O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, cancelou a viagem que faria aos Estados Unidos para ficar e acompanhar de perto a crise interna no país. A decisão ocorre em meio a protestos em Beirute, onde centenas de pessoas se reuniram neste sábado (11) perto da sede do governo para demonstrar apoio ao Hezbollah e contestar as negociações de um cessar-fogo com Israel, mediadas por Washington.
Manifestantes ligados ao grupo radical islâmico queimaram retratos de Salam, chamando o premiê de "sionista". A tensão aumentou após o Irã alertar que ignorar o papel do Hezbollah nas negociações exporia o Líbano a riscos "irreparáveis". Mesmo com o recuo de Salam, está mantida para a próxima terça-feira (14) uma reunião no Departamento de Estado americano para discutir o fim das hostilidades. Ainda não se sabe se o primeiro-ministro participará do encontro de forma remota ou como o impasse afetará o diálogo entre Líbano e Israel.
Os ataques ao sul do Líbano continuaram hoje, segundo a mídia estatal libanesa. O exército israelense afirmou que continuava a frustrar lançamentos contra Israel e que havia atacado lançadores do Hezbollah. O Ministério da Saúde do Líbano afirma que pelo menos 2.020 pessoas foram mortas e 6.436 ficaram feridas em ataques israelenses em todo o país desde 2 de março.
Nenhum comentário:
Postar um comentário