Mateus, Marcos e Lucas apresentam a lista dos discípulos de Jesus. Pedro é sempre o primeiro. Judas Iscariotes é sempre o último. Embora todos os evangelhos sejam inspirados por Deus, cada autor teve diferentes propósitos ao escrever e colocou características particulares em seus escritos. O quarto evangelho é muito diferente dos demais.
João não apresenta lista de discípulos. João não se apresenta, não fala de si mesmo nenhuma vez. João não menciona o próprio nome nem dá o seu testemunho. Seu propósito era apresentar Jesus, somente Jesus, como Filho de Deus, como o próprio Deus.
Todos os propósitos dos escritores bíblicos são legítimos e necessários, mas João nos mostra o que é mais importante: apresentar Jesus.
Uma caixa de som toca "Festa de Rodeio", do sertanejo Leonardo, enquanto o caminhoneiro Sebastião Jorge Paes Peixoto, 53, tem suas unhas lixadas e esmaltadas com base transparente. "Meio efeminado", brinca, ao ver o resultado da primeira vez que havia passado por uma manicure.
Ao lado dele, outros motoristas de caminhão tinham o cabelo cortado, a barba feita ou a pressão medida por voluntários da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), que montou uma tenda em um terminal de cargas da rodovia Fernão Dias, na Vila Sabrina (zona norte de São Paulo), para uma ação do programa de assistência social que iniciou durante a greve dos caminhoneiros de 2018.
O Guardiões da Estrada é um dos quatro projetos lançados no ano passado pela Universal, que expande sua atuação em meio à crise econômica e, em situações de vulnerabilidade social, ocupa espaços negligenciados pelo poder público.
São 257 mil voluntários no país, segundo dados enviados à reportagem pela Universal, oferecendo desde cursos e orientação jurídica ou psicológica aos mais variados serviços, como corte de cabelo, manicure e até aula de alongamento, sempre seguidos por oração.
Os outros programas criados em 2018 foram o EVG Night, voltado a prostitutas e travestis, o Grupo Saúde, para familiares de pacientes de hospitais públicos, e o Universal nas Forças Policiais, que atende profissionais da Polícia Militar, Civil, Federal, Rodoviária, Corpo de Bombeiros, agentes penitenciais e Forças Armadas.
Ao todo, segundo a igreja, são 15 projetos, que, em 2018, ano em que a Universal apoiou a candidatura à Presidência de Jair Bolsonaro (PSL), atenderam perto de 11 milhões de pessoas no Brasil. No exterior, afirma ter atuado em 92 países, dez a mais do que em 2017, e beneficiado 3 milhões, com a participação de quase 63 mil voluntários.
Genro de Edir Macedo e hoje o principal dirigente da Universal, o bispo Renato Cardoso, ao comentar essa expansão, opta por uma comparação com o mais famoso programa social do governo federal.
"Em números de beneficiados, os programas sociais da Universal já representam quase um terço do Bolsa Família." A declaração está no material com dados sobre a expansão dos projetos da Universal encaminhado à reportagem pela assessoria de imprensa.
De acordo com os números divulgados, dentre os quatro novos projetos, o que contou com a maior quantidade de voluntários foi o Grupo Saúde, quase 24 mil, que atenderam mais de 750 mil pessoas.
Esse foi o mais próximo do alcance do Universal nos Presídios, um dos mais antigos e abrangentes programas da Universal, que, no ano passado, teve 27 mil fiéis dando assistência a 1,6 milhão de presidiários e seus familiares.
Em uma noite do último mês junho, com um vento gelado soprando e a temperatura perto dos 10 graus Celsius, cerca de 30 voluntários com aventais brancos colocaram mesas com lanches em frente ao Hospital Regional Sul, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo.
O grupo começou a se organizar por volta das 20h30 e, em poucos minutos, formou-se uma fila de pessoas doentes e seus familiares, que aguardavam atendimento no pronto-socorro. Àquele horário, não havia onde comer por ali.
Voluntários com cadernos em mãos anotavam contatos de quem se aproximava, perguntavam sobre a doença e informavam que alimentos estavam sendo oferecidos.
Com bronquite, 39 graus de febre, Luis Silva Santos, 7, se aguentou em pé com esforço por alguns minutos na fila, em companhia de uma tia, até chegar a sua vez de escolher o lanche.
Ele estava havia quase duas horas nos bancos da recepção do hospital. Nas mesas com as comidas e as bebidas, ouvia cada fiel oferecer algo diferente: "Gostaria de passar álcool gel nas mãos? Prefere chocolate quente, chá ou café com leite? Quer sanduíche? Bolo? Salada de frutas?" Ao final, a última oferta: "Aceita uma oração?"
Luis, como a maioria dos que estavam na fila, aceitou. Equilibrando com dificuldade as embalagens de tudo o que havia recebido, o menino fechou os olhos enquanto duas fiéis rezaram por alguns segundos com as mãos sobre sua cabeça. "Amém", e ele voltou ao banco do hospital onde comeu o lanche e seguiu esperando pelo médico.
