24 de jun. de 2014

Evangélicos podem participar de festas juninas?

Durante os meses de junho e julho é comum que escolas, bairros e até igrejas realizem as tradicionais festas juninas. Mas apesar de serem festas católicas em homenagem a São João (João Batista) é comum encontrar evangélicos participando e até promovendo festas parecidas com o nome de “Arraiá Gospel” ou semelhantes.
O dia de São João é comemorado no dia 24 de junho, uma vez que a Bíblia narra que João nasceu seis meses antes de Jesus. A data é apenas convenção, já que não se sabe ao certo qual foi o dia em que Jesus nasceu.
Ao ser questionado se evangélicos podem ou não participar dessas festas, o reverendo Augustus Nicodemus Lopes, da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), mostrou dados históricos e bíblicos para dar a resposta.
O pastor da IPB de Santo Amaro lembrou que há poucas festas juninas que são realizadas para homenagear São João, uma vez que a festa acabou se tornando uma “festa caipira” com danças de quadrilha, de origem francesa, que só prosperou no Brasil rural.
“Se estas festividades tivessem somente um caráter religioso e fossem celebradas dentro das igrejas como se fossem parte das atividades dos católicos, não haveria qualquer dúvida quanto à pergunta, “pode um evangélico participar?” Acontece que as festas juninas foram absorvidas em grande parte pela cultura brasileira de maneira que em muitos lugares já perdeu o caráter de festa religiosa.”
Para dar uma resposta bíblica, Augustus Nicodemus usou o livro de I Coríntios 10 onde Paulo fala a respeito de festivais pagãos dando três conselhos diferentes:
1º “O crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto e portanto, idolatria (1Cor 10:19-23). Na mesma linha, eu creio que os crentes não devem ir às igrejas católicas ou a qualquer outro lugar onde haverá oração, rezas, missas e invocação do São João, pois isto implicaria em culto idólatra e falso.”
2º “Paulo disse ainda que o crente poderia aceitar o convite de um amigo pagão e comer carne na casa dele, mesmo com o risco de que esta carne tivesse sido oferecida aos ídolos. Se, todavia, houvesse alguém presente ali que se escandalizasse, o crente não deveria comer (1Cor 10:27-31). Fazendo uma aplicação para nosso caso, se convidado para ir a casa de um amigo católico neste dia para comer milho, etc., ele poderia ir, desde que não houvesse atos religiosos e desde que ninguém ali ficasse escandalizado.”
3º “Paulo diz que o crente pode comer de tudo que se vende no mercado sem perguntar nada. A exceção é causar escândalo (1Cor 10:25-26). Aplicando para nosso caso, não vejo problema em o crente comer milho, pamonha, mungunzá, etc. neste dia e estar presente em festas juninas onde não há qualquer vínculo religioso, desde que não vá provocar escândalos e controvérsias.”

Desespero: estudante comete suicídio após perder apostas da Copa

Um estudante chinês cometeu suicídio depois de perder 20.000 yuanes (US$ 3.300) em apostas da Copa do Mundo do Brasil, informou a imprensa local.
O jovem, identificado como Lin, estudante de segundo ano em uma universidade do sul da China, saltou do sétimo andar de um prédio do campus, informa o jornal Xinxi Shibao.
“Ele conversou 10 minutos por telefone e o ouvi suplicar: ‘Não me obrigue, me dê mais dois dias para pagar’. Depois desligou e eu o vi levantar rapidamente e desaparecer”, disse uma testemunha, citada pelo jornal.
Lin chegou a ser levado para o hospital da cidade de Panyu, na província de Guangdong, mas não resistiu aos ferimentos.
“Ele havia solicitado muito dinheiro emprestado para apostar com juros muito altos”, disse um amigo de Lin.
Apesar da seleção da China estar fora da Copa, milhões de chineses acompanham o torneio, para torcer e apostar nas partidas.

Machismo, impunidade e religião estão por trás de estupros na Índia; entenda

Uma mulher em busca de notícias sobre o marido é estuprada por três policiais dentro de uma delegacia. Adolescentes são enforcadas depois de sofrerem abuso sexual. Uma jovem é violentada, obrigada a beber ácido e estrangulada até a morte por vários homens. As chocantes descrições dos crimes cometidos contra mulheres na Índia são uma constante no noticiário sobre o país. E os abusos não se limitam às indianas. Turistas também são vítimas. “Até o ano passado, algumas dessas atrocidades tinham amparo legal, o que é um absurdo”, diz Venkatesh Balan, diretor de uma ONG que apoia vítimas de abusos.

