Após 50 anos da instalação do regime militar no Brasil, o ministro da Defesa, Celso Amorim, informou, nesta terça-feira (1º), que as Forças Armadas acolheram o requerimento da CNV (Comissão Nacional da Verdade) para investigar a prática de tortura nas instalações militares durante o período da ditadura.
Amorim ligou para o coordenador da CNV, Pedro Dallari, avisando que as comissões de investigação já foram instaladas tanto no Exército, como na Marinha e na Aeronáutica.
Dallari avaliou que a resposta do Ministério da Defesa representa um avanço para o esclarecimento dos crimes que ocorreram durante a ditadura.
— É um gesto muito importante das Forças Armadas, que pode representar um grande avanço para a apuração das graves violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar.
Sindicâncias
De acordo com o Exército, a sindicância foi aberta na última terça-feira (25). Nesta semana, Marinha e Aeronáutica também confirmaram que vão disponibilizar diligências para investigar todas as denúncias de tortura em suas dependências.
O requerimento da CNV foi entregue ao Ministério da Defesa em fevereiro. A comissão fez um levantamento das ocorrências de tortura, entre os anos de 1964 a 1985, e apontou o “uso sistemático” de sete instalações das Forças Armadas para a tortura e morte de opositores durante o regime militar.
As sindicâncias vão investigar especificamente as instalações no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco relacionadas no levantamento da CNV. Segundo a comissão, essas são as unidades onde mais ocorreram violações aos direitos humanos e abuso de poder.
Locais de tortura
A CNV sustenta que unidades como a Base Aérea do Galeão e a Base Naval da Ilha das Flores, no Rio, além de DOI (Destacamento de Operação e Informações) do Exército em São Paulo e no Recife, foram comprovadamente usadas para prática de tortura.
Em Minas Gerais, o local usado para torturar os opositores ao regime militar, segundo a Comissão Nacional da Verdade, era o quartel do 12º regimento de infantaria do Exército.
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1 de abr. de 2014
Forças Armadas vão investigar uso de instalações militares para tortura durante ditadura
Após 50 anos da instalação do regime militar no Brasil, o ministro da Defesa, Celso Amorim, informou, nesta terça-feira (1º), que as Forças Armadas acolheram o requerimento da CNV (Comissão Nacional da Verdade) para investigar a prática de tortura nas instalações militares durante o período da ditadura.
Amorim ligou para o coordenador da CNV, Pedro Dallari, avisando que as comissões de investigação já foram instaladas tanto no Exército, como na Marinha e na Aeronáutica.
Dallari avaliou que a resposta do Ministério da Defesa representa um avanço para o esclarecimento dos crimes que ocorreram durante a ditadura.
— É um gesto muito importante das Forças Armadas, que pode representar um grande avanço para a apuração das graves violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar.
Sindicâncias
De acordo com o Exército, a sindicância foi aberta na última terça-feira (25). Nesta semana, Marinha e Aeronáutica também confirmaram que vão disponibilizar diligências para investigar todas as denúncias de tortura em suas dependências.
O requerimento da CNV foi entregue ao Ministério da Defesa em fevereiro. A comissão fez um levantamento das ocorrências de tortura, entre os anos de 1964 a 1985, e apontou o “uso sistemático” de sete instalações das Forças Armadas para a tortura e morte de opositores durante o regime militar.
As sindicâncias vão investigar especificamente as instalações no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco relacionadas no levantamento da CNV. Segundo a comissão, essas são as unidades onde mais ocorreram violações aos direitos humanos e abuso de poder.
Locais de tortura
A CNV sustenta que unidades como a Base Aérea do Galeão e a Base Naval da Ilha das Flores, no Rio, além de DOI (Destacamento de Operação e Informações) do Exército em São Paulo e no Recife, foram comprovadamente usadas para prática de tortura.
Em Minas Gerais, o local usado para torturar os opositores ao regime militar, segundo a Comissão Nacional da Verdade, era o quartel do 12º regimento de infantaria do Exército.
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