O informe da agência, diz ainda que a
lista de lugares onde as negociações estão mais avançadas inclui Vietnã,
Cingapura e Seicheles. Shoigu disse que o objetivo russo é fazer com
que suas Forças Armadas possam usar bases militares, portos e aeroportos
em lugares estratégicos no mundo, para missões de patrulha
internacional.
A diretora do Centro de Políticas de
Defesa e Segurança do centro americano de pesquisas RAND Corporation,
Olga Oliker, disse em entrevista a BBC que a ideia da Rússia é expandir
sua influência global.
“Me parece interessante que entre os
países mencionados estão nações na América Latina, Ásia e Oriente Médio.
Isso é realmente sobre um papel mais global da Rússia, que já sabemos
que ela quer ter, e não é surpreendente. Mas é uma confirmação”, diz
ela.
Para Moisés Naím, do departamento de
economia internacional da Carnegie Endowment for Peace, as declarações
do ministro russo têm relação com o momento vivido pela Ucrânia. Ele
acredita que Putin viu na pressão do povo ucraniano uma forma de
enfraquecimento do poder russo. Por isso ele estaria considerando agora
estabelecer bases militares em outros países.
“A Rússia e (o presidente Vladimir)
Putin estão agindo com a mentalidade da Guerra Fria, em que cada ação da
potência rival gera uma resposta parecida. No caso da Ucrânia, que
estava prestes a afirmar um acordo de associação com a Europa, Putin
interveio de maneira agressiva para impedir que o presidente [Victor]
Yanukovych firmasse esse convênio”.
Em 2008, durante visita oficial a
Moscou, o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou seu
apoio à presença militar russa em território venezuelano.
“A Rússia tem potencial suficiente para
garantir sua presença em diferentes partes do mundo. Se as Forças
Armadas russas quiseram estar na Venezuela, serão recebidas
calorosamente”, disse Chávez, na época.
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