que o aluno deve aprender em cada etapa escolar© Paulo Liebert/Estadão A implementação do novo ensino médio ainda depende da aprovação da Base Nacional Comum Curricular, que definirá o que o aluno deve aprender em cada etapa escolar
O Ministério da Educação (MEC) prevê que a proposta definitiva da BNCC para o ensino médio seja apresentada até o fim de 2017 ao Conselho Nacional da Educação (CNE). O conselho, por sua vez, deve aprovar a base e devolvê-la ao MEC para homologação.
A BNCC vai orientar o currículo de todas as escolas públicas e particulares do País. Considerada essencial por educadores para guiar a implementação da reforma, está em discussão há dois anos e será a primeira base curricular nacional do Brasil.

MUNDO...A cidade mais cara do mundo está num país subdesenvolvido

Vista geral de Luanda© HERCULADO COROADO Vista geral de Luanda
É comum que um país muito rico tenha cidades onde até a água é vendida como um artigo de luxo. É o caso de metrópoles como TóquioGenebra e Nova York. Entretanto, à frente de todas elas, não há lugar mais caro para um trabalhador estrangeiro que Luanda.
Segundo o índice do custo da vida para expatriados elaborado há 23 anos pela consultoria Mercer, a capital de Angola é o lugar com o maior custo de vida do planeta. Na classificação de 2017, ela superou, nessa ordem, Hong Kong – ímã dos milionários chineses –, Tóquio, Zurique, Cingapura, Seul, Genebra, Xangai, Nova York e Berna. São Paulo (27º. lugar) e Rio (56º.) saltaram cerca de 100 posições em relação ao ranking do ano passado, graças à valorização do real no período pesquisado, e se tornaram as cidades mais caras da América do Sul.
O "êxito" mundial atribuído a Luanda não é novidade, pois ela já havia sido a cidade mais cara do mundo alguns anos atrás. Agora, a crise do petróleo e a inflação galopante a devolveram ao primeiro lugar.
A Mercer observa que a causa da carestia na capital angolana se deve aos preços dos produtos básicos e também ao custo da segurança. Angola vive do petróleo, mas só alguns de seus habitantes. É um país riquíssimo, com 20 milhões de pobres. E, dos 25 milhões de angolanos, um terço deles vive em barracos na periferia de Luanda. Segundo o Índice Mundial de Progresso Social, só há três países com pior qualidade de vida que Angola.
No câmbio paralelo de Luanda, um dólar vale 390 kwanzas, a moeda local, o dobro da cotação oficial. Um kwanza não dá para nada. Há algumas semanas, foi aprovado o primeiro salário mínimo único de Angola, no valor e 16.500 kwanzas (330 reais), uma quantia com a qual se pode encher duas vezes o tanque de gasolina de um carro médio. O salário mínimo é suficiente para 30 litros de água, 10 quilos de arroz e 10 litros de leite.
O país vive das exportações de petróleo (93%) e diamantes, mas a maior parte desse rendimento escoa pelo caminho – e não estamos falando exatamente de canos de água, algo inexistente para 50% das famílias da capital. O símbolo da desigualdade do país são a capital e sua baía, berço do império erguido por Isabel dos Santos, a mulher mais rica da África e filha do presidente José Eduardo dos Santos, por sua vez o governante mais longevo do continente, no poder há 38 anos.
Em Luanda os restaurantes são proibitivos para os nativos; os estrangeiros precisam pensar bem, porque o prato do dia em qualquer estabelecimento barato chega a 70 reais. Uma calça jeans custa quase 600 reais, o aluguel de um apartamento de dois quartos sai por mais de 15.000, e não se toma um café por menos de 7 reais.

No extremo oposto de Luanda está Túnis, capital da Tunísia, a cidade mais barata entre as 209 analisadas pela Mercer.

