Luiz Carlos estava no banco de trás do Palio, que foi esmagado pela estrutura. Pelo menos outros dois veículos foram atingidos pela passarela, derrubada por uma carreta que circulava com a caçamba levantada pela via expressa da Linha Amarela, na altura de Pilares, no Subúrbio. Ainda não há informações sobre o local e o horário do enterro da vítima.
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EnterrosAs vítimas da queda da passarela na Linha Amarela serão enterradas na tarde desta quarta-feira em cemitérios da Região Metropolitana do Rio. Ao todo, quatro pessoas ficaram feridas no acidente.
Os corpos de Adriano Oliveira, de 26 anos, e Alexandre Almeida, ainda sem idade divulgada, serão enterrados às 13h30 no Cemitério de Inhaúma, no Subúrbio. No mesmo local, será feito o sepultamento de Célia Maria, de 64 anos, às 13h. Familiares e amigos acompanharam o velório dela desde o início da manhã.
Já no Cemitério do Maruí, no Barreto, em Niterói, na Região Metropolitana, será enterrado o corpo de Renato Soares. A cerimônia está marcada também para as 13h.
Os quatro feridos no acidente continuavam internados em unidades hospitalares na manhã desta quarta-feira. O motorista da carreta que causou a queda da passarela, Luis Fernando da Costa, de 33 anos, foi transferido para uma unidade de saúde particular. A Secretaria Municipal de Saúde não informou, no entanto, para qual unidade o paciente foi levado nem o estado dele.
Outro ferido, um homem identificado como Jairo Zenaide, de 43 anos, estava lúcido e internado na enfermaria de Ortopedia do Hospital Federal de Bonsucesso nesta quarta. Segundo a assessoria da unidade, ele passava bem pela manhã.
Levada de helicóptero para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, a ferida Gláucia Andrade estava lúcida, bem orientada e tinha estado de saúde estável nesta manhã.
Liliane Rangel, atendida no Hospital Municipal Souza Aguiar, também estava estável. As informações foram confirmadas pelas secretarias Municipal e Estadual de Saúde.
Acidente
Às 9h13 de terça-feira, uma carreta derrubou uma passarela e fechou a via expressa da Linha Amarela em ambos os sentidos.
Segundo a concessionária Lamsa, que administra a Linha Amarela, o veículo (maior que 4,5 metros, limite de altura permitido naquele trecho) arrastou a passarela de metal e a derrubou sobre carros, que foram esmagados. Câmeras de segurança da via expressa mostraram que a caçamba da carreta estava aberta no momento da colisão.
De acordo com a Prefeitura do Rio, no horário em que aconteceu o acidente, não é permitido o tráfego de caminhões e carretas na via expressa.
Logotipo da prefeitura
O chefe-executivo do Centro de Operações Rio, Pedro Junqueira, confirmou que a carreta da empresa Arco da Aliança era credenciada pela prefeitura para fazer a retirada de entulhos particulares, mas não prestava serviço para o município.
O veículo tinha um adesivo com o logotipo da prefeitura. No entanto, de acordo com o secretário de Conservação, Marcos Belchior, a carreta não poderia estar usando o adesivo com o logo.
Procurada pelo G1, a empresa Arco da Aliança informou que não iria se pronunciar sobre o acidente.
Polícia investiga
A 44ª DP (Inhaúma) abriu uma investigação para apurar o caso. O delegado responsável pela unidade, Fábio Asty, esteve no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na terça-feira, para ouvir o depoimento do motorista da carreta.
Além disso, testemunhas foram chamadas para depor e câmeras do circuito de segurança da via foram solicitadas à concessionária. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) também fizeram perícia no local
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