Defesa alega que "vários clubes" têm interesse em contratar atleta
Marcelo Albert/TJMG
Segundo Simim, o pedido ainda está sendo avaliado pelo juiz da Vara de Execuções Criminais de Nova Lima. O defensor explica ainda que a intenção é mudar a situação do jogador, já que na Apac, Bruno deixa de ser detento para ser tratado como "reeducando". Dentre outros benefícios, a cada três dias de trabalho, o atleta terá direito a dois de remissão na pena. Já na penitenciária, o preso ganha redução de apenas um dia.
— Não podemos esquecer que o Bruno não é condenado em definitivo ainda, entramos com recurso.
Ainda de acordo com Simim, a mulher do goleiro, Ingrid Calheiros, possui imóvel na cidade e cogita mudar para o local para facilitar a transferência do ex-jogador do Flamengo. Quanto a possibilidade de Bruno voltar aos gramados jogando pelo Villa Nova, time do município, o advogado é cauteloso, mas destaca que é procurado por "vários clubes" interessados em Bruno.
—Isso ainda é muito precoce, isso é no futuro. Primeiro, ele vai ter que ter a autorização do juiz, que define a vida do reeducando.
A assessoria do Villa confirmou que os advogados do jogador procuraram a diretoria do clube em 2013 para discutir um possível contrato com Bruno. No entanto, as negociações não progrediram, já que o time renovou o contrato com o atual goleiro e contratou um reserva. Além disso, a presidência do clube considerou a presença de Bruno "negativa".
A reportagem do R7 entrou em contato com o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), que analisa a situação do pedido na comarca. O tribunal confimou ainda que a defesa já fez ainda um pedido de transferência para Montes Claros, no norte do Estado.
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