3 de abr. de 2014

CR7, o novo recordista da Champions

No desfecho da rodada de abertura das quartas de final da Champions League, o Real Madrid dispara e o PSG da França obtém um resultado razoavelmente confortável. CR7, o novo recordista da Champions Desde a sua jornada de inauguração, em 24 de Junho passado, até 1º de Abril, quando viveu a abertura da sua fase implacável e fatal de quartas-de-final, a Champions League da Europa, temporada de 2013/2014, já testemunhou 298 partidas. Nesta quarta, dia 2, a rodada se completou através das suas duas pelejas remanescentes. Das oito equipes sobreviventes, seis já conquistaram a principal taça do futebol da Europa, afetuosamente apelidada de “Orelhuda”: da Alemanha, Bayern de Munique (cinco vezes) e Borussia Dortmund (uma ocasião); da Espanha, Real Madrid (recordista, nove) e Barcelona (quatro); da Inglaterra, Manchester United (três) e Chelsea (uma). Nesta data, o Real hospedou, no seu Santiago Bernabeu, 85.454 lugares, um titubeante Borussia – que, logo depois de se consolar com um belo vice em 2012/2013, atrás do compatriota Bayern de Munique, ficou sem o seu craque fundamental, o ponta-de-lança Mario Goetze, transferido exatamente ao rival. Embora num momento claudicante, apenas a terceira posição do nacional de seu país, 73 pontos, três atrás do Atlético de Madrid, dois abaixo do Barça, o Real soube desfrutar a barulheira da sua torcida e, aos 3’, Carvajal propiciou ao galês Bale tocar à saída do primoroso arqueiro Weidenfeller, 1 X 0. Paralelamente, no seu Parc des Princes, 48.712 lugares, o Paris St.-Germain da França mas do bilionário Nasser Al-Khelaïfi, mega-investidor do Qatar, também ignorou a fama do visitante Chelsea, outro clube riquésimo, e, aos 3’, numa hesitação da defesa dos “Blues”, fez 1 X 0, gol do argentino Lavezzi. Com o estilo franco que o italiano Carlo Ancelotti, seu treinador, implantou no time, o Real permitiu que o Borussia trocasse bolas e mais bolas no seu meio-de-campo. Não desperdiçou, todavia, a segunda chance que produziu. Aos 26’ o garoto Isco, armador de apenas 21 de idade, dominou a pelota na entrada da área tedesca e, mesmo cercado por três homens, bateu rasteiro, de canhota, 2 X 0. Enquanto o Real manifestava toda a sua autoridade no Bernabeu, na Cidade Luz o PSG anfitrião, paulatinamente, sucumbia à pressão do Chelsea. Aos 25’ o zagueiro Thiago Silva, num carrinho imprudente, derrubou Oscar, seu colega de seleção brasileira, dentro da área. Pênalti indiscutível, que o belga Eden Hazard, tranquilíssimo, praticamente de chapa, bateu. PSG e Chelsea, 1 X 1. Em ambas as pugnas as quatro agremiações começaram a etapa derradeira sem qualquer mudança nas suas escalações e nas suas posturas táticas. O Real ainda escancarado nas suas descidas pelos dois flancos. Determinado, até por causa do desequilíbrio no placar, o Borussia ia mal nos arremates. Consequência, receberia uma punição dilacerante aos 11’. O croata Luka Modric se infiltrou pelo miolo e, nas costas da zaga, enfiou ao infalível lusitano Cristiano Ronaldo: Real 3 X 0. Mesmo que o Borussia encurtasse a vantagem, seria bem árdua, daí, a sua missão. CR7 subiu ao patamar dos catorze tentos numa só edição da Champions League, e se tornou o recordista na antologia dos artilheiros, agora acima do argentino Lionel Messi e do hoje aposentado italiano Sandro Mazzolla. Certamente interessados na farta quantidade dos seus convocáveis no Parc des Princes (dentre os titulares do duelo, Thiago Silva, Maxwell e mais o eventual Alex no PSG; David Luiz, Ramires, Willian e Oscar no Chelsea), Luiz Felipe Scolari, o auxiliar Flávio "Murtosa" Teixeira e o coordenador Carlos Alberto Parreira, todos da Comissão Técnica do Brasil, optaram pelo jogo da Cidade Luz. Tinham acompanhado a tolice de Thiago Silva na infração estabanada sobre Oscar. Então, aos 61’ viram o lance constrangedor de David Luiz, parceiro de Thiago Silva na bequeira titular da seleção. Num cruzamento de Lavezzi, quase rente à linha de fundo, após uma falha patética de Peter Cech, de canela David cravou o autogol. PSG 2 X 1 no Chelsea. O PSG, no entanto, sofreria um rude baque aos 69’ – o sueco Zlatan Ibrahimovic, seu super-astro, acusou dores na face superior da coxa esquerda e solicitou socorro. Laurent Blanc, treinador do PSG, se obrigou a trocá-lo. Por Lucas, que foi da seleção mas que Felipão parece ter esquecido. Na expectativa de ficar num placar mais confortável, talvez a fantasiar um sucessozinho pífio, mas suficiente, de 1 X 0, em seus domínios, Mourinho sacou Oscar e enviou o veterano Lampard ao gramado. Um palpite infeliz. Nos acréscimos, o argentino Javier Pastore, substituto do exausto Lavezzi, invadiu pela direita, humilhou Lampard com um drible fenomenal e, sem ângulo, encontrou um vazio para enganar o tcheco Peter Cech. Resultado na Espanha: 3 X 0. Agora, em 8 de Abril, no seu Westaffalenstadion, 80.645 lugares, o Borussia apenas provocará a eliminação do Real Madrid se lhe pespegar um placar praticamente impossível de 4 X 0. Resultado na França: 3 X 1. Agora, na mesma data, no seu Stamford Bridge, Londres, 91.837 lugares, o Chelsea provocará a eliminação do PSG com um placar, teoricamente, bem mais acessível e mais viável, 2 X 0. Na terça houve duas igualdades em 1 a 1: Barcelona X Atlético de Madrid e Manchester United X Bayern. No retorno, 9 de Abril, o Atlético e o Bayern se classificarão às semis caso segurem o empate em 0 a 0. Na hipótese de se repetir o placar de 1 a 1, ocorrerá uma prorrogação e, se necessária, a cruel disputa de penais. No caso de empate de 2 a 2 etcetera, sobreviverá o visitante da volta. No caso de alguma vitória, quem triunfar seguirá na Champions. O sorteio dos emparceiramentos e dos mandos está marcado para 11 de Abril.

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