Temer viaja a SP para se reunir com advogados

© Foto: Agência Brasil
BRASÍLIA - O presidente Michel Temer embarcou na manhã deste sábado, 1º de julho, para São Paulo, sem agenda oficial. No fim de semana, Temer pretende trabalhar na preparação de sua defesa à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O presidente é acusado de corrupção passiva com base na delação do empresário Joesley Batista, da JBS. A denúncia já está na Câmara dos Deputados, e a defesa terá dez sessões para apresentar seus argumentos.
Temer pretende se reunir, em São Paulo, com seus advogados, comandados por Antonio Cláudio Mariz.
O presidente tem pressa na entrega da defesa para que o processo seja votado o quanto antes.
Fôlego. Depois de uma semana que prometia ser das piores, com a primeira denúncia, o governo considera que termina com pontos positivos, como a aprovação da reforma trabalhista na CCJ do Senado, o encaminhamento imediato do processo para a Câmara, sem uma defesa preliminar como queria Janot, além da nomeação da primeira mulher para a PGR e as decisões favoráveis do Supremo Tribunal Federal ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Para o Planalto, Aécio pode ajudar o governo a mobilizar parte do PSDB.
Nesta sexta-feira, 30, no início da tarde, depois de se reunir com Temer, no Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, o tucano Antonio Imbassahy, e o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) seguiram para a casa de Aécio. O encontro, de acordo com assessoria de Imbassahy, foi de "cortesia".

Temer suspende reajuste do Bolsa Família e alega falta de dinheiro para recuo

Temer suspende reajuste do Bolsa Família e alega falta de dinheiro para recuo
Foto: Reprodução
O presidente Michel Temer decidiu suspender o reajuste do programa Bolsa Família, que pretendia ser anunciado em julho. Temer justificou o recuo devido à falta de verba. Segundo a Folha, o presidente queria aumentar em 4,6% o benefício como forma de ganhar popularidade. No entanto, a área econômica avaliou que, devido à crise financeira, não há espaço no Orçamento para a intenção. Ainda segundo a Folha, Temer se reuniu na noite desta quinta-feira (29) com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, que comanda a pasta responsável pelo programa. No encontro, ficou acertado que o reajuste não podia ser feito como planejado. Também não há data para que o caso seja discutido novamente. O Ministério do Desenvolvimento Social já comunicou à Caixa que não haverá mudança no valor dos pagamentos. Como forma de compensar a negativa de reajuste, o governo quer anunciar a inclusão de cerca de 150 mil novas famílias no programa.

ULTIMAS....Conta de luz volta a ter cobrança extra em julho

Conta de luz volta a ter cobrança extra em julho
Foto: Reprodução / Rede Tiradentes
A conta de luz do mês de julho terá cobrança extra. Segundo informe desta sexta-feira (30) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira tarifária de julho será amarela, por conta do aumento do custo de geração de energia elétrica. O fato implica em uma cobrança de R$ 2 a cada 100 kilowatts-hora (kWh) consumidos. Depois de passar de abril a maio na cor vermelha, patamar 1, com uma taxa extra de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos, a bandeira ficou verde em junho e a cobrança foi suspensa. Ainda conforme a Anatel, a evolução das cores da bandeira tarifária indica que o custo de produção de energia no país aumentou. O fato está relacionado com a chuva abaixo do previsto, que acaba reduzindo o armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas ou fazendo com que o armazenamento suba menos que o esperado.

ONU informa que mais de 440 mil deslocados internos sírios já voltaram para casa

ONU informa que mais de 440 mil deslocados internos sírios já voltaram para casa
Foto: Unicef / Souleiman
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), calcula que mais de 440 mil deslocados internos na Síria voltaram para suas casas nos primeiros seis meses desse ano. Além disso, o Acnur registrou o regresso de mais de 31 mil refugiados sírios que estavam em países vizinhos durante o mesmo período. Apesar de ter aumentado as operações de resposta para ajudar os sírios que estão voltando, o Acnur afirma que não pode promover ou facilitar o retorno dessas pessoas dada a situação de insegurança e humanitária ainda reinante no país. Em Genebra, o porta-voz do comissariado, Andrej Mahecic, declarou que entre os principais fatores que motivam a volta dos deslocados e refugiados estão a busca de parentes e a avaliação de como está a propriedade, casa ou apartamento em que moravam. Contudo, segundo a Agência Brasil, ele disse que, em alguns casos, o regresso aconteceu pela melhora das condições de segurança em algumas partes da Síria. De acordo com Mahecic, apesar do aumento da esperança por causa das recentes conversações de paz em Astana e Genebra, o Acnur acredita que a volta dos refugiados em condições apropriadas de segurança e dignidade ainda não é possível. Por outro lado, o Acnur vem enfrentando dificuldades financeiras para cumprir sua missão, já que do pedido de US$ 304 milhões para cobrir as operações de ajuda aos deslocados internos na Síria este ano, a agência recebeu somente um terço. O Alto Comissariado para os Refugiados busca um adicional de US$ 150 milhões até dezembro para aumentar a assistência a deslocados, às pessoas que retornaram às suas casas e a grupos considerados vulneráveis. O conflito na Síria, que já dura mais de seis anos, causou a morte de centenas de milhares de pessoas, deslocou 6,3 milhões de sírios dentro do país e forçou a fuga de 5,1 milhões para outras nações. Aproximadamente 13,5 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, incluindo 4,5 milhões que estão em áreas de difícil acesso ou sitiadas.

