O número total de desabrigados e desalojados chega a quase um quarto da população da Faixa de Gaza
O Exército de Israel afirmou nesta sexta-feira (1º) que vai retomar as operações militares em Gaza, acusando o grupo palestino Hamas de romper um cessar-fogo de 72 horas anunciado poucas horas antes.
Mais cedo, o governo israelense havia indicado que o cessar-fogo havia terminado, mas posteriormente uma nota do gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, negou essa informação. A nota diz esperar que a pausa nas hostilidades possa ser retomada.
Ambas as partes trocaram acusações de desrespeito à trégua, poucas horas depois de entrar em vigor, às 8h locais desta sexta-feira (1h, na hora de Brasília).
Autoridades de saúde na Faixa de Gaza disseram que pelo menos 30 pessoas morreram depois que um tanque israelense atacou um povoado próximo a Rafah nesta sexta-feira.
Fontes militares israelenses confirmaram à BBC que o bombardeio foi em retaliação ao lançamento de um míssil em Kerem Shalom, em Israel.
O repórter da BBC em Gaza Jon Donnison afirmou que a troca de fogo continuou intensa até pouco antes das 8h.
Israel afirmou que continuará as operações de destruição de túneis construídos pelo Hamas para cruzar a fronteira.
Negociações para um cessar-fogo de longo prazo estão marcadas para esta sexta-feira, no Cairo.
Segundo correspondentes, nas primeiras horas após o cessar-fogo, a vida até começou a voltar ao normal em Gaza, com muitos palestinos caminhando até as áreas bombardeadas na esperança de encontrar suas casas de pé.
Barbárie
Os Estados Unidos acusaram o Hamas de cometer uma barbárie ao violar o cessar-fogo na Faixa de Gaza.
“Os israelenses indicaram esta manhã que o cessar-fogo foi violado e que os militantes do Hamas utilizaram a trégua humanitária para atacar soldados israelenses e tomar um refém. Isso é uma violação bárbara do acordo de cessar-fogo”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, à emissora CNN.
“Trata-se de uma ação escandalosa e olhamos para o resto do mundo para que se unam a nós para condená-la”, afirmou, por sua parte, o assessor adjunto de segurança nacional da Casa Branca, Tony Blinken, à televisão MSNBC.

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