Ken Ham, apologista e cientista cristão fundador da organização Answers in Genesis e criador do parque temático Ark Encounter, afirmou que mais de 300 culturas ao redor do mundo preservam relatos semelhantes ao Dilúvio descrito em Gênesis 6–9.
Em publicação no X, Ham declarou que essas narrativas, embora distintas nos detalhes, compartilham a mesma estrutura básica e confirmam a autenticidade do relato bíblico. “A memória do Dilúvio global dos dias de Noé permanece viva em culturas ao redor do mundo, mas o relato verdadeiro, perfeito em todos os detalhes, pode ser encontrado na Palavra de Deus”, escreveu.
O cientista questionou por que “centenas de culturas diferentes possuem lendas sobre um grande Dilúvio com elementos semelhantes ao relato bíblico” e respondeu que isso se deve à dispersão das famílias descendentes de Noé. “Todos nós descendemos das oito pessoas que sobreviveram a bordo da Arca. Quando Deus confundiu as línguas e os povos se espalharam, cada grupo levou consigo a lembrança desse evento”, explicou.
Exposição
Ham destacou que o parque Ark Encounter, localizado em Kentucky (EUA), apresenta em seu terceiro convés uma exposição comparando narrativas de diversas civilizações com o relato bíblico. O espaço mostra semelhanças entre os registros antigos — como a existência de um barco, uma família salva, casais de animais e a repovoação da Terra após o fim das águas.
Entre os exemplos citados por Ham estão:
- Lenda asteca: um homem chamado Tapi é advertido pelo criador a construir um barco e levar sua esposa e um casal de cada animal. Quando as águas cobrem as montanhas, apenas sua família sobrevive.
- Lenda havaiana: um homem justo chamado Nu-u constrói uma grande canoa, abriga animais e torna-se o ancestral dos novos povos após o dilúvio.
- Lenda chinesa: fala de Fuhi, sua esposa, três filhos e três filhas que escapam das águas e repovoam o mundo.
Ham afirmou que essas tradições, descritas no livro A Flood of Evidence, que ele coescreveu, apontam para uma memória coletiva de um mesmo evento global ocorrido há cerca de 4.300 anos. “Essas culturas preservam versões alteradas do relato original, mas com elementos suficientes para reconhecer que todas se referem ao mesmo acontecimento histórico”, declarou.
O apologista concluiu que, embora as lendas apresentem variações culturais, a Bíblia permanece como o registro completo e infalível do Dilúvio e de seus sobreviventes: “O relato verdadeiro está nas Escrituras — a fonte final da verdade sobre o que aconteceu nos dias de Noé”.
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