"As famílias e os doentes ficam horas na fila de espera dos prontos-socorros sem nada para comer. Faz toda a diferença receber um lanche, uma palavra, uma oração", disse o pastor responsável pela ação daquela noite, Jonathan da Silva Pereira, 32.
"O próprio sistema deveria oferecer esse conforto aos pacientes, mas não oferece", comentou Dina Santos, 42, técnica em enfermagem e voluntária da Universal há 12 anos.
A vulnerabilidade no Brasil embaralha públicos-alvo da assistência social, e a fila para pacientes e seus familiares foi certa hora tomada por moradores de rua.
Mariana Gomes de Paula, 26, e a filha, Ranieli, 5, pegaram o lanche perto das 23h. Dormindo em papelão nas calçadas há sete meses, era a primeira vez que comiam algo naquele dia. Só recusaram a oração.
Para essa população em situação de rua, a Universal tem o Anjos da Madrugada, também um de seus maiores projetos, com 1 milhão de atendidos no país em 2018, por 23.500 voluntários.
O Guardiões da Estrada é o mais recente projeto, criado em setembro de 2018, três meses depois da paralisação dos caminhoneiros.
"A greve nos despertou. Esses profissionais sofrem com a falta de carga, estradas com buracos, assaltos, problemas de coluna, preocupação com problemas financeiros, com a família. Muitos têm depressão", afirmou o pastor Rondineli Pedro da Silva, 38, responsável pela ação no terminal Fernando Dias.
Era uma noite fria de maio, o chão tinha lama graças a uma chuva recente, e "Mexe Mexe" havia acabado de entrar no lugar de "Festa de Rodeio".
Caminhoneiro há 20 anos, Aldo Ferreira da Silva, 51, cortava o cabelo pela terceira vez com os voluntários evangélicos. Com o aluguel de R$ 800 atrasado, além da conta de luz, disse que não poderia perder a oportunidade de economizar no corte.
"Estava ruim e só piorou depois da greve, tem muito motorista passando fome. Eu estou há duas semanas aqui sem conseguir carregar o caminhão", suspirou.
Ao seu lado, já no quinto corte de cabelo nas ações da Universal, Marco Antônio Guersoni, 60, motorista há 25 anos, reforçou o lamento: "Estamos perdidos... Eu não estou conseguindo sustentar a minha família. Ficamos sem carga em lugares assim, bagunçados, sem ter onde tomar banho. É uma sensação de solidão enorme".
O pastor iniciou a oração: "Homens, gente da família e políticos já prometeram muitas coisas para vocês e não cumpriram. Mas Deus cumpre". Todos receberam a "Bíblia Sagrada do Caminhoneiro", uma edição com prefácio da cantora sertaneja Sula Miranda, conhecida como a "rainha dos caminhoneiros", convertida à Universal.
Após essa bênção, um fisioterapeuta fez uma sessão de alongamentos. "Quem aí já acordou com o pé lascado?" Os cerca de 50 motoristas presentes levantaram as mãos.
Sebastião deu risada. Enquanto esticava braços e pernas, contou ter um problema sério na coluna.
"Mas quando pinta carga eu esqueço a dor e vou embora. Eu amo meu trabalho, o caminhão faz parte do meu corpo." Há 40 horas sem dormir, relaxou com o alongamento e sentiu sono. "Vou para o caminhão dormir", despediu-se. "Que amanhã eu tenho que carregar o caminhão com essas unhas feitas."
Katy Perry perdeu o processo judicial contra o rapper cristão Flame, encerrando uma disputa prolongada de direitos autorais que começou em 2014.
Flame, nome verdadeiro Marcus Tyrone Grey, acusou Perry de copiar a batida de sua música de 2009, Joyful Noise , com Lecrae, em seu hit de 2013, Dark Horse.
Perry, que começou como uma artista de música cristã, apareceu no tribunal durante o julgamento para dar provas e alegou que ela nunca tinha ouvido falar da faixa ou dos artistas antes de fazer sua própria música.
Dando provas durante o julgamento, o rapper cristão Da Truth, nome real Emmanuel Lambert Jr., rejeitou a ideia, dizendo ao tribunal que Joyful Noise tinha sido um grande sucesso no mercado cristão e poderia ter sido ouvido por Perry em plataformas de streaming online.
Em sua queixa, Flame disse que a batida de Joyful Noise foi usada sem permissão.
“Os réus nunca pediram ou obtiveram permissão dos queixosos para usar a música ‘Joyful Noise’ na criação, reprodução, gravação, distribuição, venda ou execução pública de músicas dos réus”, diz a queixa.
A equipe jurídica de Perry tentou argumentar que não havia nenhuma reivindicação de direitos autorais a ser feita porque a batida em ambas as canções era “comum”.
Mais cedo no julgamento, o musicólogo Todd Decker disse ter identificado “cinco ou seis pontos de similaridade” entre as duas músicas.
