22 de jan. de 2026

Bahia tem 12 cursos de Medicina entre os piores do país e MEC anuncia medidas de supervisão

 

O estado baiano voltou a chamar atenção no cenário nacional da educação superior após a divulgação do resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, que apontou desempenho insatisfatório em parte significativa dos cursos de Medicina ofertados no estado. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Dos 26 cursos avaliados em território baiano, 12 receberam conceito 2 e passaram a integrar a lista dos 100 cursos com pior desempenho do país, ficando sujeitos a processos de supervisão e possíveis restrições.

Entre os destaques positivos, quatro instituições baianas alcançaram o conceito máximo 5 no Enamed: a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus; a Universidade Federal da Bahia (Ufba), no campus de Vitória da Conquista; a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), também em Vitória da Conquista; e a Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Paulo Afonso. Outras sete instituições do estado obtiveram conceito 4, considerado satisfatório, distribuídas entre Salvador, Guanambi, Feira de Santana, Barreiras e Jequié.

No patamar intermediário, com conceito 3, aparecem três cursos baianos, localizados em Salvador, Santo Antônio de Jesus e Guanambi. Já entre os cursos avaliados com conceito 2, considerados insatisfatórios pelo Inep, estão graduações ofertadas em municípios como Barreiras, Salvador, Lauro de Freitas, Eunápolis, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Itabuna, Jacobina, Juazeiro e Irecê, envolvendo instituições privadas e públicas. Segundo o MEC, cursos com conceitos 1 e 2 entram automaticamente em processos conduzidos pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), com medidas que variam conforme o nível de proficiência dos estudantes.

De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, o Enamed tem papel estratégico no diagnóstico da formação médica no país. Ele ressaltou que a avaliação permite identificar instituições que apresentam bons resultados e aquelas que precisam avançar, sobretudo no setor privado, que concentra mais de 80% dos cursos de Medicina no Brasil. O MEC reforçou que nenhum aluno será prejudicado diretamente pelas medidas de supervisão e que as instituições terão prazo para corrigir falhas. Em 2025, o Enamed avaliou 89.024 estudantes e profissionais de Medicina em todo o país, com índice geral de proficiência de 75%, além de passar a ser utilizado como critério de acesso à residência médica por meio do Enare.

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