Por Caio Quero e Leandro Prazeres, da BBC News Brasil
Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva conversaram pela primeira vez, nesta segunda-feira (6/10), desde que os Estados Unidos anunciaram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, Donald Trump. Foi uma conversa bem amistosa, no entanto, um assunto se tornou o ponto nevrálgico dessa aproximação entre os dois presidentes: Marco Rubio, o secretário de Estado americano.
Ele foi designado por Trump dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Segundo uma fonte que conhece a negociação, o governo brasileiro preferia que o interlocutor do lado americano não fosse ele.
Outra fonte do governo brasileiro próxima ao presidente Lula diz que o impacto da designação de Marco Rubio como principal negociador do tarifaço ainda está sendo analisado pela equipe liderada por Alckmin.
Ela disse que o governo brasileiro não ignora o fato de Rubio ser apontado como um integrante da chamada ala "ideológica" do governo Trump.
Por outro lado, a fonte diz que, para o governo brasileiro, é melhor ter um negociador diretamente ligado ao presidente e com o seu aval a ter que negociar com alguém sem interlocução direta com o Trump.
'Rubio é caminho mais difícil para o Brasil'
A indicação de Marco Rubio como possível líder das negociações com o Brasil é vista como delicada por analistas e celebrada por aliados de Bolsonaro, que buscar minimizar a nova aproximação.
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