Os líderes de partido e Marco Feliciano (PSC-SP) se reuniram hoje no gabinete do presidência da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e ouviram do pastor que a possibilidade de renúncia não existe, e que pode flexibilizar a entrada para as sessões da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).
Após a reunião, alguns participantes se mostraram indignados com a proposta oferecida pelo Pastor Marco Feliciano ao sugerir que renunciaria se os deputados José Genoino e João Paulo Cunha, ambos do PT de São Paulo e condenados pelo escândalo do Mensalão, renunciassem à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Segundo Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, o pedido é “inadequado para o momento”. Ele ainda classificou a proposta como “jogo baixo. Não podemos confundir uma coisa com a outra”.
O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), afirmou à Agência Câmara de Notícias que o pastor Marco Feliciano abrirá as sessões “se os manifestantes se comportarem de forma respeitosa”.
Moura disse ainda que o andamento dos trabalhos não poderia ser prejudicado, portanto a medida havia sido tomada: “A partir do momento que os manifestantes entendam que as reuniões da comissão podem ocorrer de forma respeitosa, tenho certeza de que Feliciano não usará do dispositivo que tem em mãos e abrirá as sessões [...] Para que ele abra a sessão, é necessário que os manifestantes deixem ele presidir e deixem as matérias que estejam em pauta serem discutidas e votadas”, declarou o deputado.
A medida que Feliciano adotou chegou a ser criticada pela Ordem dos Advogados do Brasil, que divulgou nota afirmando que o fechamento das sessões “remete a tempos obscuros e arbitrários de nossa história política, onde os direitos humanos somente podiam ser discutidos a portas fechadas”.
O deputado Ivan Valente (SP), líder da bancada do PSOL na Câmara, criticou a postura do pastor Marco Feliciano em não renunciar: “Isso é um desrespeito, pois ele é uma pessoa incompatível com o cargo. Ele somente insiste porque lucra econômica e politicamente com isso”, disse.
Feliciano saiu da reunião sem falar com a imprensa, mas segundo Ivan Valente, o pastor teria dito que “não poderia deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos” pelos motivos já alegados, e que estaria sendo perseguido.
O deputado Rubens Bueno, líder do PPS, revelou que Feliciano disse que renunciaria se o PT retirasse os deputados paulistas João Paulo Cunha e José Genoíno de seus cargos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tida como a mais importante da Câmara. Ambos os deputados foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão.
“Isso é um golpe baixo, até porque não há trânsito em julgado da decisão que condena esses deputados”, afirmou Rubens Bueno, que definiu como “inaceitável” a permanência de Feliciano na presidência da CDHM: “Os interesses dele são legítimos, mas eles não podem se sobrepor aos interesses da comissão”.
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13 de abr. de 2013
Pastor Marco Feliciano anuncia que só renuncia se mensaleiros do PT que estão em outra comissão renunciarem também; Reunião selou autorização para manifestantes voltarem às sessões
Os líderes de partido e Marco Feliciano (PSC-SP) se reuniram hoje no gabinete do presidência da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e ouviram do pastor que a possibilidade de renúncia não existe, e que pode flexibilizar a entrada para as sessões da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).
Após a reunião, alguns participantes se mostraram indignados com a proposta oferecida pelo Pastor Marco Feliciano ao sugerir que renunciaria se os deputados José Genoino e João Paulo Cunha, ambos do PT de São Paulo e condenados pelo escândalo do Mensalão, renunciassem à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Segundo Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, o pedido é “inadequado para o momento”. Ele ainda classificou a proposta como “jogo baixo. Não podemos confundir uma coisa com a outra”.
O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), afirmou à Agência Câmara de Notícias que o pastor Marco Feliciano abrirá as sessões “se os manifestantes se comportarem de forma respeitosa”.
Moura disse ainda que o andamento dos trabalhos não poderia ser prejudicado, portanto a medida havia sido tomada: “A partir do momento que os manifestantes entendam que as reuniões da comissão podem ocorrer de forma respeitosa, tenho certeza de que Feliciano não usará do dispositivo que tem em mãos e abrirá as sessões [...] Para que ele abra a sessão, é necessário que os manifestantes deixem ele presidir e deixem as matérias que estejam em pauta serem discutidas e votadas”, declarou o deputado.
A medida que Feliciano adotou chegou a ser criticada pela Ordem dos Advogados do Brasil, que divulgou nota afirmando que o fechamento das sessões “remete a tempos obscuros e arbitrários de nossa história política, onde os direitos humanos somente podiam ser discutidos a portas fechadas”.
O deputado Ivan Valente (SP), líder da bancada do PSOL na Câmara, criticou a postura do pastor Marco Feliciano em não renunciar: “Isso é um desrespeito, pois ele é uma pessoa incompatível com o cargo. Ele somente insiste porque lucra econômica e politicamente com isso”, disse.
Feliciano saiu da reunião sem falar com a imprensa, mas segundo Ivan Valente, o pastor teria dito que “não poderia deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos” pelos motivos já alegados, e que estaria sendo perseguido.
O deputado Rubens Bueno, líder do PPS, revelou que Feliciano disse que renunciaria se o PT retirasse os deputados paulistas João Paulo Cunha e José Genoíno de seus cargos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tida como a mais importante da Câmara. Ambos os deputados foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão.
“Isso é um golpe baixo, até porque não há trânsito em julgado da decisão que condena esses deputados”, afirmou Rubens Bueno, que definiu como “inaceitável” a permanência de Feliciano na presidência da CDHM: “Os interesses dele são legítimos, mas eles não podem se sobrepor aos interesses da comissão”.
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