
SÃO PAULO (SP) —Um momento inusitado no programa “Sabadou com Virgínia Fonseca”, exibido pelo SBT, tornou-se o novo centro de um debate teológico e comportamental nas redes sociais. Durante a atração, a influenciadora e apresentadora leu um trecho do devocional “Deus, Sou Eu de Novo”, de autoria do pregador Deive Leonardo, conhecido por suas mensagens de grande alcance digital.
O que começou como um momento de encorajamento e aplicação prática para o cotidiano dos telespectadores rapidamente se transformou em uma queda de braço ideológica entre diferentes vertentes do público cristão e internautas em geral.
A polêmica: motivação ou evangelho?
A leitura da mensagem em um dos programas de maior audiência do SBT trouxe à tona uma crítica recorrente ao estilo de pregação de Deive Leonardo.
As críticas: internautas e estudiosos da bíblia criticaram o conteúdo por considerá-lo excessivamente motivacional e “antropocêntrico” (focado no homem). O argumento é que a mensagem prioriza a autoestima, o sucesso e a superação individual, deixando de lado a centralidade de deus e a necessidade de arrependimento.
A defesa: por outro lado, admiradores do pregador afirmam que a linguagem acessível é uma estratégia eficaz de “ponte”. Para esse grupo, ver Virgínia Fonseca transmitindo valores espirituais na mídia secular é uma vitória para o evangelismo, alcançando pessoas que jamais entrariam em uma igreja.
Deive Leonardo e a “teologia da autoestima”
Não é a primeira vez que o conteúdo de Deive Leonardo é questionado. O pregador, que arrasta multidões em estádios e teatros, é frequentemente rotulado por críticos como um “coach religioso”. No entanto, o sucesso do devocional lido por virgínia reforça o poder de sua marca e a sede do público por mensagens que tragam alívio emocional imediato.
A cena de virgínia lendo o texto em tom de inspiração foi amplamente compartilhada no TikTok e Instagram, gerando milhares de interações. O episódio levanta uma questão profunda para o meio gospel: até que ponto a simplificação da mensagem para a TV aberta é válida para a propagação da fé?
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