Cientistas desenvolvem adesivo que pode substituir vacina contra gripe

Cientistas desenvolvem adesivo que pode substituir vacina contra gripe
Foto: Divulgação
Pesquisadores da Universidade de Emory e do Instituto de Tecnologia da Geórgia estão desenvolvendo um adesivo que pode substituir as vacinas contra a gripe. O material é composto por microagulhas, que depositam o vírus inativo da vacina na pele sem provocar dor. O produto está na primeira fase de testes clínicos e tem entusiasmado os cientistas, com resposta imunológica muito próxima da vacina, conforme informações do “O Globo”. Dos efeitos colaterais, os pesquisadores identificaram coceira na região onde o adesivo foi aplicado em 80% dos pacientes.  Já com relação a dor,  há menos de 50% de queixas se comparado com as injeções . A pesquisa está sendo feita com 100 pacientes, sendo que alguns foram receberam a vacinação convencional e outros receberam o adesivo, que fica no pulso por 20 minutos.

SUDOESTE...Simões Filho: TRF1 mantém condenação de ex-prefeito Edson Almeida

Simões Filho: TRF1 mantém condenação de ex-prefeito Edson Almeida
Foto: Reprodução / Bahia no Ar
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) rejeitou os embargos de declaração apresentados pelo ex-prefeito de Simões Filho, Edson Almeida de Jesus. Ele foi condenado em 2008 por improbidade administrativa pela não comprovação de gastos de valores repassados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) destinados à locação de veículos para o transporte de alunos no município. O ex-prefeito opôs embargos de declaração alegando que acórdão do TRF1 estaria omisso por não examinar parecer técnico que não teria detectado desvio de finalidade na aplicação dos recursos e que não teria havido prejuízo ao erário. O procurador regional da República Bruno Calabrich defendeu que a via dos embargos de declaração é inadequada para tal rediscutir questões já examinadas e decididas em acórdão que negou provimento a agravo regimental interposto pelo acusado. "Embargos de declaração não servem para forçar um novo julgamento de questão posta em juízo, mas para reparar decisão omissa, contraditória ou obscura", afirmou. O ex-prefeito foi sentenciado à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos, ressarcimento de R$ 646.315,15, correspondente ao valor não comprovado, e pagamento de multa civil devidamente atualizada, correspondente a cinco vezes o valor da remuneração que percebia na qualidade de prefeito, na época dos fatos.