Os casos demonstram a degradação das mulheres em um país em que elas são consideradas menos dignas de respeito do que os homens. Alguns livros hindus deixam claro o diminuto papel feminino na sociedade indiana. O Manusmriti, ou Leis de Manu, promove a desigualdade ao afirmar que uma mulher não está apta a ser independente em nenhum momento de sua vida. Quando criança, deve viver sob a custódia do pai, quando adulta, sob a custódia do marido, e quando viúva, sob os cuidados do filho homem.
O pavoroso estupro coletivo de uma universitária de 23 anos que voltava de uma sessão de cinema em Nova Délhi mostrou que qualquer mulher pode ser vítima de violência, até mesmo as que têm a oportunidade de buscar melhores condições de vida. Para outras, a situação pode ser ainda pior, como as adolescentes enforcadas, que eram dalits, ou seja, ocupavam o nível mais baixo do sistema de castas indiano. Mulheres dalits sofrem discriminação de casta, de classe e de gênero.
O caso da estudante atacada na capital levou milhares de pessoas a expressarem sua indignação nas ruas do país, cobrando ações mais firmes das autoridades. Como resultado, as leis se tornaram mais severas, e passaram a prever pena de morte para alguns casos específicos. O que não se mostrou suficiente para intimidar os criminosos.
A Índia é considerada pela ONU como o pior país para uma mulher viver, no grupo das vinte nações mais ricas do mundo. Números do Escritório Nacional de Registros de Crimes da Índia apontam para a média é de um estupro a cada 21 minutos. Em 2012, foram 244.270 casos de violência contra a mulher – tentativas de abuso, agressões e assassinatos.
Cálculos dos economistas Siwan Anderson e Debraj Ray feitos para a rede BBC indicam que mais de dois milhões de indianas morrem a cada ano: cerca de 12% ao nascer, 25% na infância, 18% em idade reprodutiva e 45% já adultas. Segundo a ONU, o país tem umas maiores taxas de infanticídio do mundo e a maioria dos bebês assassinados após o parto são mulheres. Outro dado chocante levantado pelos economistas é o de cerca de 100.000 mulheres mortas por queimaduras a cada ano. De acordo com o levantamento, boa parte delas é de famílias que não conseguiram pagar os dotes matrimoniais prometidos. 
Apesar dos números alarmantes, muitas vítimas não recorrem às autoridades, principalmente em casos de abuso sexual, por medo de represálias – até da própria família. “As vítimas devem ser incentivadas a reportar os crimes com a expectativa de que serão tratadas com cuidado”, escreveu a jornalista Gayatri Rangachari Shah em artigo publicado pela CNN. “A ideia da mulher como uma propriedade pessoal, que leva a um sentimento masculino de direito de posse, precisa ser erradicada”.
Uma das maiores democracias e economias do planeta, a Índia ainda se mostra arcaica quando se trata de medidas consideradas para combater os crimes sexuais. Iniciativas como proibir cortinas nas janelas dos ônibus ou aumentar o número de policiais mulheres foram anunciadas depois de um estupro coletivo em Nova Délhi.
Mais recentemente, o presidente Pranab Mukherjee prometeu incentivar a construção de banheiros dentro das casas – sim, ao sair para usar os banheiros externos, ainda comuns no país, muitas mulheres ficam expostas a agressores. O problema exigirá ainda mais atenção porque, mesmo com as limitações, a mulher está ocupando novos lugares na Índia. “Antes, as mulheres eram vistas apenas nas casas, nos campos, mas agora elas estão em toda parte, são vistas muito mais nos espaços públicos. Então os crimes também estão ocorrendo em mais esferas”, acrescentou Roop Rekha Verma, representante de uma organização de defesa das mulheres, em entrevista à rede britânica BBC.
“A Índia está emergindo, e o grau em que mulheres e garotas veem prejudicada sua capacidade de participar plenamente em sua sociedade e economia será um empecilho à modernização do país”, ressaltou em artigo Rachel Vogelstein, do Council on Foreign Relations.

Cantor Sting diz que não deixará herança para os filhos

Ao lado de Bill Gates, Michael Bloomberg e Nigella Lawson, o músico inglês Sting entrou para a lista dos ricaços que não deixarão suas fortunas como herança para os filhos. “É preciso trabalhar. Todos os meus filhos sabem disso e eles raramente me pedem alguma coisa, uma atitude que eu realmente respeito e aprecio. Claro que se eles tivessem algum problema, eu iria ajudá-los. Mas eu realmente nunca precisei fazer isso”, afirmou o ex-vocalista da banda The Police, em uma entrevista ao jornal britânico Daliy Mail.
O músico de 62 anos rasgou elogios ao comportamento dos filhos e ao fato de não se importarem em ter de batalhar pelo próprio patrimônio. “Meus filhos têm a ética do trabalho, que faz com eles queiram ter sucesso a partir do seu próprio esforço. As pessoas acham que eles nasceram com uma colher de prata na boca, porém eles não tiveram tantas coisas assim”, acrescentou.
Sting disse ainda que os filhos não herdariam uma grande fortuna devido aos enormes gastos do cantor. “Falei para os meus filhos que não deixaria muito dinheiro por causa dos gastos”, disse. “Temos inúmeros compromissos. O dinheiro que entra, nós gastamos, e não sobra muito”, completou. Segundo o Daily Mail, Sting possui mais de cem funcionários. “Eu sustento uma comunidade de pessoas. Minha equipe, minha banda. É uma empresa”, contou ele.
Sting, que viveu uma infância pobre na Inglaterra, é pai de seis filhos (três meninos e três meninas), com idades entre 18 e 37 anos, e sua fortuna é atualmente avaliada em 180 milhões de libras (quase 670 milhões de reais). Confira a lista de outros empresários e artistas de sucesso que não deixarão suas fortunas aos filhos.

Deputados dão golpe com férias de servidores e geram prejuízo de R$ 1 milhão

No centro do poder, em Brasília, parlamentares encontraram um novo esquema para onerar a máquina pública. Em uma canetada, servidores lotados nos gabinetes da Câmara dos Deputados veem os salários aumentarem em até 1.300% poucos dias antes de serem exonerados. Apesar de recente, a alteração no contracheque garante ao funcionário o dinheiro de férias não gozadas, além de um terço desse benefício, calculado em cima do maior e último valor. Nos últimos 12 meses, a prática, que não é ilegal, pode ter causado prejuízo de pelo menos R$ 1.131.443,10 aos cofres públicos.

Levantamento do Centro de Coordenação e Documentação da Câmara, feito a pedido do Correio a partir da Lei de Acesso à Informação, revela a frequência nas alterações salariais dos servidores antes das demissões. Nos últimos 12 meses, foram registrados 422 casos de funcionários que tiveram vencimentos aumentados, 198 deles foram dispensados num intervalo de dois meses após o reajuste. A saída desses servidores, porém, é momentânea. Passados 90 dias, prazo estipulado pela Casa da recontratação, a maioria retorna para o mesmo gabinete com salários inferiores aos da demissão.
Lotada no gabinete do deputado Alberto Filho (PMDB-MA), a servidora Áurea Helena Oliveira Matos viu o salário passar de R$ 2.220 para R$ 10.190 em agosto do ano passado. Dois dias após o reajuste de 359%, Áurea foi demitida. Vencido o tempo legal para a recontratação, Áurea voltou para o mesmo gabinete, novamente com salário de R$ 2.220. Lá, outras duas pessoas tiveram aumento, saíram e também retornaram após três meses. Em um dos casos, o reajuste foi de 712%, de R$ 1.470 para R$ 12.940. Em conversa com o Correio, na segunda-feira da semana passada, Áurea justificou a rápida saída do gabinete para “fazer uma cirurgia”. No mesmo dia, o chefe de gabinete, Jaime Ferreira Lopes, confirmou se tratar de um “acordo” para garantir aos servidores uma indenização na demissão porque funcionários comissionados “não têm direito a indenizações trabalhistas”. Jaime prometeu ainda colocar a reportagem em contato com o deputado, mas não atendeu mais às ligações do ‘Correio’.

Regras
Ao ser exonerado, o servidor tem direito a receber a indenização referente às férias não gozadas, além de um terço de férias, tudo em cima do maior salário. Se no contracheque a remuneração é de R$ 12.940 e o servidor tem dois meses de férias acumuladas, ele recebe R$ 25.880, mais um terço de férias de R$ 4.313, chegando a um total de R$ 30 mil. Acordado com o parlamentar, três meses depois, o servidor é novamente contratado e retorna para as atividades normalmente.

PIS-Pasep começa a ser pago em julho; veja quem tem direito

Os trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos terão um dinheiro extra a partir de julho, com o pagamento do abono anual do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).
O valor é um salário mínimo (atualmente em R$ 724), pago uma vez ao ano. Têm direito ao benefício os trabalhadores cadastrados no PIS-Pasep há pelo menos cinco anos e que tenham recebido, em média, até dois salários mínimos nos meses trabalhados.
O abono pode ser sacado nas agências da Caixa Econômica Federal. O trabalhador deve apresentar carteira de identidade, carteira de trabalho ou o cartão do PIS-Pasep.
Quem tiver o Cartão Cidadão com senha cadastrada também pode fazer o saque em casas lotéricas, caixas de auto-atendimento e postos do Caixa Aqui.
O dinheiro deve ser sacado, no máximo, até 30 de junho do ano que vem. Quem não retirar o pagamento perde o benefício.
Para quem é cliente da Caixa, o valor será depositado diretamente na conta-corrente nas seguintes datas: 15 de julho (para os nascidos em julho, agosto e setembro), 14 de agosto (para nascidos em outubro, novembro e dezembro), 16 de setembro (nascidos em janeiro, fevereiro e março) e 14 de outubro (nascidos em abril, maio e junho).
O calendário de pagamento do benefício foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.
Servidores públicos concursados recebem no Banco do Brasil
Para os servidores públicos concursados, o benefício pode ser sacado nas agências do Banco do Brasil. O pagamento será feito nas seguintes datas: 15 de julho para os beneficiários com final de inscrição 0 e 1; 14 de agosto (finais 2 e 3); 16 de setembro (finais 4 e 5); e 14 de outubro (finais 6, 7, 8 e 9). Os clientes do banco terão o benefício depositado automaticamente.

23 de jun. de 2014

Cantora gospel Priscilla Alcântara quer apresentar programa de TV similar ao de Sabrina Sato



A cantora gospel e ex-apresentadora do Bom Dia & Companhia Priscilla Alcântara completou 18 anos recentemente e está tentando voltar à TV como apresentadora, mas agora com foco no público jovem e adulto.
Mais de um ano depois da saída do programa infantil, e após tentativas na Rede TV! e na Rede Gospel, da Igreja Renascer, ela tenta uma nova chance na televisão.
Segundo a Notícias da TV, o trabalho de Priscilla na Rede Gospel ficou apenas no piloto, e na Rede TV!, ela chegou a anunciar a atração independente chamada “Priscilla Entre Amigos” em fevereiro, mas o programa foi cancelado na mesma semana que foi anunciado.
- Era um programa independente e aconteceram alguns problemas de ordem financeira e jurídica, fora da parte artística. Achamos melhor abortar esse projeto e partir para outro tendo um tempo melhor. Lógico [que houve desapontamento]. Soube lidar com isso, mas o meu medo foi com o público, porque eles estavam ansiosos. Seria a minha volta, mas Deus sabe todas as coisas. Aquele projeto não deu certo porque outro melhor está por vir – explicou Priscilla, ao Notícias da TV.
Agora, Priscilla Alcântara tenta concretizar seu retorno à TV oferecendo às emissoras um programa de debates com plateia, em formato similar ao Altas Horas, da Globo, e o extinto Programa Livre, do SBT, ambos comandados por Serginho Groisman. Ela afirma que quer um programa em que possa falar com adultos e crianças, com o estilo similar ao de Sabrina Sato, uma de suas referências na televisão.
- Amo o Programa da Sabrina, sou muito fã dela, eu me divirto. Gosto de quando me sinto amiga, e não distante do apresentador. Uma coisa que acho que todo mundo pode se espelhar nela é a espontaneidade. A Sabrina é doidinha daquele jeito mesmo – afirma Priscilla.
Além de falar sobre seus planos de retorno à televisão, a artista comentou também sobre a mudança de percepção do público em relação a ela, que antes era relacionada ao público infantil, e agora chama atenção também por causa da sua beleza.

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- É o que as pessoas falam quando me encontram: ‘Nossa, você ficou um mulherão!’, porque na TV eu estava ligada ao público infantil. Eu gosto do que vejo no espelho (risos). Para mim, não é um rótulo e nunca vai ser. Vejo como um adjetivo que colocam e eu digo ‘Obrigada’ (risos) – conta Priscilla, afirmando que esse rótulo não é bem visto por seu público evangélico, que muitas vezes a recrimina por fotos que publica no Instagram.
- Tem gente que acha que só porque é cristão não tem que se cuidar. Pelo contrário, Deus não quer que a gente ande feio, mal arrumado (risos). Tem gente com uma cabeça um pouco limitada, mas cada um tem sua opinião. Se eles veem isso como algo que me faça pecar, eu com Deus estou muito bem resolvida – afirmou a apresentadora.

