(Ilustração)
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Na opinião de alguns habitantes de Montana, na região das Montanhas Rochosas dos EUA, só há uma coisa lógica a fazer com milhares de carcaças de animais que aparecem anualmente nas estradas e rodovias do Estado: comê-las. Informou matéria do The New York Times, traduzida pelo site da Folha, nesta terça-feira (1º).
De acordo com uma lei estadual que entra em vigor em novembro, quem topar com cervos, alces e antílopes mortos – ou atingi-los com seus veículos – poderá levar os animais para casa.
“Se há uma coisa boa lá, por que não usá-la?”, disse Steve Lavin, autor da lei. “Se o veículo de alguém passa por um dano, por que não deixar que se use esse animal como alimento?”.
Lavin, que é também capitão da Patrulha Rodoviária de Montana, era obrigado a informar a pessoas que tivessem atingido um cervo ou alce que era proibido levá-los embora. Ele contou que mandava os animais para um banco de alimentos. Agora, eles poderão ser recolhidos, mediante uma autorização gratuita.
Outros Estados dos EUA têm leis semelhantes. No Colorado, as pessoas podem levar os animais atropelados se autorizados pela Divisão de Parques e Vida Selvagem. “O objetivo é garantir que a carne não vá para o lixo, mas também garantir que as pessoas não cacem com seus veículos”, disse Randy Hampton, porta-voz da divisão.
Sonny Lawson, que mora na Carolina do Sul e caça em Montana, apoiou a lei. Ele caça nesse Estado e diz que considera uma vergonha desperdiçar os animais mortos que costuma ver nas estradas.
Todos os anos, voltando para casa, Lawson recolhe três ou quatro cervos dos acostamentos, e usa a carne para fazer bifes e hambúrgueres. “Fazemos isso o tempo todo. Não dá para saber a diferença”.
O culinarista Sandor Katz abordou o assunto em 2006, no livro “The Revolution Will Not Be Microwaved: Inside America’s Underground Food Movements” (A revolução não será preparada no micro-ondas: por dentro dos movimentos culinários subterrâneos dos EUA).
Mas fazer cozidos e bifes com animais mortos na estrada não é simples. A carne precisa ser fresca e não estar muito machucada, segundo Nick Bennett, dono da Montana Mobile Meats, empresa de processamento de carne de caça. “Não há razão para não consumi-la; ela é boa”, afirmou.
A comida atropelada já fez parte de um concurso culinário na Virgínia Ocidental, com animais encontrados em acostamentos.
O menu de 2012 incluía cozido de gambá, teriyaki de cervo e o vencedor: um prato (supostamente) de urso recheado, com molho de marmota. “Uma vez cozinharam uma cascavel em alguma espécie de caldo, e botaram a cascavel inteira lá”, disse David Cain, o organizador. “Aquilo foi duro para mim, mas superamos”.
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2 de out. de 2013
Lei dos EUA permite que animais atropelados sejam consumidos
(Ilustração)
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Na opinião de alguns habitantes de Montana, na região das Montanhas Rochosas dos EUA, só há uma coisa lógica a fazer com milhares de carcaças de animais que aparecem anualmente nas estradas e rodovias do Estado: comê-las. Informou matéria do The New York Times, traduzida pelo site da Folha, nesta terça-feira (1º).
De acordo com uma lei estadual que entra em vigor em novembro, quem topar com cervos, alces e antílopes mortos – ou atingi-los com seus veículos – poderá levar os animais para casa.
“Se há uma coisa boa lá, por que não usá-la?”, disse Steve Lavin, autor da lei. “Se o veículo de alguém passa por um dano, por que não deixar que se use esse animal como alimento?”.
Lavin, que é também capitão da Patrulha Rodoviária de Montana, era obrigado a informar a pessoas que tivessem atingido um cervo ou alce que era proibido levá-los embora. Ele contou que mandava os animais para um banco de alimentos. Agora, eles poderão ser recolhidos, mediante uma autorização gratuita.
Outros Estados dos EUA têm leis semelhantes. No Colorado, as pessoas podem levar os animais atropelados se autorizados pela Divisão de Parques e Vida Selvagem. “O objetivo é garantir que a carne não vá para o lixo, mas também garantir que as pessoas não cacem com seus veículos”, disse Randy Hampton, porta-voz da divisão.
Sonny Lawson, que mora na Carolina do Sul e caça em Montana, apoiou a lei. Ele caça nesse Estado e diz que considera uma vergonha desperdiçar os animais mortos que costuma ver nas estradas.
Todos os anos, voltando para casa, Lawson recolhe três ou quatro cervos dos acostamentos, e usa a carne para fazer bifes e hambúrgueres. “Fazemos isso o tempo todo. Não dá para saber a diferença”.
O culinarista Sandor Katz abordou o assunto em 2006, no livro “The Revolution Will Not Be Microwaved: Inside America’s Underground Food Movements” (A revolução não será preparada no micro-ondas: por dentro dos movimentos culinários subterrâneos dos EUA).
Mas fazer cozidos e bifes com animais mortos na estrada não é simples. A carne precisa ser fresca e não estar muito machucada, segundo Nick Bennett, dono da Montana Mobile Meats, empresa de processamento de carne de caça. “Não há razão para não consumi-la; ela é boa”, afirmou.
A comida atropelada já fez parte de um concurso culinário na Virgínia Ocidental, com animais encontrados em acostamentos.
O menu de 2012 incluía cozido de gambá, teriyaki de cervo e o vencedor: um prato (supostamente) de urso recheado, com molho de marmota. “Uma vez cozinharam uma cascavel em alguma espécie de caldo, e botaram a cascavel inteira lá”, disse David Cain, o organizador. “Aquilo foi duro para mim, mas superamos”.
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