Estudo mostra que horário de verão não funciona

Estudo mostra que horário de verão não funciona
Foto: Shutterstock
A mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram inócuo um dos principais objetivos do polêmico horário de verão. De acordo com estudo do Ministério de Minas e Energia, a adoção da hora adiantada na época mais quente do ano não resulta mais em economia de energia. A despeito disso, a manutenção do horário de verão, de acordo com autoridades do setor elétrico, é considerada uma "questão cultural". "Em termos integralizados (diurno e noturno), o horário de verão não atendeu ao que se propôs - ou seja, não há relação direta com redução de consumo e demanda", diz o estudo, obtido pelo Estadão/Broadcast. A popularização dos aparelhos de ar condicionado é uma das principais razões dessa mudança. No estudo, técnicos do MME apontaram que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor, e não a incidência da luz durante o dia. Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesse período. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h. A economia de energia entre 17h e 20h ainda ocorre atualmente, mas é menor do que o aumento do consumo verificado durante as madrugadas por causa do uso do ar condicionado entre meia-noite e 7h. "Antes, o chuveiro era o vilão do setor elétrico. Hoje, é o ar condicionado", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Leite. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse que, para o governo, a aplicação do horário de verão se aproxima da neutralidade. "Mas, para a sociedade, para o trânsito, para a vida das pessoas, a impressão é de que o horário de verão traz mais benefícios", afirmou. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, destacou que o horário de verão não serve para reduzir o consumo de energia, mas sim para diminuir a concentração da carga nos horários de pico - hoje, há diminuição de 4% nesse período. "Se não adotássemos mais o horário de verão, isso não seria um problema para o setor elétrico. Mas ele traz ganhos inegáveis para o setor de turismo e para a população", disse. Para Barata, a adoção do horário de verão ultrapassa as decisões do setor elétrico. "Isso é algo além, que entrou na cultura dos países. Na maioria dos países desenvolvidos, existe horário de verão ou inverno, ou até os dois. E nenhum deles faz isso por economia de energia", disse. "Quero crer que isso vale para o nosso País também. O que eu defendo é que essa decisão, de manter ou acabar com o horário de verão, não seja apenas do setor elétrico, mas do governo, do País", acrescentou.

Anac registra retração de 6,9% em número de passageiros no setor aéreo

Anac registra retração de 6,9% em número de passageiros no setor aéreo
Foto: Divulgação
Após 13 anos consecutivos de crescimento, houve uma retração de 6,9% no número de passageiros pagos do setor aéreo brasileiro no ano passado. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram transportados um total de 109,6 milhões de passageiros pagos, sendo 88,7 milhões em voos domésticos e 20,9 milhões em voos internacionais. Em outra mudança, a Gol assumiu a liderança do indicador de passageiros por quilômetros pagos transportados, após nove anos de domínio da Latam. Segundo a Agência Brasil, a Anac apresentou nesta sexta-feira (30) os resultados do setor aéreo em 2016, com a publicação do Anuário do Transporte Aéreo 2016, que compila as principais informações do mercado. “Nos últimos dois anos, o transporte aéreo desenvolveu-se em um cenário de recessão econômica no Brasil, o que afetou diretamente o desempenho do setor”, informou a agência. A quantidade de voos domésticos e internacionais caiu 11,4% e 7,9%, respectivamente. No geral, a quantidade de voos em 2016 foi 10,9% menor em relação a 2015, tendo sido registrados 964 mil voos. O número ficou abaixo de 1 milhão pela primeira vez desde 2010, segundo a Anac.

MUNDO,,Ucrânia reitera acusação de que Rússia está por traz de ataque cibernético

Ucrânia reitera acusação de que Rússia está por traz de ataque cibernético
Foto: Getty Images
A Ucrânia está acusando serviços de segurança da Rússia de planejar e lançar um grande ataque cibernético que afetou computadores de todo o mundo nesta semana. A agência de segurança ucraniana, conhecida como SBU, afirmou que estruturas similares no vírus e ataques anteriores contra a infraestrutura do país indicam a participação da inteligência russa. A SBU ainda apontou que os responsáveis pelo ataque se mostraram desinteressados em lucros financeiros e estavam mais interessados em provocar caos na Ucrânia. As autoridades russas não se pronunciaram até o momento. Os computadores na Ucrânia foram os mais afetados pelo ataque cibernético, incluindo máquinas do governo, empresas de energia e caixas eletrônicos, que ficaram fora do ar temporariamente. Durante o ataque, empresas russas, incluindo a petrolífera estatal Rosneft, disseram que foram afetadas pelo ransomware. A maioria dos computadores voltou a funcionar 48 horas após o ataque. Em 2014, autoridades ucranianas acusaram a Rússia de apoiar ataques ao sistema de votos na eleição presidencial. Em 2015, as acusações voltaram à tona quando o fornecimento de energia elétrica foi interrompido. As relações entre Rússia e Ucrânia entraram em colapso em 2014, quando a Rússia anexou a região da Crimeia e começou a apoiar separatistas.