O cinegrafista do SBT Tiago Ramos se feriu no confronto. “Pensei que iam me chutar, pisar em mim. Se não fossem os colegas, não sei o que poderia acontecer”, relatou Ramos que se machucou na boca, no braço e tornozelo. Ele foi levado para um hospital particular.
Fotógrafo do ‘Dia’ , André Mello teve a máquina danificada. “Cerca de 30 manifestantes tentaram impedir que a imprensa registrasse imagens dos três ativistas. No tumulto, além do meu equipamento atingido, uma familiar avançou com o carro, quase ferindo um dos repórteres que estavam no local”, relatou.
Sindicato vai receber ativistas
A presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, Paula Máiran, terá uma reunião nesta sexta-feira (25) na sede da entidade com representantes dos manifestantes. O encontro já estava marcado antes das agressões sofridas ontem por jornalistas e está mantido. Paula fez, entretanto, questão de condenar o episódio de ontem. “Rechaçamos qualquer agressão. Isso extrapola o direito de luta. O papel da imprensa precisa ser fortalecido”, alegou ela.
Paula ofereceu apoio jurídico do sindicato para qualquer profissional que tenha sido agredido. “Seja por manifestante, seja por policial, estamos ao lado dos jornalistas com auxílio jurídico, criminal ou cível, além do trabalhista que normalmente oferecemos”. O advogado João Tancredo acredita que a violência leva a população a condenar as manifestações. “É uma atitude reprovável e, com o perdão da palavra, burra, pois tudo que a polícia quer é motivo para criminalizá-los (os manifestantes)”.

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