O tribunal decidiu que todos os seis artistas que contribuíram para a Dark Horse são responsáveis, incluindo Perry e o rapper Juicy J, que contribuíram com um verso.
Compare as duas músicas abaixo:
Folha Gospel com informações de The Christian Today
O ano legislativo começou nesta segunda-feira (4) e a Câmara dos Deputados já recebeu centenas de projetos de lei.
No entanto, um deles se destaca por ser o primeiro apresentado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidorio (Avante-BA), a proposta planeja definir a Bíblia como “Patrimônio Nacional, Cultural e Imaterial do Brasil e da Humanidade”.
Em sua justificativa para o projeto, o parlamentar afirma que a Bíblia é “mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para os cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral”.
Pastor Sargento Isidorio também aponta que “é correto dizer e já na autoridade do Espírito Santo que o livro que passo a defender como Patrimônio Imaterial Cultural da Nação brasileira e da Humanidade já é reconhecido por seu vasto poder terapêutico, curador, histórico, libertador, restaurador, revelador e principalmente profético, cuja capacidade de milagres comprovados já ganhou legitimidade da ciência”.
Ele disse que “a palavra de Deus” o ajudou a deixar de ser homossexual. “Como ex-gay, posso dizer: eu sou curado”, afirmou.
O parlamentar havia sido o segundo a chegar à seção de protocolo da Câmara nesta segunda-feira (4). A ideia de homenagear a Bíblia sensibilizou a primeira da fila, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que deu a vez ao colega.
Essa não foi a única proposta elaborada pelo deputado, que propôs ainda “proibir o uso do nome e/ou título Bíblia ou Bíblia Sagrada em qualquer publicação impressa e/ou eletrônica com conteúdo (livros, capítulos e versículos) diferente do já consagrado há milênios pelas diversas religiões cristãs”.
Ao todo, 415 propostas foram protocoladas nesta segunda-feira. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
"Bob" é uma música de Kamaitachi que fala sobre um estranho amigo imaginário e já alcançou cerca de 4,5 milhões de visualizações em um mês.
Um clipe lançado recentemente está chamando a atenção de pais e educadores, devido à sua aparência “infantil”, porém com uma música de letra chocante.
Com cerca de 4.5 milhões de visualizações em pouco mais de um mês após seu lançamento, o clipe traz uma mensagem um tanto tenebrosa, contando a história de um garoto que tem um tipo de “amigo imaginário” chamado Bob e conta aos pais o que ele diz e faz. A letra da canção tem alusão ao aborto, uso de drogas, adultério, violência e até ocultismo.
Já no início da música, o garoto confessa que o Bob de certa forma “possui” seu corpo, se recusa sair e ainda quer manter o menino afastado dos pais.
“Ele não quer sair de mim / Já achou sua morada aqui / Ele quer que você vá embora / Bate a porta do meu quarto / E nunca mais tente essa porta abrir / Ele não quer sair de mim”, diz o início da música.
Em outro trecho da música, o garoto diz que seu amigo imaginário lhe conta que é “menininho corrompido, filho de um anjinho caído, que inverte o crucifixo”.
“Meu amigo Bob diz / Que é um menininho corrompido / E toda vez que se acende a luz do quarto / Fica espantado, por isso todo esse caco de vidro / Bob diz que é filho de um anjinho que foi caído / E toda vez que se acende a luz do quarto / Fica espantado, por isso ele inverte o crucifixo / Ele não quer sair de mim”, diz a música.
“Ele não quer sair de mim / Já achou sua morada aqui / Ele rabisca meu braço com desenhos estranhos / Queima a bíblia e outros santos / E diz que nenhum querubim encostará em mim”, diz outro trecho.
Ainda em outro trecho também um tanto assustador, o garoto conta que Bob usa de violência – se for preciso – para afastá-lo dos pais. Neste trecho, é possível até ouvir uma voz de fundo, indicando uma intenção demoníaca, repetindo a última frase.
“Ele não quer sair de mim / Já achou sua morada aqui / Ele pega a espingarda do papai que ele guarda no armário / Mira pra porta do quarto e diz / Ninguém vai entra aqui”, diz a letra.
A letra tenebrosa é de autoria do cantor e compositor Kamaitachi. Em seu canal oficial do Youtube, o músico tem outras faixas publicadas, com títulos e temas também assustadores, como “Manual do Suicídio” e “Noiva Cadáver”.
Na publicação do clipe de “Bob”, o cantor parece alertar os internautas sobre o conteúdo possivelmente ofensivo da letra, porém diz que aqueles que se ofendem são “pessoas sensíveis”.
“Na música “Bob” foram usadas palavras que podem causar desconforto em pessoas mais sensíveis. Estas citações foram feitas apenas para fins artísticos, caso tenha se sentido ofendido(a), saiba que essa não foi a intenção”, diz o cantor na descrição do vídeo.
Alerta aos pais
Diante da repercussão da música, Kamaitachi, nome artístico de Rafael Gonçalves, rebateu as críticas que vêm recebendo por causa da música. Criado em família evangélica, ele conta com quase 200 mil seguidores no Instagram.
