Tem sido cada vez mais frequente ver
crianças serem transformadas em mini-adultos. Sutiãs com bojos para
meninas recém-saídas das fraldas, saltos altos, linhas de esmaltes e
maquiagens infantis, tem de tudo no mercado. Mas, quais são os danos
psicológicos e físicos desse fenômeno? Quem são os responsáveis e quais
seriam as soluções?
Estímulos para esse prática não faltam.
Há poucos dias, em Nova Iorque, Leni Samuel, filha da modelo Heidi Klum,
de apenas 10 anos, foi fotografada usando saltos altos iguais aos da
mãe.
Sutiãs com bojo para crianças também
figuram na lista de desejo das meninas. Em uma busca na internet, é
possível encontrar dezena de sites que anunciam a peça. Em alguns sites é
possível encontrar a peça para bebês de 2 anos.
Para a psicanalista e psicopedagoga
Cristina Silveira os sutiãs, com ou sem bojo, para crianças entre 2 e 7
anos é um acessório completamente inadequado. “Nesse período, a menina
não tem desenvolvimento físico, nem competência emocional ou mesmo
cognitiva para entender todo o processo que envolve a utilização dessa
peça. Um sutiã com bojo é um acessório que remete a um processo de
adultização e sedução, assim como a maquiagem e os saltos altos”,
afirma.

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