15 de jul. de 2018

Como evitarmos as consequências devastadoras do amor ao dinheiro

Como evitarmos as consequências devastadoras do amor ao dinheiro
Como evitarmos as consequências devastadoras do amor ao dinheiro
De acordo com o Novo Dicionário Eletrônico Aurélio (versão 7.0), o verbete “amor”, numa de suas acepções, quer dizer “sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma causa”. Já para o significado de “dinheiro”, esse glossário declina o seguinte: “Meios de pagamentos: cédulas, moedas e depósitos bancários”. Obtendo essas compreensões, neste texto procuraremos mostrar, por meio da Bíblia, alguns porquês pelos quais não devemos cultivar o amor ao dinheiro.
Ao longo dos milênios, a humanidade vem utilizando o dinheiro como meio de conseguir bens dos mais diversos tipos. Com ele podemos comprar serviços, cursos, casas, veículos, equipamentos, alimentos, vestimentas e muito mais. Como diz Eclesiastes 10:19, “por tudo o dinheiro responde”. Entenda-se “tudo” como o que se pode adquirir em termos materiais.


    A ambição pelas grandes cifras podem induzir os homens a buscarem a fama pela fama, a galgarem posições ilegítimas e a alcançarem cargos “arrumados”. E é o que muitas pessoas sem Cristo fazem. Ponhamos neste balaio também alguns que professam a fé cristã.
    Deus pode nos enriquecer materialmente, mas a ambição pelas riquezas pode nos levar a caminhos sem volta, como aconteceu com Geazi, que contraiu a lepra de Naamã e permaneceu leproso pelo resto da vida. Fato este deplorável, já que a lepra era considerada uma maldição naquela época. Vejamos o trecho bíblico:
    Então Geazi, servo de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da sua mão alguma coisa do que trazia; porém, vive o SENHOR que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa. E foi Geazi a alcançar Naamã; e Naamã, vendo que corria atrás dele, desceu do carro a encontrá-lo, e disse-lhe: Vai tudo bem?
    E ele disse: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois jovens dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupas.
    E disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. E instou com ele, e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupas; e pô-los sobre dois dos seus servos, os quais os levaram diante dele.
    E, chegando ele a certa altura, tomou-os das suas mãos, e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e foram-se.
    Então ele entrou, e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte.
    Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro a encontrar-te? Era a ocasião para receberes prata, e para tomares roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas?
    Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve. (2 Reis 5:20-27
    )
    Podemos perceber que o desejo de Geazi era, de forma ilícita, possuir bastante dinheiro, boas roupas, ter olivais e vinhas, bois e ovelhas, bem como muitos escravos. Para que sua tramoia pudesse vingar, acabou lançando mão da mentira, dizendo ao capitão do exército do rei da Síria que o seu senhor havia mudado de ideia. Embora estivesse ao lado de Eliseu, aquele ambicioso não quis por em prática os conselhos e os ensinamentos do profeta.
    A vaidade é outro mal que o amor ao dinheiro pode produzir no coração humano, porque quem assim o faz jamais se cansa de fazê-lo (Eclesiastes 5:10). Temos que, de uma vez por todas, entender que não nascemos com dinheiro nem podemos levá-lo para a outra vida (1 Timóteo 6:7); mas que guardar nossas economias, a fim de atendermos às nossas necessidades, é viável.
    Sabemos que todas as pessoas experimentam tentações na vida, mas o avarento, além da própria ganância, é envolvido por armadilhas que o lançam na perdição e ruína. Judas, por exemplo, ao ser enlaçado pelo Diabo, por causa de trinta moedas de prata traiu Jesus (Mateus 27:14-15) e, posteriormente, arrependeu-se e foi-se enforcar. Deixou as riquezas celestes e eternas por meros trocados terrenos e temporais!
    No tocante à vida cristã, outro problema que a avareza pode acarretar é o esfriamento espiritual, ocasionando, assim, a falta de devoção ao Senhor. Paulo alertou a Timóteo sobre essa questão, quando descreveu algumas características dos falsos mestres de seu tempo que poderiam contaminar a igreja. Segundo o apóstolo dos gentios, aqueles homens eram soberbos, frívolos, ignorantes das coisas de Deus, invejosos, contenciosos, blasfemos, suspeitosos, corruptos, mentirosos e avarentos (1 Timóteo 6:4-5).
    “Afasta-te dos tais” foi o conselho de Paulo a Timóteo. Isto significa que, para evitarmos o pecado da avareza, uma das atitudes a serem tomadas é não cultivarmos a amizade de pessoas que adoram o dinheiro. Aqui tomo emprestadas as palavras do Senhor a Jeremias: “tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles” (Jeremias 15:19).
    Outro antídoto contra o veneno do amor ao dinheiro é o cultivo do contentamento: “Mas é grande ganho a piedade com contentamento” (1 Timóteo 6:6). Contentar-se em Cristo é estar satisfeito com a devoção a Deus, servindo-lhe de boa vontade, e não esperando algo material em troca. Afinal, não há outro bem maior que recebemos do que a nossa salvação. E como nosso Jesus mesmo disse: devemos “buscar primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” (Mateus 6:33), e o restante necessário para a nossa existência seria concedido pelo nosso Pai.
    Concluo este texto com a certeza de que termos muito dinheiro é bom, mas não é tudo; pois o tudo sem Deus é nada, e o nada com Deus é tudo.

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