De volta ao comando do PT, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara aprovou nesta quarta-feira uma visita ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu no presídio da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena desde novembro pela condenação no julgamento do mensalão. A diligência serve à tentativa de negar a existência de regalias aos condenados no julgamento do mensalão e, dessa forma, evitar sanções aos mensaleiros.
A pedido dos filhos de Dirceu, o deputado Nilmário Miranda (PT-MG) apresentou requerimento “para verificar a real situação penal” do mensaleiro. O item sequer estava na pauta do dia e gerou protesto de um grupo de religiosos convidados para uma audiência pública – eles tiveram de aguardar a deliberação sobre o caso por mais de uma hora.
A visita dos parlamentares também será usada para evitar que os mensaleiros sejam transferidos para presídios federais e pressionar a Justiça a autorizar que o ex-ministro, condenado a sete anos e onze meses em regime semiaberto, trabalhe em um escritório de advocacia. Dirceu teve a análise do pedido de trabalho suspensa por causa da suspeita de que tenha usado um celular dentro da penitenciária. O ex-ministro teria recebido um telefonema do secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia, James Correia, no dia 6 de janeiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, cobrou investigações sobre essa e outras regalias de Dirceu. Conforme ‘Veja’ revelou, o mensaleiro tem direito até a podólogo na cadeia, além de receber visitas fora do horário previsto.
Em articulação similar, cinco senadores também trabalham para aprovar uma visita à Papuda, mas o requerimento ainda não foi avaliado pela Comissão de Direitos Humanos da Casa.
O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) reagiu à iniciativa da comissão, lembrando que os demais presos merecem a mesma atenção. “É a primeira vez em um ano e meio que se trata desse assunto [direitos dos presos] na Comissão de Direitos Humanos e será justamente para tratar do José Dirceu. A situação dele pode ser uma em milhares de casos”. Para Jordy, é inaceitável tratar José Dirceu como vítima do sistema “sendo que até outro dia era ele mesmo quem mandava nesse sistema”. Para minimizar as críticas, o colegiado decidiu que vai estender a análise aos demais detentos da Papuda – começando, é claro, pelo caso de Dirceu.
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24 de abr. de 2014
Comissão do PT’ visitará Dirceu para evitar cortes de mordomias aos mensaleiros
De volta ao comando do PT, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara aprovou nesta quarta-feira uma visita ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu no presídio da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena desde novembro pela condenação no julgamento do mensalão. A diligência serve à tentativa de negar a existência de regalias aos condenados no julgamento do mensalão e, dessa forma, evitar sanções aos mensaleiros.
A pedido dos filhos de Dirceu, o deputado Nilmário Miranda (PT-MG) apresentou requerimento “para verificar a real situação penal” do mensaleiro. O item sequer estava na pauta do dia e gerou protesto de um grupo de religiosos convidados para uma audiência pública – eles tiveram de aguardar a deliberação sobre o caso por mais de uma hora.
A visita dos parlamentares também será usada para evitar que os mensaleiros sejam transferidos para presídios federais e pressionar a Justiça a autorizar que o ex-ministro, condenado a sete anos e onze meses em regime semiaberto, trabalhe em um escritório de advocacia. Dirceu teve a análise do pedido de trabalho suspensa por causa da suspeita de que tenha usado um celular dentro da penitenciária. O ex-ministro teria recebido um telefonema do secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia, James Correia, no dia 6 de janeiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, cobrou investigações sobre essa e outras regalias de Dirceu. Conforme ‘Veja’ revelou, o mensaleiro tem direito até a podólogo na cadeia, além de receber visitas fora do horário previsto.
Em articulação similar, cinco senadores também trabalham para aprovar uma visita à Papuda, mas o requerimento ainda não foi avaliado pela Comissão de Direitos Humanos da Casa.
O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) reagiu à iniciativa da comissão, lembrando que os demais presos merecem a mesma atenção. “É a primeira vez em um ano e meio que se trata desse assunto [direitos dos presos] na Comissão de Direitos Humanos e será justamente para tratar do José Dirceu. A situação dele pode ser uma em milhares de casos”. Para Jordy, é inaceitável tratar José Dirceu como vítima do sistema “sendo que até outro dia era ele mesmo quem mandava nesse sistema”. Para minimizar as críticas, o colegiado decidiu que vai estender a análise aos demais detentos da Papuda – começando, é claro, pelo caso de Dirceu.
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