23 de nov. de 2013

A quem você tem dado o seu melhor?

“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do SENHOR é desprezível. Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos. Agora, pois, eu suplico, peça a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos. Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão. Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos. Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do SENHOR é impura, e o seu produto, isto é, a sua comida é desprezível. E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o SENHOR. Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o SENHOR dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios.” (Malaquias 1.6-14). Neste capítulo discorreremos sobre nossas intenções com relação ao serviço de Deus. Vamos refletir em Malaquias, este profeta que foi o ultimo da velha Aliança, viveu e profetizou numa época de grande negligência espiritual tanto por parte dos sacerdotes quanto por parte do povo de modo geral. Malaquias denunciou a apatia do povo judeu com relação a adoração pública e individual. Ele relatou o desgosto de Deus por seu povo não ter o mínimo de amor para com Ele apesar de terem sido alvo de tão grandes manifestações de cuidado. O livro de Malaquias traduz uma contenda entre Deus e o povo judeu. Deus afirma que seu povo está num tal estado de apatia que faz perguntas óbvias a Deus e nega estarem vivendo num estado de miserabilidade espiritual. 1. O povo estava duvidando e negando o amor de Deus e ainda colocavam a culpa em Deus, eles diziam: de que maneira Deus tem nos amado? Apesar de todos os cuidados, auxílios e maravilhas que Deus havia feito por ele, o povo não apenas duvidava do amor de Deus como também acusavam Deus de estar distante, de ter se tornado inoperante e apático para com os cultos. Eles estavam cansando a Deus com seus cultos mortos e diziam que Deus era o maior culpado por não demonstrar amor para com eles. Eles estavam indo ao templo sem a motivação correta que era a adoração a Deus, mas achavam que Deus era obrigado a receber seu cultos. Eles queriam que Deus se sentisse grato quando eles estavam sendo mais fiéis a seus interesses particulares do que a Deus. Os nossos dias não são muito diferentes dos dias de Malaquias. As pessoas, especialmente as que vivem em países onde há liberdade religiosa, desprezam a Deus, desvalorizam o culto e fazem pouco caso dos atos que agradam a Deus. Trabalhamos oito horas por dia para nós mesmos, para adquirirmos bens e serviços, mas achamos muito quando o culto passa um pouco das nove horas. Gastamos grandes somas de dinheiro com veículos, casas, roupas e bens, mas achamos um exagero devolver a Deus a décima parte da nossa renda. Passamos horas e mais horas em pé na fila do banco, do cinema, do clube, do restaurante, da sorveteria, mas achamos que é muito tempo os quarenta minutos que passamos em pé durante o louvor na igreja. Nos tornamos nossos próprios deuses e trabalhamos para promover nossa própria glória. 2. Eles estavam desprezando a Deus com seus sacrifícios doentes e ainda perguntavam a Deus: de que maneira temos desprezado o teu nome? Ao levar sacrifícios para serem entregues a Deus, as pessoas traziam animais doentes, defeituosos e fracos. Mas quando eles queriam agradar aos seus líderes e governadores, eles davam sempre o melhor. Então eles usavam o melhor da criação para si e para os outros, enquanto davam para Deus o pior. As sobras, os animais desprezíveis e inúteis para qualquer outra finalidade esses eram ofertados a Deus. Em outras palavras, davam qualquer coisa para Deus. Semelhantemente, em nossos dias falhamos em dar o melhor para Deus. Trabalhamos todos os dias, mas quando a programação de cultos da igreja onde congregamos excede três dias por semana, achamos muito. Nos enfadamos com a igreja, nos enfadamos com o louvor, com a oração, mas não nos cansamos de trabalhar para nós. Achamos grande recompensa em trabalhar para adquirir bens, mas não vemos proveito em investirmos tempo em abundância na nossa relação com Deus. 3. Deus estava tão triste com o modo como seu povo O tratava que desejou que o templo fosse fechado para que cultos não mais fossem prestados . O templo não estava servindo para promover o que se propusera. Não havia adoração sincera nem sacrifício de coração. Não havia honra e nem respeito para com Deus. A reverência inexistia e a fé foi adulterada. Não havia uma razão para o templo permanecer em uso. Em sua própria casa Deus estava sendo desrespeitado. Malaquias parece pintar um quadro realista da igreja contemporânea. Quanta desonra testemunhamos na casa de Deus. Presenciamos desonra desfarçada. Mas a desonra desfarçada não menos desonra do que a explicita e confessada. Honrar é dar a alguém todo valor que ele merece. Honrar a Deus é não lhe dar nada menos que o que Ele é digno de receber. Quem quer honrar a Deus não vai à igreja com uma “roupinha” sensual. Por vezes entramos nas igrejas e não sabemos para onde olhar. Pois em qualquer direção há “irmãs” com roupas insinuantes, saias minúsculas, decotes extravagantes, roupas coladíssimas, abdômen exposto, etc. Entendamos, por exemplo, que não dá para cultuar a Deus com decotes insinuantes. Pois o culto é uma atitude do adorador em querer honrar, respeitar e reverenciar a Deus. Logo o culto a Deus exige que todo o nosso ser se renda, renunciando os próprios interesses, abandonando os próprios prazeres para promover os interesses de Deus e satisfazê-Lo. A Bíblia diz “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.” (Sl 103:1). Tudo o que há no cristão deve ser uma expressão de culto. Culto não é uma reunião. Culto é um sacrificio onde nossas vidas são entregues para a glória de Deus. Já observou como nossa cultura é estranha? Temos o hábito de fazer surpresas para os aniversariantes. Mas geralmente o fazemos publicamente para que outros vejam. Em muitos momentos quem fica mais confortável são os convidados, ao invés do próprio aniversariante. Nossos cultos vão pelo mesmo caminho. Prestamos cultos que mais nos satisfazem do que ao próprio Deus. Cultos do nosso jeito. Com o que gostamos ou o que pode atrair pessoas. Motivamo-nos mais para “seduzir” pessoas do que para chamar a atenção do Senhor. Quantas vezes cantamos um louvor com júbilo na igreja, quando todos nos veem e ao cantarmos o mesmo louvor em casa sozinhos, não expressamos a mesma intensidade? Porque gastamos tanto tempo numa fila de banco e reclamamos quando o culto passa das nove horas? Porque passamos horas trabalhando para nós mesmos e nenhum tempo trabalhando para Deus? Precisamos expressar nosso amor a Deus com ações e procedimentos muito mais do que com palavras. Quem quer dar o melhor para Deus não dorme durante o culto. Quem quer dar o melhor para Deus não canta bem só quando está solando com o microfone. Quem quer dar o melhor para Deus não lê a Bíblia só quando vai pregar. Quem quer dar o melhor para Deus não dobra o joelho só para pedir. Quem quer dar o melhor para Deus não troca o culto por qualquer coisa. Quem quer dar o melhor para Deus não dá mais ouvidos aos homens do que a Deus. Quem quer dar o melhor para Deus não só pula e canta, mas também se santifica e celebra não apenas com o corpo, também com o coração. Quem quer dar o melhor para Deus não fica dentro da igreja só se estiver tocando ou cantando. Quem quer dar o melhor para Deus, enquanto espera grandes coisas de Deus, faz grandes coisas para Deus. Por fim, entendamos que quem quer dar o melhor para Deus, dá o melhor para Deus independente de qualquer coisa, lugar ou circunstância! Que nós possamos, todos, olhar firmemente para Jesus e não lhe dá nada menos que a glória devida ao seu santo nome.

Nenhum comentário: