O Ministério Público instaurou uma investigação para apurar se houve
fraude na construção do Templo de Salomão, que será inaugurado nesta
quinta-feira em São Paulo pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd).
Orçado em R$ 680 milhões, o templo tem 74 mil metros quadrados de área
construída na avenida Celso Garcia, no Brás, onde antes funcionava uma
fábrica. Em 2006, a Iurd teria entrado com um pedido de reforma do
prédio da fábrica para abrigar o megatemplo. No entanto, segundo parecer
do arquiteto Eduardo Nobre, da FAU-USP, a fábrica já havia sido
demolida. A área faz parte de uma Zona Especial de Interesse Social
(Zeis). Pela norma da Zeis, em novas construções, a proprietária da área
seria obrigada a destinar 40% do terreno a moradias populares. Em caso
de reforma, essa regra não pode vigorar. A presidente Dilma Rousseff e o
governador Geraldo Alckmin confirmaram presença na inauguração da nova
igreja.
Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pela Folha de S. Paulo, a Iurd teria usado informações falsas para driblar a legislação e construir o templo sem destinar os 40% do terreno a moradias populares. A irregularidade foi revelada ainda em 2006, em parecer técnico à Câmara Técnica de Legislação Urbanística (CTLU), da prefeitura. No ano seguinte, no entanto, a CTLU aprovou a construção da obra considerando apenas o parecer do Aprov, departamento responsável pela autorização de construções e reformas do município.
- Eu achei estranho o fato de permitirem o uso do terreno para a construção do templo, já que é uma área de Zeis. Fiz uma vistoria e constatei que o prédio já havia sido demolido. Qualquer construção naquela área deveria ser submetida às regras da Zeis - disse Eduardo Nobre.
Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pela Folha de S. Paulo, a Iurd teria usado informações falsas para driblar a legislação e construir o templo sem destinar os 40% do terreno a moradias populares. A irregularidade foi revelada ainda em 2006, em parecer técnico à Câmara Técnica de Legislação Urbanística (CTLU), da prefeitura. No ano seguinte, no entanto, a CTLU aprovou a construção da obra considerando apenas o parecer do Aprov, departamento responsável pela autorização de construções e reformas do município.
- Eu achei estranho o fato de permitirem o uso do terreno para a construção do templo, já que é uma área de Zeis. Fiz uma vistoria e constatei que o prédio já havia sido demolido. Qualquer construção naquela área deveria ser submetida às regras da Zeis - disse Eduardo Nobre.

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