Vocalista de banda gospel admite ser ateu e revela que outros artistas cristãos também não creem em Deus

Tim Lambesis durante julgamento que o sentenciou a seis anos de prisão
A revelação recente do ex-vocalista da banda cristã de heavy metal As I Lay Dying, Tim Lambesis, de que se tornou ateu enquanto ainda integrava o grupo chocou o meio gospel internacional e suscitou uma nova polêmica.
Tim Lambesis afirmou que no tempo em que se apresentava em festivais de bandas gospel mundo afora, apenas 10% dos artistas/bandas que também eram convidados para os mesmos eventos são realmente cristãos.
A entrevista de Lambesis ao Alternative Press aconteceu após sua condenação a seis anos de prisão por planejar o assassinato de sua ex-mulher, Meggan.
“Honestamente, eu sou ateu. Na verdade eu não fui o primeiro do grupo que deixou de ser cristão. Na verdade, eu acho que fui o terceiro. Os demais, eu tenho certeza que também caíram”, disse Lambesis.
O motivo de sua apostasia, segundo Lambesis, foi o debate com ateus sobre o tema: “No processo de tentar defender a minha fé, eu comecei a pensar que o outro ponto de vista era mais forte”, disse. Os rumores de que Tim Lambesis não era mais cristão começaram ainda no julgamento, quando Meggan afirmou no Tribunal que ele havia se tornado ateu.
Lambesis admitiu que a banda continuou a se identificar como cristã para que  continuassem vendendo discos no mercado gospel, e fez uma acusação bombástica: “Nós fizemos uma turnê com mais ‘bandas cristãs’ que não eram realmente cristãs. Em 12 anos de turnês com o As I Lay Dying, eu diria que talvez uma em cada dez bandas cristãs com as quais nós rodamos era na verdade uma banda cristã [...] Muitos pais cristãos podem comprar um CD de um grupo acreditando ser uma banda cristã. Contudo, é preciso refletir para realmente compreender o conteúdo das letras”, finalizou.
Resposta
Os antigos companheiros de Lambesis na As I Lay Dying se manifestaram após as declarações de que o antigo vocalista da banda é um “sociopata narcisista difamador”, e que sua fala só serviu “para prejudicar ainda mais as vidas e as reputações daqueles que não compartilham suas ideias”.

Segundo Nick Hipa, um dos ex-companheiros de Lambesis na banda, “a avaliação feita por ele de seu relacionamento comigo e com antigos companheiros de banda é uma calúnia absoluta”.
Hipa acrescentou ainda que conversou com Lambesis anteriormente e tinha dito que discordava de sua postura: “Eu tinha falado com ele diretamente e dito que 100% do meu coração, amor e lealdade estava sendo dirigido em apoio às suas vítimas”, disse, referindo-se à ex-mulher e filhos do vocalista e aos fãs da banda que acreditavam que ele era cristão. “Essas vítimas são pessoas com quem eu tinha aberto o meu coração por muitos anos, e eu oro para que encontrem cura [dessas feridas]”, escreveu o músico em sua página no Facebook.

Escalando o Poço Com a Ajuda da Mão de Deus

“Os meus inimigos, que não tinham razão para me odiar, me caçaram como se eu fosse um passarinho. Eles me jogaram vivo num poço e o taparam com uma pedra. A água subiu acima da minha cabeça, e eu pensei: “Estou Perdido!”“. Do fundo do poço, gritei pedindo a tua ajuda, ó Senhor. Roguei que me escutasses, e tu ouviu o meu grito. No dia em que te chamei, chegaste perto de mim e disseste: “Não tenha medo!” Ó Senhor, tu vieste me socorrer e salvaste a minha vida.” Lamentações 3:52-58 [Bíblia do Adolescente]

