
Um novo capítulo da crise política na Coreia do Sul envolve diretamente o meio religioso. Hak Ja Han, 82 anos, viúva do reverendo Moon Sun-myung e atual líder da Igreja da Unificação, foi presa nesta terça-feira (23) em Seul. Ela é acusada de participação em um esquema de suborno que teria como beneficiária a ex-primeira-dama Kim Keon Hee.
De acordo com as autoridades, o Tribunal do Distrito Central de Seul autorizou a prisão por considerar haver risco de destruição de provas. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público após o interrogatório de Hak Ja Han, realizado na segunda-feira (22). Segundo os investigadores, em 2022 ela teria enviado presentes de luxo, incluindo uma bolsa de grife e um colar de diamantes, com o objetivo de influenciar a então primeira-dama e favorecer politicamente seu marido, o presidente recém-eleito Yoon Suk Yeol. Após a decisão judicial, Hak Ja Han foi levada para o Centro de Detenção de Seul.
Nota oficial da Igreja da Unificação
A própria Igreja confirmou a prisão e divulgou nota oficial pedindo desculpas aos fiéis e à sociedade sul-coreana:
“Aceitamos humildemente a decisão do tribunal. Vamos cooperar com a investigação e com os procedimentos judiciais para que a verdade venha à tona. Pedimos perdão por gerar preocupação e trabalharemos para restabelecer a confiança em nossa igreja”, declarou a instituição.
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