
Os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a União Europeia (UE) assinaram neste sábado (17), em Assunção, o acordo de livre comércio depois de 25 anos de negociações. Os representantes de ambos os blocos assinarão o acordo no Gran Teatro José Asunción Flores do Banco Central do Paraguai, um lugar carregado de simbolismo, pois foi ali que o Mercosul foi fundado, em 1991.
A guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a dependência cada vez maior da China e as tensões geopolíticas, com a guerra na Ucrânia e a crise no Oriente Médio ainda vigentes, empurraram ambas as partes a superar suas históricas diferenças e selar um acordo tão celebrado quanto criticado.
A cerimônia começou às 12h e o anfitrião do encontro é o presidente paraguaio, Santiago Peña, cujo país exerce a presidência rotativa do Mercosul.
Peña destacou como o acordo une dois dos mercados mais importantes do mundo, Europa e América do Sul. Segundo o presidente, o pacto demonstra que o caminho do diálogo e cooperação e a fraternidade é o “único caminho”. O líder ainda destacou como tal caminho “foi longo”. “Levou mais de 25 anos para superarmos enormes dificuldades”, ponderou.
O presidente do Paraguai ainda acenou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lamentando sua ausência no evento. Segundo Peña, sem Lula o bloco não haveria chegado a “este dia”.
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