Muitas vezes passamos por problemas e provações na nossa vida que nunca pensaríamos em passar. A própria sociedade, nossos medos, limitações, desejos e pensamentos nos aprisionam em cadeias, que muitas vezes, nos impossibilita de ver algo além da nossa visão. Alguns problemas querem nos massacrar, nos triturar, e muitas vezes entramos em um poço tão profundo que não conseguimos ver a saída. A pedra foi tampada, e o tão famoso desespero bate à porta do nosso espírito e da nossa alma, e começamos a nos desesperar.
Como Jeremias diz neste texto em Lamentações, pensamos muitas vezes em nossas vidas, em meio às adversidades, que estamos perdidos, que não iremos encontrar rumo para nossas vidas. Eu costumo comparar as nossas lutas e os nossos obstáculos com ondas: Nós estamos no meio deste mar e as ondas (lutas), ficam fortes ou fracas, a maré pode estar brava, e a única coisa que se tem certeza é de que temos que procurar um abrigo seguro. Pode acontecer de o mar ficar bastante agitado, e a água queira, ou até consiga, nos submergir.
Mas, nessa passagem bíblica, nós podemos notar uma coisa que fez a diferença: O clamor de Jeremias. Ele sabia que a água o tinha coberto, mas não se deixou levar por nada, pois sabia que podia confiar no Deus a quem ele servia, no Deus da sua salvação. Ele não sussurrou pedindo a ajuda de Deus, ele gritou (3:55), usou uma forma mais extravagante, podemos dizer, para atrair a atenção do Senhor. Podemos ver que ele perseverou também, que ele rogou a Deus para que ele o escutasse e o atendesse; E Deus o assim fez, ele atendeu ao pedido do seu filho amado e o segurou de que não tivesse medo, pois ele [Deus] era com ele (3:55.56).
Não importa o tamanho do nosso poço, ou até do nosso mar, como queira, existem grandes e pequenas turbulências, mas se estivermos com o Senhor, firmes na sua mão, poderemos enfrentar um oceano inteiro de problemas e decepções. A forte mão do Senhor nos protege de todo mal, ela nos garante a vitória. Podemos até pensar que estamos sozinhos, que estamos despreparados para a batalha contra as ondas, que não vamos conseguir escalar o paredão desse poço tão alto, mas tudo isso é mentira do diabo! Não acredite no que ele tem para te dizer, aceite apenas as palavras de Deus, pois ele sabe o que faz.
Confie! Hoje mesmo o Senhor está te segurando pela mão e está te dizendo: “Não Tenha Medo!”, “Eu Sou Contigo!”. Não despreze esta voz, Deus tem um enorme prazer em te ajudar, ele quer te ver bem, ele quer resolver os seus problemas, tomar conta das rédeas de sua vida, e niná-lo como um bebê que não tem nenhuma preocupação. As bênçãos que o Senhor tem para te dar são tão grandes que você não consegue imaginar, pois Deus é original. Não sei se você já parou para pensar nisso, mas Deus é como um colecionador de figurinhas, que não aceita figurinhas repetidas, ele sempre quer uma nova, para completar seu álbum que não tem fim. Você faz parte deste álbum, e a sua foto, com seu nome, está na sessão de “filhos especiais”, nunca se esqueça disso.

Igreja Presbiteriana aprova realização de casamento gay em seus templos; Opositores preveem a divisão da denominação

A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos realizou uma votação na última quinta-feira, 19 de junho, para decidir se permitiria a realização de casamentos homossexuais em seus templos.
Com 76% de aprovação, a Assembléia Geral que reuniu 1,8 milhão de membros da Igreja Presbiteriana tornou a denominação a primeira das grandes igrejas protestantes do país a dar um passo em direção à aceitação do casamento gay.
Segundo informações do Religion News Service, a votação permite que os pastores que lideram congregações em estados onde o casamento homossexual já é legalizado, e definiu que a linguagem a ser usada nas cerimônias sobre a união deixa de ser “um homem e uma mulher” e passa a ser “duas pessoas”.
Por enquanto, essa mudança ainda não será uma regra na denominação. Somente após a maioria dos 172 presbitérios debaterem e aprovarem a mudança é que a celebração dos casamentos gays passará a fazer parte da constituição da igreja.
“Mas dada a aprovação com três terços dos votos, essa aprovação já é esperada”, comentou a jornalista Lauren Markoe.
Os opositores à realização de casamentos gays nas igrejas Presbiterianas disseram que a aprovação dessa medida entra em conflito com as Escrituras e causaria uma divisão na denominação.
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“O Comitê Lay Presbiteriana lamenta essas ações e apela a todos os presbiterianos para resistir e protestar contra eles. Você deveria se recusar a financiar a Assembleia Geral, o sínodo, seu presbitério e até mesmo a sua igreja local, se esses líderes não repudiarem explícita e publicamente essas ações anti-bíblicas”, escreveram os opositores, que acrescentaram: “Deus não se zomba, e aqueles que substituem a verdade imutável de Deus por seus próprios desejos não serão encontrados sem culpa diante de um Deus santo”, concluiu.
A nova regra estipula que os pastores que não quiserem celebrar casamentos homossexuais não serão obrigados.

Mensalão: agora cabe a Barroso manter império da lei com saída de Barbosa


Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento que levou para a cadeia os mensaleiros, o presidente da corte e relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, tornou-se alvo de uma perseguição implacável. Orquestrada pelos seguidores dos condenados no maior escândalo de corrupção da história, a ação começou com insultos variados da militância petista escondida atrás de perfis apócrifos na internet.

