
Leia: Mateus 5:43-48 | A Bíblia em um ano: Esdras 1–2; João 19:23–42
Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. v.48
Durante anos, considerei o Sermão do Monte (Mateus 5–7) um modelo para o comportamento humano, um padrão inatingível para qualquer um. Como consegui perder o verdadeiro significado? Jesus não falou aquelas palavras para nos frustrar, mas para nos dizer como Deus é.
Por que devemos amar os nossos inimigos? Porque o nosso Pai misericordioso faz o Seu sol se levantar sobre os maus e os bons. Por que ajuntar tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e nos recompensará generosamente. Por que viver sem medo e preocupação? Porque o mesmo Deus que veste os lírios e a erva do campo prometeu cuidar de nós. Por que orar? Se um pai terreno dá ao seu filho pão ou peixe, quanto mais o Pai celestial dará coisas boas aos que o pedem?
Jesus proferiu o Sermão do Monte não só para explicar o ideal de Deus pelo qual nunca devemos parar de lutar, mas também para mostrar que, nesta vida, jamais atingiremos esse ideal.
Diante de Deus, todos nós estamos no mesmo patamar: assassinos e birrentos, adúlteros e luxuriosos, ladrões e cobiçosos. Estamos todos desesperados e esse é o único estado apropriado a um ser humano que quer conhecer a Deus. Depois de ter caído do ideal absoluto, não temos onde cair senão na rede de segurança da graça absoluta.
Somente Deus pode transformar uma alma pecaminosa numa obra de arte da graça.
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