8 de abr. de 2013

Governo banca estádios da Copa

Nosso dinheirinho deve ser usado para pagar os estádios da Copa-2014. O governo federal, que antes tinha o discurso de que as arenas ficariam por conta da iniciativa privada e a infraestrutura, sim, por conta do setor público, resolveu agir diante do atraso das obras e já está em contato com Estados e municípios que receberão jogos do Mundial para ajudá-los financeiramente a construir ou reformar seus estádios. Aquele papo de que o setor privado seria peça-chave, que empresas que colocariam dinheiro e financiariam as reformas para ter seus nomes associados aos estádios, está ficando para trás. Projeto no Planalto sinaliza que o governo federal poderia pagar até 25% dos gastos com os estádios, menos para os particulares, caso das arenas de Corinthians, Internacional e Atlético-PR. A justificativa é que a iniciativa privada até agora mostrou pouco interesse e os governos estaduais e municipais estão sem recursos para bancar as obras, cujo orçamento sobe a cada dia. Embora oficialmente o custo estimado para a reconstrução do Maracanã tenha sofrido pequena redução, ficando na casa dos 900 milhões de reais, para a União os gastos com o principal estádio do país devem superar 1 bilhão de reais e chegar a 1,1 bilhão de reais, conforme antecipado por este blog. Só para o Maraca, portanto, o governo federal daria uma ajuda superior a 250 milhões de reais. A Fonte Nova, que seria reconstruída com cerca de 600 milhões de reais, terá seu orçamento reajustado e ele deve chegar aos 800 milhões de reais, 200 milhões dos quais seriam bancados pelo governo Dilma. Para os estádios particulares, se não vai injetar dinheiro diretamente, o governo estuda fórmulas alternativas, como a encontrada pela Prefeitura de São Paulo. A Câmara Municipal de São Paulo deve aprovar projeto de lei dando isenção de mais de 400 milhões de reais em impostos para o Corinthians construir seu estádio. Como a presidente da República quer manter em sigilo os orçamentos e os gastos federais, estaduais e municipais não só para a Copa de 2014, mas também para os Jogos de 2016, não poderemos ficar sabendo quanto será gasto com os dois eventos. O orçamento já estourou tantas e tantas vezes, como já havia acontecido com o Pan de 2007, que o governo acha melhor mantê-lo “escondido”. Os chamados órgãos de controle, como tribunais de contas, poderão ter acesso aos gastos e ao orçamento, mas jamais poderão divulgá-los. Os ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor estão de acordo com a iniciativa do PT. E já trabalham no Senado para a rápida aprovação da isenção de cobrança de Imposto Sobre Serviços à Fifa tanto para as operações ligadas à Copa das Confederações, em 2013, quanto para a Copa do Mundo, em 2014. Piada de muito mau gosto. Ou melhor, antes fosse piada, antes fosse uma brincadeirinha. Não é. É coisa séria, é dinheiro público!!!

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