“O mal não é a cruz invertida. Tudo depende do ponto de vista. Deus e o diabo são importantes para a humanidade. Querendo ou não, foi o próprio diabo quem deu sabedoria aos humanos. Deus trouxe a regra da sabedoria com os Dez Mandamentos”, comentou nos Stories.
Apesar da música não ser voltada para o público infantil, a psicanalista Jucimária de Souza Mendes Oliveira explica que toda criança tem um processo fantasioso muito acentuado e usa esse campo do imaginário até os sete anos. A música do Bob acaba sendo, de certa forma, uma ferramenta para acentuar o mal.
“A criança vive nesse processo de fantasia e cria, por exemplo, o Papai Noel e a Fada do Dente. A criança não entende claramente que é algo maligno, mas isso está ali como uma memória que vai permeando o inconsciente dela. Isso vai entrando no campo da normalidade e é muito perigoso. Perde-se a noção do bem e do mal que é o que norteia a nossa vida e os parâmetros fundamentais de escolha”, disse Jucimária ao Pleno.News.
Jucimária contou que, em seu consultório, já atendeu crianças que praticaram travessuras e pequenos furtos e alegaram terem sido motivadas por uma voz dentro da cabeça. Dessa forma, ao perder a noção de bem e mal, a criança se torna hedonista, ou seja, ela vive pelo prazer e não vê problema em mentir, roubar e enganar.
Atenção ao conteúdo
Envolvida com o ministério infantil, a cantora Cristina Mel classificou a canção do Bob como algo assustador. Ela afirma que é uma forma do mal atingir as crianças e as famílias.
“Antigamente, tudo era muito mais velado, mas hoje é tudo muito escancarado. Você vê no vídeo que a criança não tem apoio dos pais e quem segura a sua mão é o próprio inimigo. Os pais precisam despertar e muitos estão perdendo seus filhos dentro de casa.”
Mel alerta que os pais precisam estar atentos a todo o conteúdo absorvido pelos filhos e até mesmo quem são os amigos da criança.
“Quem são os amigos imaginários e com quem o seu filho tem falado? Existem os imaginários e aqueles que querem adotar nossos filhos como alguns youtubers que não respeitam nem temem a Deus e se tornam ídolos dessa geração. É importante ter acesso à senha no celular, ver as conversas do WhatsApp, quais sites foram acessados e ter cuidado com os amigos que estão na sua casa. Existe uma onda de depressão muito grande e um culto ao suicídio. A gente precisa trazer os filhos de volta para a casa e para perto do coração.”
A cantora Vaneyse, que também tem um ministério voltado para as crianças, avisa que os pais precisam estar atentos a qualquer comportamento estranho dos filhos.
“Os pais precisam estar atentos ao que essas crianças têm tido acesso. Não só pela questão espiritual, mas pelo conteúdo impróprio para a idade dela. A criança é uma esponja e vai absorver tudo o que passar para ela. Isso vai mexer com muitas coisas que norteiam a vida dela e que são desencadeadas por coisas espirituais.”
Em uma publicação no Facebook, o pastor e escritor Renato Vargens publicou um alerta aos pais, especificamente sobre a música “Bob”, que se tornou viral nos últimos dias nas redes sociais.
“A ‘música do Bob’, com aproximadamente cinco milhões de visualizações no Youtube e que possui um ritmo envolvente, tornou-se hit nas redes sociais nos últimos dias. Mas o que ‘Bob’ tem de diferente de outras músicas para atrair tanta audiência? A resposta é simples : a canção trata um amigo imaginário com ênfase em suicídio, drogas, assassinato, adultério e ocultismo”, comentou o pastor.
“Ademais, a letra é depreciativa com a figura dos pais, trata de aborto, foca numa mãe que usa antidepressivos, um pai que consome cocaína, adultério, e outras coisas mais. Diante do exposto aconselho aos pais”, acrescentou.
O pastor finalizou sua publicação, dando alguns conselhos práticos aos pais sobre como agir com seus filhos diante dessa música:
1-) Estejam atentos aquilo que seus filhos estão ouvindo na internet.
2-) Não permitam que seus filhos ouçam essa música.
3-) Se por acaso eles já ouviram, conversem a respeito dela com eles e desconstruam em sua mente toda malignidade por ela produzida.
Presidente Jair Bolsonaro discursando na Marcha para Jesus 2019, em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (10) que a chamada ideologia de gênero é “coisa do capeta” e que as leis existem para proteger as maiorias.
Bolsonaro participou da Marcha para Jesus em Brasília, cumprimentou fiéis e subiu ao trio elétrico com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
“O presidente vai respeitar a inocência das crianças em sala de aula. Não existe essa conversinha de ideologia de gênero. Isso é coisa do capeta”, afirmou.
Bolsonaro faz uso frequente do conceito para criticar governos de esquerda e políticas educacionais que estariam, na visão dele, desviando da concepção tradicional cristã da família, composta por um homem e uma mulher.
“Não discriminamos ninguém, não temos preconceito. E deixo bem claro, as leis existem para proteger as maiorias. O que a minoria faz sem prejudicar a maioria, vá ser feliz. Não podemos admitir leis que nos tolham, que firam os nossos princípios”, disse.
O presidente ainda fez críticas às variações de famílias que não são formadas por um casal de homem e mulher.
“Se querem que eu acolha isso, apresente uma emenda à Constituição e modifique o artigo 226. Lá está escrito que família é homem e mulher. Mesmo mudando isso, como não dá para emendar a Bíblia, vou continuar acreditando na família tradicional”, afirmou.
No discurso, Bolsonaro fez comentários sobre a Medida provisória que retira a obrigatoriedade de publicação de balanços de empresas em jornais de grande circulação.
“Não é retaliação, é facilitar a vida de todo mundo. Ninguém lê aquele negócio e o mundo progride, se aperfeiçoa”, disse.
Sem mencionar a fonte, ele disse que levantamento preliminar aponta que os jornais deixarão de ganhar R$ 1,2 bilhão por ano com a medida. “Estamos sim atacando nichos que oprimiam a sociedade”.
O presidente disse ainda que está em queda de braço com a Justiça para acabar com os radares eletrônicos no Brasil.
“E nas próximas semanas vou acabar também com os radares móveis que o pessoal fica atrás de uma árvore pra multar você num retão”, afirmou.
Segundo os organizadores, o evento reuniu cerca de 15 mil pessoas.
Os deputados federais Roberto de Lucena (Esq) e José Medeiros com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. (Foto: Reprodução/Assessoria)
O apoio à Portaria da Deportação Sumária, que veda o ingresso, no Brasil, de estrangeiros suspeitos de envolvimento em crimes, foi pauta de um encontro da Frente Parlamentar Mista da Liberdade Religiosa, Refugiados e ajuda Humanitária e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, nesta quinta-feira (08), no Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“A Portaria é de extrema importância para a segurança nacional, e a deportação sumária já é praticada em outros países, como Chile, Argentina, Estados Unidos e Canadá. Isso comprova que a cautela brasileira não foge do que vem sendo adotado em âmbito internacional”, afirma o parlamentar.
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Representando a Frente Parlamentar Mista da Liberdade Religiosa, Refugiados e Ajuda Humanitária, da qual é presidente, o deputado federal Roberto de Lucena entregou, juntamente com o diretor-executivo e o secretário do grupo, o jurista Uziel Santana e o deputado federal José Medeiros (PODEMOS/MT), uma Nota Pública que manifesta posicionamento pela constitucionalidade e legalidade da Portaria. De acordo com o documento, o ato regula o que está previsto nas Leis 9.474/97 e 13.445/17, que tratam, respectivamente, do Refúgio e da Migração, proibindo, por exemplo, a invocação de refúgio por aquele considerado perigoso para a segurança do país. Gestão de política migratória
A Nota Pública assinada pela Frente Parlamentar também recomenda ao Ministério e aos órgãos responsáveis pela gestão do sistema migratório brasileiro, que mantenham e desenvolvam uma política migratória baseada nos princípios previstos na Lei de Migração, de acolhida humanitária e não criminalização da migração.
“Nossa Frente Parlamentar preza pela tolerância, pelo diálogo internacional, pela convivência pacífica, pela coexistência, e principalmente pelo respeito aos Direitos Humanos”, disse Lucena, acrescentando estar certo de que o Ministério da Justiça irá levar em consideração todas essas questões, e que “os estrangeiros que apresentarem documentação regular e não tiverem problemas com a Justiça em seus países de origem, poderão entrar normalmente no Brasil”, explicou Lucena.
Frente Parlamentar da Liberdade Religiosa em reunião com o ministro Sergio Moro. (Foto: Reprodução/Assessoria)
Tráfico de pessoas e crimes sexuais
A portaria tem como alvo estrangeiros suspeitos de envolvimento em atos de terrorismo, associação criminosa armada, tráfico de drogas, tráfico de pessoas ou armas e exploração sexual infanto-juvenil, entre outros crimes.
O ato também reduz para 48 horas o prazo para que o deportando se defenda pelos atos supostamente praticados. A ideia é evitar que alguém conectado ao terrorismo, às organizações criminosas ou à exploração sexual infanto-juvenil, por exemplo, tenha estada prolongada no país. “Quem, em sã consciência, quer permitir a entrada e a permanência de pessoas perigosas em seu país?” questiona o deputado.
Ko Jin Young após vitória no golfe. (Foto: Reprodução/Twitter)
Quando a jogadora de golfe sul-coreana Ko Jin-young conquistou seu primeiro grande título na ANA Inspiration na Califórnia em abril, ela prometeu que faria o próximo discurso de vitória em inglês e não em sua língua nativa.
A oportunidade chegou mais cedo do que o esperado, com sua vitória no Campeonato Evian na França, no final de julho.
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Ao vencer, Ko Jin Young gritou "Glória a Deus" para a multidão que tinha suportado a chuva torrencial que atrasou o jogo por duas horas, mas que não impediu sua grande vitória na competição.
Em seu discurso como campeã, a jogadora fez questão de expressar como os valores coreanos comuns de família e fé têm sido fundamentais para o seu sucesso no golfe.
Ela acredita que sua fé cristã a ajudou a ficar focada em conseguir vencer a líder americana, Jennifer Kupcho, e sua colega sul-coreana Kim Hyo-joo.
“Eu vi uma foto da Bíblia [tirada] na igreja na Coreia, que meus amigos me enviaram esta manhã. Na Coreia, é domingo também, depois que eu vi aquela foto chorei um pouco e senti a glória de Deus aqui”, disse ela.
Sua vitória significa que a jogadora tirou a compatriota Park Sung-hyun do ranking número 1 do mundo.
Quando perguntada sobre o que ela faz para relaxar fora do golfe, Ko se referiu à religião. "Minha felicidade vem de Deus, então isso é uma grande honra dele para mim", respondeu.
Em sua conta no Instagram, a jogadora sul-coreana também mostra sua fé em Deus, além de fotografias de seu cachorro de estimação, de selfies com grandes jogadores do golfe, incluindo, mais recentemente, o americano Phil Mickelson.
Assim como sua fé, Ko se emocionou por ter compartilhado a experiência de se tornar a primeira mulher a vencer várias especializações em uma temporada desde outra coreana, Inbee Park, em 2012, com Kim e Park no último agrupamento do dia. “É uma grande honra receber minha segunda grande vitória do ano. Realmente mal posso acreditar”, disse a campeã.
Como recompensa, além do troféu, Ko recebeu um cheque de 500 mil libras e um reluzente relógio Rolex.
Brant Cryder é presidente da Yves Saint Laurent nos EUA há 10 anos. (Foto: Reprodução/Levi Lusko/YouTube)
Um encontro real com Deus transformou a vida de Brant Cryder, presidente da grife Yves Saint Laurent nos Estados Unidos. Ele contou sua história em entrevista ao pastor Levi Lusko, publicada em seu canal no YouTube.
Cryder, que é presidente da Saint Laurent nos EUA há 10 anos, disse que seu encontro com Deusaconteceu durante um evento do movimento Promise Keepers, um ministério voltado a homens, em 1996, depois de passar anos “procurando” algo para preencher seu vazio
“Eu ficava procurando por uma resposta e encontrava um grupo de amigos, mas minha sede não era saciada”, disse Cryder. “Ironicamente, quando tive um encontro com o Promise Keepers em Denver, Colorado (EUA), tive uma experiência sólida e divina”.
Ele tentava suprimir seu vazio em festivais de música e raves, mas o preencheu no evento cristão. “Comecei a chorar incontrolavelmente e ouvi uma voz sussurrando para mim: ‘Sou a resposta que você está procurando’”, relata. “Eu entreguei minha vida a Deus naquele momento e isso mudou minha vida para sempre”.
Na entrevista, o pastor Levi Lusko aproveitou para falar sobre a relação entre a fé e a moda na vida de Cryder. “Não é porque agora eu conheci Jesus, que a paixão pela moda tem que desaparecer, porque essa foi a trajetória, o amor e a habilidade natural que você fomentou, que agora só ficou melhor com Cristo”.
“Não significa, agora que tenho Jesus, tenho que conseguir um emprego em uma Igreja Batista, e tudo isso vai embora”, acrescentou Lusko, destacando a importância de ser uma referência cristã no ministério ou na carreira.
Cryder disse que acreditava que a religião poderia tirar as cores de sua arte. “No início eu me preocupava em ser salvo e me juntar à equipe que ‘pinta a cidade de bege’”, explicou
“Eu descobri que, mesmo antes de realmente ter um relacionamento com o Senhor, não era sobre pintar a cidade de bege. Mesmo antes de conhecê-Lo, eu o achei tão selvagem, poderoso, forte e ousado. Eu achei sua busca por mim, por nós, muito mais real, apaixonada, palpável e multidimensional do que bege”.
Lusko acrescentou que às vezes as pessoas recebem a mensagem errada de que ser cristão é algo chato quando, na realidade, é a missão mais emocionante da vida. “Essa ideia que deveríamos inovar se tivéssemos Deus, que criou as estrelas, deveria ser a melhor coisa”, disse o pastor.
Cryder disse que depois que iniciou sua “busca amorosa” por Deus, sua paixão pela moda só aumentou.
“Uma vez que você tem o amor Dele dentro de você, sua capacidade de amar as outras pessoas é muito mais fácil. Acho que seria um desafio dar às pessoas o amor e a graça que elas precisam, se eu não tivesse Ele alimentando isso dentro de mim”, disse Cryder. “Ele é realmente a fonte infinita e a primavera da vida”.
Geralmente, nós vemos os Dez Mandamentos apenas sob o aspecto de ordens e proibições. Eles são isso e muito mais. O significado de cada mandamento é um tesouro espiritual. Por exemplo, o primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim”. Por que não teremos? Por ser proibido? Sim, mas existe um sentido mais profundo. Não teremos outros deuses simplesmente porque NÃO PRECISAMOS DELES. O nosso Deus é suficiente. Eu não preciso de santos, guias, espíritos, gurus, avatares, fadas, duendes e gnomos.
Ao dizer “Não terás outros deuses”, o Senhor está admitindo a EXISTÊNCIA deles? SIM. O verdadeiro Deus é um só, mas os falsos são inúmeros. Qualquer coisa ou pessoa pode tornar-se um deus para aquele que assim a considera. Os ídolos propriamente ditos são demônios (Lv 17.7), conforme o apóstolo Paulo afirmou em 1 Coríntios 10.20. Note-se, portanto, a gravidade e o perigo da idolatria. Cuidado com o que você adora, como se fosse um personagem do bem. O próprio Satanás é chamado “o deus deste século” (2Co 4.4). Portanto a desobediência ao primeiro mandamento pode chegar ao extremo do satanismo.
A expressão “diante de mim” inclui também a possibilidade de alguém querer adorar a Deus e, ao mesmo tempo, aos falsos deuses, mas o Senhor não divide Sua glória com ninguém. O primeiro mandamento reprova o politeísmo, o ecumenismo e o panteísmo.
Um dos propósitos dos Dez Mandamentos é estabelecer limites. Por incrível que pareça, até a fé precisa ter limite. Se eu creio em Deus, não preciso confiar em deuses. Apegue-se a Deus e abomine os ídolos. Adore a Deus e a nada mais. Ele quer ser adorado com exclusividade e fidelidade.
Sansão era o homem mais forte de Israel. Se nem o exército filisteu podia detê-lo, que ameaça Dalila lhe poderia representar? Aparentemente, nenhuma. Ela era só diversão e prazer. Todavia aquela mulher tinha seus poderes. Não eram armas militares nem ofensas grotescas ou golpes marciais, mas a sedução, a astúcia, a persistência e a chantagem. Seu arsenal era demais para Sansão (até mesmo no mundo animal, alguns conflitos se resolvem pelo tamanho, outros, pelo veneno).
A iniciativa para o relacionamento foi dele, e parecia que tudo estava dando certo. Afinal, depois de tantos problemas na vida, “Sansão merecia ser feliz”. Dalila não tinha motivos para tentar destrui-lo, até que os chefes filisteus lhe ofereceram mil e duzentas moedas de prata. Então, o poder econômico acendeu o pavio da cobiça que tudo destrói. Dalila colocou suas armas em ação, derrubando um dos homens mais fortes que o mundo já conheceu.
Sansão parece ter se esquecido de que a sua grande força seria nada sem o poder de Deus, e este dependia de sua fidelidade constante. A mulher venceu o homem, mas a Filístia não venceu Israel, pois o Todo Poderoso está acima de tudo.
O ritual do tabernáculo judaico incluía os conceitos de purificação e adoração, sendo a primeira uma condição indispensável à realização da segunda. Não havia ali uma rota alternativa para se chegar à presença de Deus, mas apenas uma porta e um caminho: pelo sangue do sacrifício. Ninguém poderia entrar sujo no santuário, na presença de Deus. Quem o fizesse morreria imediatamente. Portanto a primeira providência do sacerdote seria lavar as mãos e os pés na pia de bronze, supondo que houve antes um banho completo em sua casa. Contudo a água tira apenas a sujeira exterior.
Era necessário que um animal morresse no altar, pois só o sangue purifica do pecado. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22). O animal seria também queimado. Esse é o fogo da punição, que nos lembra o inferno. Ninguém entraria no santíssimo lugar sem levar o sangue do animal sacrificado. Esse era o “bilhete” de ingresso. “Não sem sangue” (Hb 9.7). Hoje, é o sangue de Jesus que nos dá livre acesso ao Pai. Todo o dinheiro do mundo seria insuficiente para franquear nossa entrada.
“Tendo ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus” (Hb 10.19). Dentro do tabernáculo havia fogo no candelabro, como símbolo do Espírito Santo, garantindo calor e luz para o ambiente. Quando o apóstolo Paulo disse “não extingais o Espírito Santo”, a figura usada era o fogo (1Ts 5.19). O Espírito Santo em nós é o antídoto contra a frieza espiritual e as trevas do mal. Precisamos, contudo, zelar para que o fogo se mantenha aceso. Purificados pelo sangue de Cristo e iluminados pelo Espírito, entramos na presença do Pai, onde devemos viver todos os nossos dias. Quem não se purificar pelo sangue será lançado no fogo eterno.
Você sabia que as pessoas com deficiência auditiva são um dos segmentos dos sete grupos socioculturais que têm pouco ou nenhum acesso ao Evangelho do Senhor Jesus no Brasil? São 9 milhões de pessoas (de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, CENSO de 2010), mas só 1% é de confissão cristã evangélica.
Jesus deu uma comissão ao Seu povo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”; esse é o mandamento familiar da “longa conclusão” do evangelho de Marcos (Mc 16.15). “Ide […], fazei discípulos de todas as nações, batizando-os […], ensinando-os” encontra-se em Mateus 28.19-20. Já Lucas registra, no final de seu evangelho, as palavras de Cristo de que em Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, e, no início de Atos, de que Seu povo receberia poder para se tornar testemunha até os confins da terra (Lc 24.47; At 1.8).
Como levar o Evangelho de Cristo?
A grande comissão é realizada por meio da pregação, testemunho e discipulado. Assim como escreveu o apóstolo Paulo: “Meus irmãos, desejo de todo o coração que o meu próprio povo seja salvo” (Rm 10.1). É também nosso desejo que as pessoas com deficiência auditiva experimentem a alegria da salvação. E, então, que eles sejam parte daqueles que utilizarão suas habilidades, dons e talentos dados por Deus para extensão do Seu Reino. Porém uma grande barreira para o cumprimento dessa grande comissão ainda é a comunicação. A comunicação dos surdos exige uma língua específica, que é a Libras, ainda pouco conhecida pelos ouvintes.
Avanço insatisfatório
A comunidade surda já alcançou grandes conquistas, como a aprovação da Lei nº 10.436/2002, que marca o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como oficial no Brasil; a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e o Plano Nacional de Educação, o qual garante escola inclusiva para os surdos. Atualmente a inclusão social das pessoas com deficiência tem sido objeto de grandes discussões e alvo de políticas públicas por parte do governo brasileiro. Felizmente, o mundo desenvolveu, levando a uma maior aceitação da deficiência devido ao aparecimento de novos pensamentos e mentalidades.
Hoje, as crianças com deficiência auditiva frequentam a escola, o jovens têm tido mais oportunidades no mercado de trabalho, têm sido participantes da vida social, econômica e política do Brasil. O número de vagas para pessoas com deficiência em empresas e universidades tem aumentado, surdos cursam mestrado e doutorado. Recentemente, o Conexão GAP produziu um programa sobre esse tema, contando inclusive com a participação da Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscilla Gaspar, a primeira pessoa surda no alto escalão dos governos do mundo todo, tão próxima ao chefe de Estado.
No entanto ainda temos um longo caminho a percorrer. Com relação ao evangelismo, uma das dificuldades é a própria tradução da Bíblia, pois, ao traduzir para Libras, a interpretação não é tão clara para os surdos. Não se pode simplesmente traduzir o texto, é preciso interpretá-lo da forma como os surdos se comunicam, da maneira como eles enxergam o mundo. No Ministério Ephatá, da Lagoinha, são oferecidos cursos para pessoas com deficiência auditiva e ensino de Libras para ouvintes.
Um caminho a seguir
“Como, pois, invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão Naquele de quem não ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o Evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” (Rm 10.14-15). Como podemos dar um tratamento isonômico às pessoas com deficiência auditiva? Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. Então, cabe a nós cumprir a grande comissão de maneira adaptada a um dos povos menos alcançados: utilizar a Libras para sinalizar a Palavra de Deus, testemunhando e discipulando essas pessoas.
Enquanto o livro de Êxodo fala sobre a construção do tabernáculo, Levítico trata do seu funcionamento. Aquela edificação representou a materialização do projeto de Deus. Contudo, além de existir, o tabernáculo precisava funcionar. O propósito da sua existência se concretizaria na realização do culto. Toda casa cumpre o seu papel quando se torna um lar pela presença de seus moradores. O mobiliário sagrado não era automático. O sacrifício não aconteceria por si mesmo. Era necessária a execução do trabalho inerente ao ministério sacerdotal. Era preciso que os sacerdotes ali entrassem diariamente para cultuarem a Deus.
Todo o ritual sacerdotal, desde a porta até o santíssimo lugar, representa a obra de Jesus como sumo-sacerdote e cordeiro de Deus, além de simbolizar a experiência de cada filho de Deus desde a sua conversão até a intimidade com o Pai. Tudo começa pelo altar do sacrifício, que simboliza a cruz. O cordeiro morto é Cristo. A pia com água nos lembra o batismo nas águas. O sacerdote entrava no santuário com o sangue em suas mãos (numa vasilha) e ali comia os pães da proposição, cena que nos remete à ceia do Senhor (embora não fosse permitido beber o sangue).
O fogo do candelabro simboliza o Espírito Santo. O incenso do altar é a oração. A arca da aliança representa a presença do Pai no santíssimo lugar da adoração. A palavra “tabernáculo” significa habitação. Seu propósito dependia, sobretudo, da presença de Deus. Assim que ficou pronto, a glória do Senhor se manifestou naquele lugar, como deve se manifestar hoje em nós, pois somos Igreja, a Casa de Deus.