Com o tempo, as grosserias virtuais evoluíram para ataques racistas, desacatos públicos e até ameaças de morte contra o magistrado. As agressões tinham o objetivo cristalino de deslegitimar as decisões do ministro responsável pela execução das penas e pressioná-lo a conceder aos condenados o benefício de trabalhar fora da prisão.
Depois de ser afrontado publicamente pelo advogado Luiz Fernando Pacheco, Joaquim Barbosa renunciou à relatoria do caso – uma decisão, segundo ele, tomada porque as partes “deixaram de se valer de argumentos jurídicos destinados a produzir efeitos nos autos e passaram a atuar politicamente na esfera pública através de manifestos e até mesmo partindo para os insultos pessoais”. Uma advertência de que algo não vai bem na instituição.

Número de refugiados no mundo ultrapassa o da Segunda Guerra pela 1ª vez


Em condições dramáticas — sem estrutura ou dinheiro suficiente — o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) está tendo que lidar hoje com a maior leva de refugiados e pessoas deslocadas dentro de seus próprios países desde a Segunda Guerra Mundial: 51,2 milhões. A intensificação de conflitos na Síria, no Iraque, na Ucrânia e na República Centro-Africana, somada a antigas crises não resolvidas, como na Colômbia e na Palestina, fizeram explodir o número total de pessoas forçadas a deixar suas casas ao redor do mundo.
E isso acontece num momento particularmente delicado, quando países que tradicionalmente ajudam, como os europeus, estão em crise e fechando a torneira do financiamento. António Guterres, do Acnur, soou o alarme: “Estamos vendo os custos imensos de guerras que não acabam, dos fracassos em resolver ou prevenir conflitos. A paz hoje está perigosamente em déficit. Humanitários podem ajudar como paliativos, mas soluções políticas são vitais”.
A Síria pesou forte na balança: os sírios são a maior parte dos 6 milhões de novos refugiados em apenas um ano — de 2012 a 2013. No final do ano passado, 2,5 milhões haviam escapado para países vizinhos, como Líbano, Turquia, Iraque e Jordânia, enquanto 6,5 milhões abandonaram as casas e se deslocaram dentro do país, para fugir dos bombardeios.
O drama dos refugiados não para no cruzamento de fronteiras: o Líbano tem atualmente 1,1 milhão de refugiados sírios, segundo Dana Sleiman, porta-voz local do Acnur. Para um país de pouco mais de 4 milhões de habitantes, foi a gota d’água que fez transbordar o copo:
Em 2013, a UNICEF entregou 100 toneladas de suprimentos a refugiados sírios no Iraque
Em 2013, a UNICEF entregou 100 toneladas de suprimentos a refugiados sírios no Iraque
“O impacto é dramático para o país, economicamente, mas também em todos os níveis. A tragédia é indescritível. Os refugiados estão espalhados em 1.600 lugares. Muitos têm que pagar aluguel para dormir em locais não adequados, até em armazéns. Subsidiamos aluguéis quando podemos, porque eles não têm como pagar”, disse.
Sem contar o estado em que milhares de crianças chegam no Líbano: “Muitas delas não conseguem falar durante meses, não podem ouvir sons e tapam os ouvidos. O trauma é imenso”, conta Sleiman.
Ela explica que uma nova tragédia ainda está por vir: das 400 mil crianças sírias refugiadas, 90 mil conseguiram vaga em escolas libanesas, que estão lotadas. “Estamos lidando com uma geração perdida. Há muitas crianças que não sabem ler, nem escrever. A comunidade internacional tem que prestar atenção para o problema”.
Dinheiro
A isso tudo, soma-se a falta de dinheiro. Em dezembro de 2013, o Acnur pediu aos doadores US$ 1,89 bilhão para financiar a ajuda aos refugiados no Líbano. Hoje, seis meses depois, só receberam 23% dos recursos solicitados. Segundo Sleiman, por conta disso, o dinheiro é utilizado nos casos mais desesperadores.
E se o Acnur enfrenta dificuldade em levantar fundos para refugiados da Síria, que estão sob os holofotes da comunidade internacional, nos conflitos da África, como na República Centro-Africana (RCA) ou no Sul do Sudão, o drama é ainda pior. A violência intercomunitária e religiosa, que começou em dezembro de 2012 na RCA, provocou uma leva de 226 mil refugiados aos países vizinhos. Só o Chade recebeu 14 mil refugiados desde janeiro.
O caso mais impressionante foi de um grupo de 610 refugiados da República Centro-Africana que caminhou durante três meses até o Chade, usando, sobretudo, florestas para escapar da perseguição de milícias armadas. A maioria (52%) era de mulheres e crianças com menos de 5 anos (27%). Mais de 100 teriam morrido no caminho: alguns em emboscadas, outros de fome, doença ou cansaço.
Moussa, um dos sobreviventes, contou seu calvário ao Acnur. “Não tínhamos nada para comer. Comíamos apenas inhame, folhas de árvore. Por isso, muitos de nós caíram doentes. Alguns morreram apenas por cansaço, doença e fome”, recordou ele.
Sem falar no estado traumático em que chegam nos países vizinhos. Nos depoimentos que o Acnur colheu, há relatos de crianças mortas a golpe de machetes, como em Ruanda, ou de pessoas queimadas vivas.
“Os refugiados estão chegando em condições terríveis e difíceis. Deixaram para trás tudo o que tinham. Famílias estão divididas”, contou ao ‘Globo’ Mamadou Dian Balde, vice-representante do Acnur no Chade.
Balde revelou que, ainda pior do que no Líbano, o dinheiro dos doadores para o Chade está chegando a conta-gotas: apenas 12% do que é necessário. Segundo ele, a crise econômica na Europa, por exemplo, está tornando os doadores menos generosos.
Afegãos, sírios e somalis representam, hoje, mais da metade do total de refugiados no mundo. A esmagadora maioria (86%) é acolhida por países em desenvolvimento. Paquistão, Irã e Líbano são os que mais acolhem. O número de pessoas que tiveram que se deslocar dentro de seus países para fugir de conflitos também bateu recorde: 33,3 milhões em 2013, o que representa 7,6 milhões a mais que em 2012. A Colômbia é um dos países com o maior número de deslocados no mundo: 5,3 milhões.
“Atualmente, há tantas pessoas deslocadas quanto a população total de países como Colômbia, Espanha, África do Sul e Coreia do Sul”, comparou Guterres, para dar uma ideia da dimensão do fenômeno.
Além do aumento considerável no número de deslocados em 2013, 1,1 milhão de pessoas pediram asilo político a países ricos, como a Alemanha. Destas, 25.300 eram crianças desacompanhadas dos pais — um recorde, segundo o Acnur. No total, 16,7 milhões de pessoas escolheram o caminho do exílio, maior número desde 2001.

Polícia Federal consegue abrir inquérito contra Lula no caso do mensalão

A Polícia Federal confirmou, nesta sexta-feira (20), ter aberto inquérito para investigar a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma das operações financeiras do mensalão. Agora, Lula é oficialmente investigado por sua participação no esquema que movimentou milhões de reais para pagar despesas de campanha e comprar o apoio político de parlamentares durante o primeiro mandato do petista.
O presidente teria intermediado a obtenção de um repasse de 7 milhões de reais de uma fornecedora da Portugal Telecom para o PT, por meio de publicitários ligados ao partido. Os recursos teriam sido usados para quitar dívidas eleitorais dos petistas. De acordo com Marcos Valério, operador do mensalão, Lula intercedeu pessoalmente junto a Miguel Horta, presidente da companhia portuguesa, para pedir os recursos. As informações eram desconhecidas até o ano passado, quando Valério – já condenado – resolveu contar parte do que havia omitido até então.
A transação investigada pelo inquérito estaria ligada a uma viagem feita por Valério a Portugal em 2005. O episódio foi usado, no julgamento do mensalão, como uma prova da influência do publicitário em negociações financeiras envolvendo o PT.
O pedido de abertura de inquérito havia sido feito pela Procuradoria da República no Distrito Federal. As novas acusações surgiram em depoimentos de Marcos Valério, o operador do mensalão, à Procuradoria-Geral da República. Como Lula e os outros acusados pelo publicitário não têm foro privilegiado, o caso foi encaminhado à representação do Ministério Público Federal em Brasília. Ao todo, a PGR enviou seis procedimentos preliminares aos procuradores do Distrito Federal. Um deles resultou no inquérito aberto pela PF. Outro, por se tratar de caixa dois, foi enviado à Procuradoria Eleitoral. Os outros quatro ainda estão em análise e podem ser transformados em outros inquéritos.
Segredos
Com a certeza de que iria para a cadeia, Marcos Valério começou a contar os segredos do mensalão em meados de setembro, como revelou ‘Veja’. Em troca de seu silêncio, Valério disse que recebeu garantias do PT de que sua punição seria amena. Já sabendo que isso não se confirmaria no Supremo – que o condenou a mais de 40 anos por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro – e, afirmando temer por sua vida, ele declarou a interlocutores que Lula “comandava tudo” e era “o chefe” do esquema.
Pouco depois, o operador financeiro do mensalão enviou, por meio de seus advogados, um fax ao STF declarando que estava disposto a contar tudo o que sabe. No início de novembro, nova reportagem de VEJA mostrou que o empresário depôs à PGR na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios.