16 de set. de 2018

Os deveres dos maridos

A Bíblia estabelece direitos e deveres entre marido e mulher. (Foto: Getty)
A Bíblia estabelece direitos e deveres entre marido e mulher. (Foto: Getty)
Tanto o homem como a mulher receberam de Deus atribuições para a vida familiar – algumas iguais, algumas diferentes. Por exemplo, ao criar a mulher para ser uma ajudadora do seu marido (Gn 2.18), o Pai Celeste definiu o papel do homem como cabeça (ou governo) do lar; e é justamente por este aspecto que queremos começar abordando os deveres do marido.
Também encontramos nas Escrituras ordens claras sobre a responsabilidade do marido de amar (honrar) sua esposa (Ef 5.25) e, o que separamos como um papel ainda distinto, ser amante (físico) de sua mulher (1 Co 7.3-5). Entendemos ainda que, quando criou o homem e o estabeleceu no Éden, o Senhor deu-lhe duas distintas funções: lavrar e guardar o jardim (Gn 2.15). Logo, mesmo antes de criar a mulher e estabelecer a família (que já existiam em seu propósito eterno), o Criador definiu o papel do homem como provedor e protetor de sua futura família.
Portanto, os cinco principais deveres do marido – de procurar agradar e fazer feliz sua mulher, são:
1. Ser o cabeça do lar;
2. Amar sua esposa;
3. Ser amante (sexual) de sua esposa;
4. Ser provedor;
5. Ser protetor.
O MARIDO DEVE SER O CABEÇA DO LAR
Alguns homens, erroneamente interpretam sua função de cabeça do lar como uma posição em que os outros (principalmente sua própria esposa) devem reconhecê-lo. Mas quando falamos dos deveres dos maridos, queremos enfatizar o papel que ele, o homem da casa, deve cumprir.
É lógico que parte dos deveres da esposa é reconhecer e submeter-se a esta posição do marido, mas há alguns homens que querem que outros reconheçam neles um encargo que eles mesmo nunca assumiram! A negligência de muitos esposos “empurram” suas mulheres a assumirem deveres e funções que não pertencem a elas, e no fim muitos deles ainda reclamam de alguém ter “usurpado” sua posição! Portanto, repito, o propósito deste ensino é ajudar os maridos a entenderem o que eles precisam fazer quanto à responsabilidade de governo que lhes foi dada pelo Senhor.
“Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. (1 Coríntios 11.3)
A importância do assunto é destacada na expressão usada pelo apóstolo: “quero que saibais que”… Não podemos ignorar os princípios divinos para o funcionamento da família! E um deles é o homem como governo de seu lar:
“Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”. (Efésios 5.23)
É claro que assumir a função de cabeça do lar também exigirá que o marido venha a saber COMO fazer isto. Falaremos sobre esta questão depois de definir qual é o nível de autoridade que o Senhor determinou que o homem exercesse em sua própria casa.
Qual é a autoridade do marido sobre a sua esposa?
Há uma verdade bíblica que tem sido pouco compreendida por muitos casais cristãos. Trata-se da questão da autoridade do homem sobre sua própria casa, começando pela relação marido e mulher (este é o primeiro nível vivido antes – e depois – da chegada dos filhos). A Palavra de Deus nos mostra claramente que a mulher, enquanto na condição de filha, estava sob a autoridade de seu pai. Esta autoridade dava ao pai o direito de validar (ou não) o voto que sua filha fazia ao Senhor:
“Falou Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o Senhor ordenou: Quando um homem fizer voto ao Senhor ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará. Quando, porém, uma mulher fizer voto ao Senhor ou se obrigar a alguma abstinência, estando em casa de seu pai, na sua mocidade, e seu pai, sabendo do voto e da abstinência a que ela se obrigou, calar-se para com ela, todos os seus votos serão válidos; terá de observar toda a abstinência a que se obrigou. Mas, se o pai, no dia em que tal souber, o desaprovar, não será válido nenhum dos votos dela, nem lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou; o Senhor lhe perdoará, porque o pai dela a isso se opôs”. (Números 30.1-5)
Agora perceba, na continuação da instrução divina sobre a questão dos votos, no texto bíblico, que o homem, ao casar-se, assume diante de Deus exatamente a mesma autoridade que o pai tinha sobre sua filha quando esta ainda vivia, como solteira, em sua casa. Ao casar-se, o marido passava então a ter a mesma autoridade de validar (ou não) os votos de sua esposa:
“Porém, se ela se casar, ainda sob seus votos ou dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma se obrigou, e seu marido, ouvindo-o, calar-se para com ela no dia em que o ouvir, serão válidos os votos dela, e lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou. Mas, se seu marido o desaprovar no dia em que o ouvir e anular o voto que estava sobre ela, como também o dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma se obrigou, o Senhor lho perdoará. No tocante ao voto da viúva ou da divorciada, tudo com que se obrigar lhe será válido. Porém, se fez voto na casa de seu marido ou com juramento se obrigou a alguma abstinência e seu marido o soube, e se calou para com ela, e lho não desaprovou, todos os votos dela serão válidos; e lhe será preciso observar toda a abstinência a que a si mesma se obrigou. Porém, se seu marido lhos anulou no dia em que o soube, tudo quanto saiu dos lábios dela, quer dos seus votos, quer da abstinência a que a si mesma se obrigou, não será válido; seu marido lhos anulou, e o Senhor perdoará a ela. Todo voto e todo juramento com que ela se obrigou, para afligir a sua alma, seu marido pode confirmar ou anular. Porém, se seu marido, dia após dia, se calar para com ela, então, confirma todos os votos dela e tudo aquilo a que ela se obrigou, porquanto se calou para com ela no dia em que o soube. Porém, se lhos anular depois de os ter ouvido, responderá pela obrigação dela.”. (Números 30.6-15)
Num dia destes, depois de realizar uma cerimônia de casamento, minha filha Lissa, com apenas nove anos na ocasião, perguntou-me porque que, em nossa cultura, é o pai que entra com a noiva para entregá-la ao noivo. Respondi a ela que o casamento é o momento em que os filhos deixam pai e mãe para unirem-se através da aliança matrimonial e formarem sua própria família. Também aproveitei para ensinar a ela que, no momento em que o pai está entregando sua filha ao noivo, a autoridade que o pai tinha sobre sua filha está sendo transferida ao marido. Estas verdades não precisam ser ensinadas somente aos maridos (e depois do casamento); deveríamos ensinar isto aos nossos filhos desde a infância, preparando-os para o relacionamento mais importante que um dia virão a ter.
Quando as mulheres ouvem falar de submissão ao marido só depois de serem adultas, provavelmente vão reagir de forma contrária ao conceito que parece ser de domínio ou controle, quando na verdade retrata proteção. A Lissa sabe que ter um pai que é seu protetor, provedor, líder e que não abusa da autoridade que tem é uma grande bênção! E desde sua infância ela está sendo preparada para que um dia esta autoridade (abençoadora e não-abusiva) do pai seja transferida ao seu marido na ocasião do casamento.
Autoridade x Autoritarismo
A Bíblia faz uma clara distinção entre a autoridade e o autoritarismo, que podemos definir como sendo o uso errado (ou abuso) da autoridade. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, autoritário é alguém “que se firma numa autoridade forte, ditatorial; dominador, impositivo”.
Assim como Deus é o cabeça de Cristo e Cristo o cabeça do homem (1 Co 11.3), com o exercício de uma autoridade abençoadora e não dominadora ou ditatorial, assim também deve ser o exercício da autoridade do marido no lar. O Senhor Jesus ensinou-nos que os valores do Reino de Deus são diferentes dos valores deste sistema mundano e dos da nossa inclinação carnal. Ele claramente advertiu-nos a não buscar dominar aos outros e nem tampouco usarmos de autoridade para sermos servidos; pelo contrário, Ele nos ensinou a exercer uma liderança servidora:
“Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. (Marcos 10.42-45)
Portanto, o principal papel do homem como cabeça do lar é servir sua mulher (e depois – e também – aos seus filhos). Claro que isto envolve dar direção e tomar decisões, só não envolve abuso, tirania e falta de respeito. Quando Pedro escreveu aos presbíteros, que eram os líderes responsáveis pelo governo das igrejas locais (1 Tm 5.17), mostrou como deveriam exercer a autoridade que Deus lhes confiou:
“Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho”. (1 Pedro 5.3)
Governar não é dominar, é conduzir por meio de respeito (não de mera imposição). Alguns maridos não entendem a posição dada por Deus à mulher de ajudadora (falaremos mais sobre isso adiante) e agem como se elas não devessem dar opinião alguma sobre nada. A verdade é que o homem deve aprender a ouvir sua esposa e que, o próprio Deus, certa ocasião teve que orientar a Abraão, o pai da fé, a fazer isso:
“ Disse, porém, Deus a Abraão: Não te pareça isso mal por causa do moço e por causa da tua serva; atende a Sara em tudo o que ela te disser; porque por Isaque será chamada a tua descendência”. (Gênesis 21.12)
Se ser o cabeça do lar envolvesse tomar decisões sozinho, sem consultar a esposa, Deus jamais teria trazido esta orientação! Falaremos mais sobre isto ao falar dos deveres das esposas, que envolve ser uma ajudadora.
O governo espiritual do lar
Ser o cabeça do lar envolve conduzir não apenas as questões naturais da vida familiar, mas também (e principalmente) o governo espiritual do lar. Ao falar sobre as qualificações necessárias para quem deseja o episcopado, o apóstolo Paulo fala sobre a importância de, antes de desejar governar a casa de Deus, governar bem a própria casa:
“E que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”. (1 Timóteo 3.3,4)
Ao dar as mesmas orientações a Tito, o apóstolo deixa claro que os filhos não devem apenas ser bem educados por seus pais, mas devem ser crentes! Esta característica revela uma família que é governada espiritualmente:
“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados”. (Tito 1.5,6)
O chefe de família deve conduzir sua casa no temor do Senhor. Isto não é missão apenas de um candidato ao ministério, mas de todo cristão! Porque o ministro deve servir de exemplo, dele é requerido o modelo que os demais cristãos devem seguir (1 Tm 4.11). Preparei um capítulo, dentro desta seção, intitulado “A Vida Espiritual da Família”, onde detalho esta questão do governo espiritual do lar. Portanto, aqui faremos apenas menção deste aspecto do dever do marido de governar, também no quesito espiritual, a sua família.
O “espírito de Jezabel”
Há um espírito (leia-se “atitude” ou “comportamento” – embora eu creia que há, de fato, um espírito maligno que instiga esta forma de agir) que tem trazido muita destruição nos matrimônios – e também nas igrejas – que quero chamar de “espírito de Jezabel”.
A razão de assim denominá-lo é porque vejo que, na carta à igreja de Tiatira, o próprio Senhor Jesus também o fez. Na carta à igreja de Pérgamo ele menciona o conselho de Balaão (Ap 2.14) e o quanto isto foi nocivo a Israel. Ao referir-se a esta mulher como Jezabel, penso que Ele não falava de seu nome literal, mas de como a sua atitude reproduzia o comportamento de uma das mais abomináveis personagens na narrativa bíblica.
“Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos”. (Apocalipse 2.20)
Jezabel, na Bíblia, é um “modelo” que não deve ser seguido – tanto na questão do governo do lar como na vida espiritual:
“Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava”. (1 Reis 21.25)
O rei Acabe, do ponto de vista espiritual, foi um dos piores reis que Israel teve. Mas ninguém conseguiu ser pior do que ele em algo: “se vender para fazer o que era mau perante o Senhor”. Entendo, com esta expressão “se vender” que Acabe tinha valores que sabia que estava rompendo. Ele não estava apenas na ignorância e cegueira espiritual. Acabe se vendeu diante da pressão de Jezabel e de suas propostas. Ela, além de dominante, era manipuladora. Basta ver o ocorrido no assassinato de Nabote:
“Então Acabe veio para sua casa, desgostoso e indignado, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara; pois este lhe dissera: Não te darei a herança de meus pais. Tendo-se deitado na sua cama, virou a rosto, e não quis comer. Mas, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse: Por que está o teu espírito tão desgostoso que não queres comer? Ele lhe respondeu: Porque falei a Nabote, o jizreelita, e lhe disse: Dá-me a tua vinha por dinheiro; ou, se te apraz, te darei outra vinha em seu lugar. Ele, porém, disse: Não te darei a minha vinha. Ao que Jezabel, sua mulher, lhe disse: Governas tu agora no reino de Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jizreelita.” (1 Reis 21.4-7)
Na verdade, há momentos em que Acabe parecia um menino mimado e Jezabel age como se fosse sua mãe. A pergunta que ela faz “Governas tu agora no reino de Israel?” significa mais ou menos o seguinte: “quem é que manda aqui? Nabote ou você?”. Mas a atitude dela de resolver a situação expressa a seguinte mensagem: “se você não é homem para resolver isto, deixa que eu faço isto por você”… E 1 Reis 21.8-14 narra como Jezabel ordena que um falso testemunho seja levantado contra Nabote para que ele seja apedrejado e, depois de morto, sua vinha fosse confiscada. Jezabel é o exemplo de uma mulher dominante, manipuladora e instigadora que controlou a vida de seu marido, levando-o para longe de Deus e de Sua Palavra.
Não se deixar manipular
Apesar de inicialmente falar de uma mulher específica, Jezabel, a abordagem bíblica sempre foi clara no sentido de que o homem tome cuidado e não se deixe manipular por mulher alguma. A mulher não precisa gritar ou tentar convencer o homem a fazer algo à força. Não creio que Eva precisou de nada disto para convencer Adão a comer do fruto proibido. As mulheres tem seu charme, suas habilidades de persuasão e influência e, várias vezes vemos exemplos disto na narrativa bíblica:
“Para que não faças aliança com os moradores da terra; não suceda que, em se prostituindo eles com os deuses e lhes sacrificando, alguém te convide, e comas dos seus sacrifícios e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses, façam que também os teus filhos se prostituam com seus deuses”. (Êxodo 34.15,16)
O Senhor Deus trouxe estas advertências porque sabia muito bem que isto iria acontecer. Como ocorreu várias vezes na história de Israel; o exemplo clássico se deu sob o o que é chamado de “o conselho de Balaão” (Nm 31.16):
“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas”. (Números 25.1,2)
Podemos olhar para a vida de Sansão e perceber que, embora homem algum pudesse “dobrá-lo” à força, as mulheres faziam isto com uma simples frase de chantagem emocional: “Ah, você não me ama! Se me amasse não faria assim”… Veja o exemplo do ocorrido, primeiro com a mulher filistéia com a qual ele se casou e, depois, com Dalila:
“Ao sétimo dia, disseram à mulher de Sansão: Persuade a teu marido que nos declare o enigma, para que não queimemos a ti e a casa de teu pai. Convidastes-nos para vos apossardes do que é nosso, não é assim? A mulher de Sansão chorou diante dele e disse: Tão-somente me aborreces e não me amas; pois deste aos meus patrícios um enigma a decifrar e ainda não mo declaraste a mim. E ele lhe disse: Nem a meu pai nem a minha mãe o declarei e to declararia a ti? Ela chorava diante dele os sete dias em que celebravam as bodas; ao sétimo dia, lhe declarou, porquanto o importunava; então, ela declarou o enigma aos seus patrícios”. (Juízes 14.15-17)
“Então, ela lhe disse: Como dizes que me amas, se não está comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim e ainda não me declaraste em que consiste a tua grande força. Importunando-o ela todos os dias com as suas palavras e molestando-o, apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar. Descobriu-lhe todo o coração e lhe disse: Nunca subiu navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus, desde o ventre de minha mãe; se vier a ser rapado, ir-se-á de mim a minha força, e me enfraquecerei e serei como qualquer outro homem”. (Juízes 16.15-17)
A frase “se você me amasse não agiria assim” teve mais força sobre Sansão do que toda força física que o Senhor pudesse ter manifestado em sua vida. O homem tem o dever primário de assumir o governo do lar sem se deixar ser manipulado. É lógico que, parte da função de ajudadora da mulher é auxiliar o marido a tomar decisões com bons conselhos. Mas toda tentativa de controle e manipulação deve ser firmemente resistida!
O HOMEM DEVE AMAR A SUA ESPOSA
O primeiro conceito que quero abordar aqui é que amar é mais do que sentir algo. É decidir doar-se! Se o amor (em especial o conjugal) fosse algo meramente espontâneo – como é o conceito de paixão que muitos possuem – não haveria a necessidade de recebermos uma ordem divina acerca de amar a esposa. Se Deus ordenou (e então somos obrigados a obedecer) amar é porque podemos fazer isto por escolha, por decisão. Gosto de uma declaração de John Stott que exprime bem isto: “O amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade.”
Eis o mandamento divino:
“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”. (Efésios 5.25)
Observe que o padrão estabelecido por Deus é de que o marido não apenas ame a sua esposa, mas faça isto dentro do mais alto padrão de entrega: “como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Portanto, para entender como o homem deve amar a sua esposa, é necessário refletir sobre o modo como Cristo amou a Igreja.
Em primeiro lugar, e destacando a ideia de que o amor é mais do que um sentimento involuntário, é importante lembrar em que condição Jesus amou a Sua Igreja. Nós não O amávamos; as Escrituras declaram que hoje “nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). Nosso amor é uma retribuição ao amor d’Ele, e não o contrário. Na verdade, a Palavra de Deus ressalta que fomos amados por Ele quando ainda éramos seus inimigos (Rm 5.8-10)! Portanto, o marido não deve apenas amar a sua esposa se ela estiver demonstrando grande afeto ou paixão por ele ou somente se ela estiver sendo uma “boa esposa”. Ele decide amar e a “conquista” com seu amor!
A Bíblia diz que a fé opera pelo amor (Gl 5.6). O amor nos faz enxergar o que a pessoa ainda não é – o que ela se tornará como fruto de todo investimento de amor feito. Foi exatamente isto que Jesus fez por nós e este é o padrão que devemos repetir. Por conta deste inquestionável princípio bíblico, concordo com o que Charles Stanley disse: “Quando um homem ama sua esposa corretamente ela se torna mais do que ele sonhou e muito além do que ele merece.”
Em segundo lugar, o texto bíblico diz que Jesus “a si mesmo se entregou por ela”. O amor, portanto, é uma entrega sacrificial, uma doação de si mesmo! Este é o conceito bíblico do amor. Jean Anouilh afirmou: “O amor é, acima de tudo, a doação de si mesmo”. Porém, as Sagradas Escrituras já ensinavam esta verdade muito tempo antes…
O bem de quem amamos deve ser promovido ainda que em detrimento de nós mesmos. Isto é amor sacrificial. É dar atenção mesmo quando cansado. É abrir mão de algo importante em favor do cônjuge. É agradar ao outro, não a si mesmo.
O conceito de alguns maridos é que amar a esposa é dar-lhe presentes. Os presentes podem expressar o amor e carinho, mas amar é muito mais do que isto! Creio que foi diante deste princípio que J. Blanchard declarou: “É mais fácil dar qualquer coisa que tenhamos do que dar-nos a nós mesmos.”
O amor também tem a ver com a atitude de respeitar, de tratar bem:
“Maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente”. (Colossenses 3.19 – TB)
Outra versão diz o seguinte: “Marido, ame a sua esposa e não seja grosseiro com ela” (Cl 3.19 – NTLH). O apóstolo Pedro ensinou sobre a atitude de consideração e honra que o marido deve ter para com a sua esposa:
“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações”. (1 Pedro 3.7)
Quando leio a afirmação de Pedro acerca da mulher como parte mais frágil, recordo-me de uma advertência clara que minha esposa Kelly me deu quando estávamos para nos casar. Ela olhou bem nos meus olhos e disse: “Pense num vaso de porcelana chinesa. Imagine um vasinho bem frágil que você nem pode apertar muito”. Quando respondi que havia visualizado o tal vaso em minha mente, ela me disse: “Este vasinho delicado sou eu. É o que você está levando para casa ao casar-se comigo!”
É desnecessário dizer que, muitas vezes ao longo destes anos de casado, faltou-me esta consideração do vaso mais frágil. Às vezes numa discussão, outras na forma errada de falar e ainda outras pela minha insensibilidade às emoções de minha esposa. Não digo que nunca errei e nem que você não vai errar em relação a isto. Mas a questão é como lidamos com isto quando erramos. Precisamos nos arrepender diante de Deus quando não amamos a esposa assim como Cristo amou a Igreja. Também precisamos nos arrepender com nossas esposas reconhecendo que falhamos e pedindo perdão a elas. E então orarmos e nos policiarmos para não viver sempre tropeçando na mesma área, pois é preciso crescer e se deixar ser transformado pela ação do Espírito Santo.
Amar a esposa é importar-se com ela (e com o que é importante para ela). Elie Wiesel afirmou que “o oposto do amor não é o ódio, e sim a indiferença”. Fico abismado com a atitude de muitos maridos com quem já conversei e aconselhei; muitos deles acham que estão amando suas esposas pelo simples fato de não as odiarem ou não se incomodarem de viver junto com elas. É um absurdo, mas infelizmente é verdade!
Precisamos crescer nesta área. E meditar na definição bíblica do amor que devemos manifestar uns pelos outros:
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13.4-7 – NVI)
O HOMEM DEVE SER AMANTE DE SUA ESPOSA
Quero fazer uma distinção entre o dever do homem de amar sua mulher (o que envolve o carinho, apreço, dedicação, cuidado e valorização) e de ser amante de sua mulher (o que conota a expressão física do amor, da intimidade e vida sexual do casal). Aliás, o versículo bíblico que usamos como base deste ensino sobre os deveres tem uma aplicação dirigida à vida sexual do casal:
“O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher”. (1 Coríntios 7.3,4)
Uma verdade a ser destacada é que o prazer da esposa no ato sexual depende da decisão, sensibilidade e dedicação do marido. Diz o ditado antigo que, em matéria de prontidão sexual, o homem é como um fogão à gás (com acendedor automático e estoque ilimitado de gás) e a mulher é como um fogão à lenha. O casal australiano Alan e Bárbara Pease (autores do livro “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” – Editora Sextante) afirmam o hipotálamo (região neurológica ligada ao apetite sexual) do homem chega, em alguns casos, a ser dez vezes mais desenvolvido que o da mulher.
Esta diferença de facilidade ou prontidão em se desfrutar a plenitude do momento de intimidade física do casal, que é o orgasmo, é um problema antigo, que começou lá no jardim do Éden:
“E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.” (Gênesis 3.16)
Depois do pecado, da queda do homem, algumas consequências vieram em juízos liberados por Deus. Entre eles, o Senhor afirma que agora a mulher teria seu sofrimento aumentado na gravidez e na hora de dar à luz seus filhos; mas o Criador também afirmou: “seu desejo será para teu marido, e ele te governará”. De que tipo de desejo você acha que Deus está falando aqui? De acordo com a Concordância de Strong, a palavra hebraica traduzida neste versículo como “desejo”, é “t ̂eshuwqah”, que significa: “desejo, anseio, avidez (de homem por mulher; de mulher por homem; de animal selvagem para devorar)”. Não estamos falando de nenhum outro tipo de desejo, senão do sexual. Mas Deus declarou à mulher: “seu desejo será para teu marido, e ele te governará”.
De que governo está sendo falado aqui? Lembre-se que esta é uma palavra de maldição, de juízo, onde as coisas ficaram piores do que deveriam; e não podemos ignorar o fato de que o Senhor já havia criado o homem primeiro para governar e ser o cabeça do lar. Logo, esta expressão “ele te governará” (gosto da versão que diz “dominará”) não se refere ao governo do lar, mas significa que o desejo da mulher dependeria do homem para ser ou não satisfeito.
Penso que foi neste momento que esta diferença de apetite (e prontidão) sexual ficou estabelecida. Deus estava dizendo à mulher que, na questão do seu desejo sexual, a decisão dela desfrutar isto ou não dependeria da escolha, da decisão do seu marido. Ao longo da existência humana, muitos maridos (senão à maioria) negaram – às vezes até por ignorância – o prazer às suas esposas.
Os maridos devem saber trabalhar esta questão. Muitas vezes não semeiam nada durante todo o dia e depois querem a colheita antes de irem dormir. Aprendi quando ainda recém-casado que o casamento é algo parecido com um banco; para “sacar” você primeiro tem que “depositar”. Paparicar sua esposa com elogios, atenção, palavras carinhosas, gentilezas (que é a forma das mulheres de receberem amor) poderá ajudá-lo muito a conquistar a inspiração de sua esposa para um excelente momento de sexo (que é a forma do homem de receber amor). Lembre-se que antes do clímax, vem o clima!
O HOMEM DEVE SER O PROVEDOR DE SUA ESPOSA
Outro dever importante dos maridos está relacionado ao quesito provisão. O homem deve ser o provedor das necessidades da mulher (e de toda a sua casa):
“Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo”. (Efésios 5.28-30)
Ao falar de alimentar e cuidar da esposa, o apóstolo Paulo não está falando que o homem tenha que cozinhar ou dar a comida na boca de sua esposa. Fala do seu papel de trazer ao lar a provisão como uma expressão de seu cuidado por ela.
A mulher, quando ainda solteira, tinha na pessoa de seu pai, o provedor. No entanto, quando um casal contrai a aliança nupcial, estão (os dois) deixando pai e mãe para unir-se e tornarem-se uma só carne (Gn 2.24). Salvo raríssimas exceções, em situações realmente imprevistas e temporárias, nenhum casal deveria depender financeiramente dos pais. É necessário que haja autonomia!
O cordão umbilical deve ser cortado na questão material e financeira (além da questão do governo do lar). Portanto, mesmo antes de casar-se, o homem já deve ser responsável e ter condições de oferecer suprimento ao lar. Veja o que o livro dos conselhos da sabedoria – Provérbios – diz acerca disto (em duas diferentes versões):
“Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo e, depois, edifica a tua casa”. (Provérbios 24.27)
“Não construa a sua casa, nem forme o seu lar até que as suas plantações estejam prontas e você esteja certo de que pode ganhar a vida”. (Provérbios 24.27 – NTLH)
A omissão (deliberada) do cuidado natural de provisão para com a família é um pecado muito grave:
“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”. (1 Timóteo 5.8)
Quando Paulo fala de cuidado, o contexto é justamente o cuidado material. Qualquer pessoa tem obrigação de cuidado para com seus familiares, mas a posição do homem como provedor o coloca numa condição de maior responsabilidade. Isto não quer dizer que ele tenha a obrigação de atender todos os caprichos da esposa ou dos filhos, nem que tenha que ser rico, mas suprir o essencial.
Há muitas situações em que a mulher também trabalha fora e coopera com a sustento. Não creio que isto seja errado desde que o cuidado e criação dos filhos não seja comprometido (o que, infelizmente, não tem acontecido com muitos casais que trabalham fora). Também não vejo problema no fato da esposa, que também trabalha fora, ganhar mais que o marido pois, se por um lado ele tem a responsabilidade de suprir a casa, por outro lado nada o impede de ser ajudado. Errado é trocar papéis – coisa que está acontecendo cada vez mais ultimamente – e o homem ficar em casa enquanto a mulher traz o sustento. Embora eu acredite que se é correto a mulher ajudar o marido a trazer o sustento do lar, também é correto que o marido a ajude com os filhos e as tarefas da casa. Porém, um acordo de cooperação mútua não deve levar o casal a trocar suas responsabilidades e deveres.
O HOMEM DEVE SER O PROTETOR DE SUA ESPOSA
Mencionei antes que, quando Deus criou o homem e o estabeleceu no Éden, deu-lhe duas funções: lavrar e guardar o jardim.
“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar e guardar.” (Gênesis 2.15)
Portanto, concluímos que, mesmo antes de criar a mulher e instituir a família, o Criador definiu o papel do homem como provedor do lar (quem lavra o jardim para dele extrair o sustento) e protetor de sua família (quem guarda de qualquer ameaça o jardim).
Agora vamos pensar em que tipo de proteção o Senhor tinha em mente quando deu esta ordem a Adão. Quem mais havia no jardim? Ninguém! Nem mesmo Eva ainda havia sido criada e o homem está literalmente sozinho no Éden. É evidente, portanto, que Adão deveria proteger sua esposa do ataque maligno de Satanás (chamado pelas Escrituras de a “antiga serpente” – Ap 12.9).
Quando se fala de proteção, muitos machões pensam só no aspecto físico desta responsabilidade e já se imaginam dando uma surra em quem “mexer” com sua mulher. Mas o dever do marido de proteger sua esposa (e filhos) começa pela responsabilidade de exercer devidamente seu papel de governo espiritual e estender cobertura de oração pela sua casa. Também envolve o papel de ensinar sua casa a andar na Palavra de Deus e, assim, protegê-los da influência do mundo e do pecado (Dt 6.7 e 1 Co 14.35). Além da proteção espiritual, penso que o homem ainda deva proteger sua esposa no âmbito emocional, sem excluir a proteção física. Agrada-me a idéia de ser o guarda-costas de minha esposa e estar disposto até mesmo a “levar bala por ela”.
Se temos que amar a esposa como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25), cuidar da esposa como Cristo cuida da Igreja (Ef 5.29), então a lógica me leva a concluir que não há como ignorar o fato de que, se Jesus protege a Sua Igreja (Mt 16.18), devemos proteger nossas esposas!

Eu sou o meu maior problema

Eu sou a maior fonte dos meus problemas. (Foto: Getty)
Eu sou a maior fonte dos meus problemas. (Foto: Getty)
"Desventurado homem que sou!..." (Rm 7.24).
Não é uma questão de retórica não; de fato, eu sou o meu maior problema. Sou uma pessoa mais complicada do que aquelas que estão ao meu redor podem perceber. Sou a fonte dos meus maiores dissabores e poucas vezes de minhas mais saborosas alegrias. Elencarei aqui algumas razões porque eu sou o meu maior problema.
Em primeiro lugar, porque embora salvo da condenação do pecado, ainda cometo terríveis transgressões. Inobstante ter sido regenerado, ainda tenho um coração inclinado ao mal. Meu coração cogita o que não é santo, meus olhos veem o que não é puro e minhas mãos fazem o que não é reto. Minha língua, às vezes, murmura em vez de adorar a Deus. Meus lábios se abrem para falar mal daqueles que foram criados à imagem e semelhança de Deus, em vez de abençoá-los com palavras de sabedoria. Meus pés, são inclinados a se desviarem em vez de andarem em retas veredas. Oh, desventurado homem que sou!
Em segundo lugar, porque tenho a tendência de enxergar um cisco nos olhos do meu irmão e não ver uma tábua encravada nos meus próprios olhos. Sou complacente com os meus erros e implacável com as falhas do meu próximo. Vejo as mínimas deficiências nos outros e não consigo diagnosticar pecados gritantes em mim mesmo. Sou exigente com os outros e muito tolerante comigo. Sou inflexível quando se trata de cobrar dos outros, mas extremamente complacente comigo mesmo. Condeno nos outros o que não tenho coragem confrontar no meu próprio coração. Muitas vezes, afivelo no rosto uma grossa máscara de piedade, quando o que desfila garbosamente na feira das vaidades é uma deslavada hipocrisia. Oh, desventurado homem que sou!
Em terceiro lugar, porque faço promessas a Deus e ao próximo acerca daquilo que não tenho a disposição de cumprir. Como sou pródigo em minhas promessas a Deus! Digo a ele que o amo, mas entristeço-o com meus pecados. Prometo a ele sincera amizade, mas não faço o que ele manda. Estadeio a ele minha inegociável fidelidade, mas troco-o, com frequência, por um prato raso de prazeres efêmeros. Faço estudos profundos sobre oração, mas meus joelhos não se dobram em deleitosa adoração. Ergo minha voz e digo para todos que sou um embaixador, mas me calo covardemente tantas vezes, deixando de anunciar as boas novas do evangelho aos que perecem em seus pecados. Reconheço que sou apenas mordomo e não o dono do que está em minhas mãos, mas nem sequer entrego a ele, com fidelidade, os dízimos e as ofertas. Oh, desventurado homem que sou!
Em quarto lugar, porque minha vida nem sempre é avalista de minhas palavras. Minhas palavras são mais bonitas do que minhas obras. Sou como a figueira cheia de folhas, mas desprovida de frutos. Toco trombeta quando dou um esmola, mas faço-o para que as pessoas vejam quão generoso eu sou. Gosto de ser reconhecido pelos homens e deles receber aplausos mais do que agradar a Deus, que tudo vê em secreto. Escoa dos meus lábios torrentes de palavras bonitas, para impressionar as pessoas que só veem minha aparência, mas escondo no coração cogitações perversas que fariam afastar de mim os meus mais achegados amigos. Oh, desventurado homem que sou!
Em quinto lugar, porque sou um ser contraditório que acabo fazendo o que detesto e deixando de fazer o que aprovo. Meu coração é enganoso e desesperadamente corrupto. É um laboratório que produz, em larga escala, o que traz desonra para Deus e ofensa para o próximo. Sou um ser a tal ponto paradoxal, que o bem que eu quero fazer, não faço e o mal, que não quero, esse pratico. Meus lábios na mesma medida que adoram a Deus com cânticos espirituais no templo, ferem os irmãos como palavras grosseiras no pátio da igreja. Alteio minha voz para dizer que sou um pacificador, mas muitas vezes, acabo semeando contendas entre os irmãos, o pecado que Deus mais abomina. Oh, desventurado homem que sou! Minha esperança não está em quem sou nem no que faço, mas na graça daquele que tudo fez por mim, morrendo na cruz em meu lugar, para me dar a vida eterna!

Escola Profética tem início neste sábado, no Rio Grande do Sul

A Escola Profética foi fundada em 2012 pelo pastor Joel Engel, no Rio Grande do Sul. (Foto: Ministério Engel)
A Escola Profética foi fundada em 2012 pelo pastor Joel Engel, no Rio Grande do Sul. (Foto: Ministério Engel)
A 7ª edição da "Escola Profética - Unção de Elias" teve início neste sábado (15), na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Com o tema “Faça-me Teu Pai”, o encontro reúne milhares de pessoas de diversos estados do Brasil.
Depois do momento de louvor conduzido pela banda Ministério Os Flores e pelo Ministério de Dança de Uruguaiana, foi apresentada a família do pastores Joel e Mara Engel, fundadores da Escola Profética.
Em seguida, o neto mais velho do pastor Joel, Isaac Engel, de 9 anos, fez uma breve meditação sobre a história do “Filho Pródigo”, descrita no Evangelho de Lucas, com base no tema escolhido para 2018.
Durante a ministração da Palavra, o pastor Joel Engel fez um paralelo entre a parábola do Filho Pródigo, retratada por Jesus Cristo, e a vida dos profetas Elias e Eliseu, descrita no Antigo Testamento.
Escola Profética
A Escola Profética foi fundada em 2012 pelo pastor Joel Engel, em meio a uma seca que afetou o Sul do Brasil. O pastor liderou um movimento de oração 24/7 para que houvesse chuva e avivamento na região.
Os ensinos surgidos durante o despertamento espiritual que se iniciou no Rio Grande do Sul logo se espalharam para outras cidades brasileiras e países da América do Sul, África, Índia e Europa.

Mais de 80% dos seriados mostram crianças sendo expostas ao diálogo sexual

Entre as comédias familiares que apresentam diálogo sexual está Os Simpsons. (Foto: Divulgação/Fox)
Entre as comédias familiares que apresentam diálogo sexual está Os Simpsons. (Foto: Divulgação/Fox)
Mais de 80% dos seriados de comédia têm cenas em que personagens adultos têm diálogos de conotação sexual na frente de crianças, segundo um relatório da Parents Television Council divulgado na segunda-feira (11).
A análise mostra o uso generalizado de linguagem sexual em seriados voltados para a família, que são exibidos no Brasil através de serviços de streaming e canais de TV por assinatura.
Entre as séries do relatório estão: The Simpsons, Modern Family, Jane the Virgin, American Housewife, Family Guy, This is Us, The Mick, A.P. Bio, Last Man Standing, Dr. Ken, The Middle, The Real O'Neals, Black-ish, The Goldbergs, Man With a Plan, Kevin Can Wait, Mom, Young Sheldon, Bob's Burgers, L.A. to Vegas, Roseanne, Fresh Off the Boat, Speechless, Champions e Son of Zorn.
“Todas as ‘comédias familiares’ transmitidas pela CBS, NBC e Fox continham casos de diálogos sexuais de adultos na presença de crianças e 80% das ‘comédias familiares’ da ABC”, afirma o relatório.
Segundo o levantamento, o seriado com o maior número de cenas com linguagem sexual na frente de personagens infantis é A.P. Bio, exibida pela NBC. Em seguida estão The Mick e American Housewife, da ABC, Life in Pieces, da CBS, e Family Guy, da Fox (transmitida no Brasil como “Uma Família da Pesada”).
Um episódio de A.P. Bio que foi ao ar nos EUA em 1º de fevereiro, um professor do ensino médio contou aos seus alunos como sua namorada recusou fazer sexo. Em The Mick, uma cena mostrou uma criança de 8 anos jogando “video poker” com uma mulher usando sutiã e sugerindo tirar mais peças enquanto o jogo avançava.
A Parents Television Council acredita que há uma necessidade urgente de reformar o sistema de classificação na TV. “Quando você olha para alguns desses exemplos, você coça a cabeça e pergunta: ‘Como esse conteúdo pode ser classificado para crianças assistirem?’”, questiona Tim Winter, presidente da organização.
“Eles sabem que se o conteúdo for classificado para maiores de idade, a maioria dos anunciantes não irão patrocinar as emissoras, pois não querem que suas marcas estejam vinculadas com esse conteúdo”, observa Winter, em entrevista ao site The Christian Post.
“As emissoras acabam pegando o conteúdo explícito e classificando de maneira imprecisa, como se fosse apropriado para crianças, para que os anunciantes permaneçam e os pais sejam levados a permitir que seus filhos assistam a essas coisas”, o ativista acrescenta.

Cristão perseguido levou mais de 2 mil pessoas para Jesus, em seu primeiro ano de conversão

A história de Irmão Yun impactou milhões de vidas por meio de sua autobiografia traduzida para mais de 33 países. (Foto: Reprodução)
A história de Irmão Yun impactou milhões de vidas por meio de sua autobiografia traduzida para mais de 33 países. (Foto: Reprodução)
testemunho de fé de Liu Zhenying, mais conhecido por “Irmão Yun”, já impactou milhares de vidas pelo mundo com sua autobiografia traduzida para mais de 33 países. Ele já foi torturado de formas inimagináveis e mesmo assim nunca desistiu de seguir a Jesus Cristo.
Em uma das vezes em que ele foi preso, chegou a perder a consciência de tantos choques elétricos que levou dos guardas. Seu corpo caiu no chão convulsionando. Dentro da Prisão Nanyang, localizada na província chinesa de Henan, Liu iniciava o 75º dia de jejum de comida e água.
A Secretaria de Segurança Pública (PSB) e a polícia secreta da China esperavam que a esposa e a mãe de Liu o convencessem a renunciar a suas crenças e ainda revelar as identidades de seus amigos cristãos. Quando ele recuperou a consciência, sua cabeça estava no colo da mãe. Ela estava soluçando. Sua jovem esposa olhou para ele com horror. Ele se transformou em uma pilha de pele e ossos, coberta de sangue e sujeira.
Suas orelhas estavam murchas como passas, e partes de seu couro cabeludo estava exposto porque os guardas da prisão haviam arrancado seus cabelos. Apenas uma marca de nascença convenceu a mãe de Liu de que o homem que ela estava segurando era seu filho. Logo eles estavam todos chorando. Liu quebrou o jejum compartilhando a comunhão com sua família. Então ele gritou: "Eu vou ver todos vocês no céu".
Este episódio aconteceu em 7 de abril de 1984. Liu acreditava que ele logo morreria naquela prisão, mas Deus tinha outros planos. Ele foi libertado quatro anos depois, mas foi preso e torturado mais duas vezes antes de escapar da China em 1997.
O Homem do Céu
Hoje, Liu Zhenying, 49 anos, é conhecido pelos cristãos de todo o mundo como o irmão Yun (pronuncia-se "Yoon"), um nome que os crentes chineses lhe deram para proteger sua identidade. Milhares foram inspirados por ele ter sobrevivido a tantas torturas, detalhadas em sua autobiografia, “O Homem do Céu”, lançada também no Brasil.
Com co-autoria de Paul Hattaway, o livro foi traduzido para 33 idiomas e já vendeu mais de 800 mil cópias. Em 2003, ganhou o prêmio “Book of the Year” (livro do ano) do Christian Booksellers, do Reino Unido.
Mais do que ser um testemunho da jornada espiritual de um homem, a obra mostra um vislumbre dentro do movimento de igrejas domésticas subterrâneas chinesas, uma comunidade cristã que está pronta para alcançar o mundo com o Evangelho.
Aos 17 anos, Liu foi preso pela primeira vez como um criminoso procurado na China por ter levado 2 mil pessoas a Cristo em sua província natal, Henan, durante seu primeiro ano como cristão. O jovem evangelista continuou a pregar, apesar da constante ameaça de prisão. Mesmo depois do reinado brutal de Mao, as autoridades chinesas continuaram perseguindo os cristãos.
Tortura extrema
Em 1983, após uma reunião secreta em uma igreja em uma vila, oficiais do PSB prenderam Yun. Enquanto ele estava sendo chutado e arrastado pela neve, o evangelista fingiu insanidade para advertir outros crentes a correrem, gritando: "Eu sou um homem celestial! Eu moro na Aldeia do Evangelho! O nome do meu pai é Benção Abundante! O nome da minha mãe é Fé, Esperança e amor!"
Recusando-se a negar Cristo, os funcionários da prisão recorreram a espancamentos e choques elétricos. "Eles queriam que eu revelasse nomes de colegas de trabalho e locais de reunião", disse Yun ao site Charisma News. "Com agulhas grossas, eles colocaram ácidos sob minhas unhas e eu desmaiei da dor. Acordei e não lhes disse nada".
Yun prega um evangelho que enfatiza o sofrimento e a ruína. Ele vê a aflição como um meio de comungar com Deus. "Eu realmente não sofri por Jesus enquanto estava na prisão, eu estava com Jesus", diz ele em seu livro. "Aqueles que realmente sofrem são aqueles que nunca experimentam a presença de Deus".
O testemunho completo de Irmão Yun pode ser conferido no vídeo abaixo:

Médicos se unem em vídeo contra o aborto no Brasil: “É retrocesso, é ilusão”


Médicos brasileiros “comprometidos com a vida em qualquer estágio” se colocaram contra a prática do aborto. O grupo Médicos pela Vida expressou a causa por meio de um vídeo publicado na fanpage oficial de mesmo nome.
No vídeo, eles tomam como texto base o Juramento de Hipócrates, que teria sido escrito no século V a.C. e que é dito no dia da formatura.
No juramento, os estudantes fazem a promessas para a vida de trabalho. Diz o trecho: “Em toda casa aí entrarei, para o bem dos doentes, sobre aquilo que vir e ouvir respeitante a vida dos doentes”.
Os médicos recitam: “De exercício da minha profissão ou fora dela eu conservarei inteiramente secreto. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento. Nunca para causar dano ou mal alguém. A ninguém darei droga mortífera, nem aconselharei. Do mesmo modo, não darei a nenhuma mulher substância abortiva”.
No vídeo, que está circulando pelas redes sociais e páginas de grupos pró-vida, os profissionais da saúde se colocam de forma corajosa com conhecimento científico e humano visando honrar o tal juramento que um dia fizeram. O grupo pretende alertar sobre os riscos do aborto.
“Somos um movimento civil, apartidário, composto por médicos e profissionais de saúde, comprometidos com a promoção e a defesa da vida humana, em todos os seus estágios. Acreditamos na medicina como uma vocação a serviço da pessoa humana e do bem comum”, descreve o grupo na fanpage.

7 de set. de 2018

Cristão e Política: políticas sociais em uma nação transformada

Foto: unsplash.com
Foto: unsplash.com
¹Toda nação é constituída por uma comunidade de indivíduos, denominada sociedade. Cada sociedade, porém, apresenta uma configuração particular, resultante de seu conjunto de crenças, valores e preferências e das contínuas interferências governamentais ao longo do tempo, por meio de políticas sociais. As políticas sociais compreendem, assim, as diversas e sistemáticas ações de um governo voltadas à promoção do bem-estar do indivíduo e da comunidade. Como tal, elas abrangem, dentre outros, a saúde e a educação das pessoas e a cultura de uma nação.
Biblicamente, o Estado deve assumir um papel secundário e se posicionar enquanto um facilitador, não um promotor, de políticas sociais. A responsabilidade pela saúde é individual (Lv 19; Rm 14.12; 1 Co 12) e familiar (1 Tm 5.8,10), primeiramente, e da igreja, complementarmente. Somos templo do Espírito Santo e devemos glorificar a Deus por meio do nosso corpo (2 Co 6.19-20). Como imagem e semelhança de Deus, nosso corpo deve refletir o próprio Deus. Cabe à família ensinar os cuidados com o próprio corpo e cuidar da saúde dos seus, especialmente das crianças, adolescentes e idosos. Nesse sentido, o próprio Deus ensinou, por meio de leis, as primeiras e mais essenciais noções de higiene pessoal e coletiva e as formas de evitar doenças contagiosas (Dt 13.15-16; Nm 19.11,16; Lv 15.2,7-8,16,19,25).
Na ocorrência de doença física e mental, porém, a medicina e a igreja devem exercer seu papel social. Quando causadas por pecados pessoais (Dt 17.2-3,7; Sl 38.1-8, 41.3; Hb 12.6) e pela ação do maligno (Mt 8.16; Mc 5.1-20), as doenças devem ser espiritualmente tratadas pela Igreja de Cristo. No entanto, quando os problemas de saúde decorrerem de maus hábitos individuais, os médicos deverão ser procurados e os respectivos cuidados, baseados na ciência médica. Sob a ótica bíblica, os médicos consistem em sacerdotes de Deus para cuidar da saúde dos indivíduos. Eles devem compreendê-la em sua integralidade, isto é, em relação à alma, ao corpo e ao espírito (Cl 4.14). Quando a medicina é praticada por pessoas sem tal entendimento, os profissionais a tornam uma área secularizada, dependente de soluções unicamente humanas e limitada por desconsiderar e ignorar o lado espiritual do homem.
E a educação?
Assim como a saúde, a educação consiste em uma responsabilidade primária da família (Gn 18.19; Pv 22.6; Sl 78.5; Dn 1.4; Dt 6.4-7), secundária da igreja (Mt 28.19-20) e complementar do mercado e do Estado. A palavra educação tem sua raiz na palavra “educare”, que significa derramar e extrair. Como tal, a educação lida principalmente com o homem interior, com a formação de seu caráter. Ela corrige temperamentos, forma comportamentos e hábitos, e prepara os indivíduos para empreender seu potencial criativo e produtivo na vida adulta. Nesse processo, o lar deve constituir a principal fonte de conhecimento, de valores, princípios e comportamentos. A escola, por sua vez, deve ensinar conteúdo disciplinar e, sendo confessional, com base e de modo a promover tais valores.
Ao lado da família, a igreja, enquanto instituição, também tem parte na educação. Jesus atribuiu a ela a responsabilidade de “fazer discípulos”, isto é, de “ensinar acadêmicos sob disciplina”, bem como de “ensinar” a prática da verdade (Mt 28.19-20). Foi dada à igreja a responsabilidade de ensinar tanto a salvação em Cristo quanto os fundamentos e princípios bíblicos para todas as áreas da vida.
Falando de cultura
A cultura compete igualmente aos indivíduos e à igreja. A produção artística de uma nação modifica e determina o conjunto de valores, princípios e comportamentos sobre o qual a sociedade é construída e se sustenta. Enquanto nosso criador (Gn 1.27), Deus nos deu criatividade para multiplicar a beleza de Sua criação e revelá-Lo por meio das artes: da pintura, escultura, música, dança, teatro e literatura. Tudo criado, seja por expressões manuais, seja com palavras, expressões corporais e movimentos, deve servir a esse propósito para ser belo, agradável, positivamente impactante e enriquecedor. Cabe a nós cristãos levar os valores e fundamentos do Reino de Deus pelas artes e, assim, disseminar a cultura do Reino em nossa nação. Se não o fazemos, os ímpios o fazem, e a cultura é moldada segundo o Império das Trevas, o qual se caracteriza por dor e morte.
Se, portanto, queremos uma nação socialmente transformada, devemos reassumir nossa responsabilidade individual e enquanto família e Igreja de Cristo na promoção de políticas sociais. A saúde, a educação e a cultura competem, primeiramente e em grande medida, a nós, não ao Estado. O Estado deve exercer um papel secundário, de facilitador e regulador de ações promovidas pelos indivíduos, famílias, igrejas e mercado. Biblicamente, ele deve garantir a liberdade, a segurança e a propriedade privada dos indivíduos e promover justiça social, econômica e política. Todo o restante, compete, primeiramente, às pessoas, famílias, igreja e ao mercado.
:: Viviane Petinelli²
Notas:
1 Este é o décimo sexto artigo de uma série de reflexões cujo objetivo é preparar os cristãos para escolher de forma consciente e acertada seus representantes políticos nos períodos eleitorais e para atuar enquanto agentes de transformação do Brasil a partir de suas respectivas profissões.

Dependência ou morte

Foto: pixabay.com
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Neste “7 de setembro”, quando celebramos a Independência do Brasil, nós, brasileiros, temos muitos motivos para refletir. A sociedade brasileira anda descrente com a nação. A corrupção, a falta de caráter das autoridades no cenário político, as promessas que não são cumpridas são algumas das causas da falta de credibilidade da população.
Diante da crise, a solução para muitos brasileiros foi, simplesmente, a saída do país. Para outros, a decisão foi de cruzar os braços e parar de lutar pelos direitos; e ainda tem gente que só consegue falar mau do Brasil e exaltar outras nações.
Ainda que o Brasil de hoje não possibilite enxergar um bom futuro, é possível acreditar que tem jeito para ele. O crescimento virá quando o povo brasileiro se unir, se humilhar, se arrepender de seus maus caminhos e reconhecer Deus como único Senhor. A solução está em reconhecer que o Brasil só alcançará sua independência, verdadeiramente, quando entregar-se a Deus e depender Dele, caso contrário, haverá falência.
Que, neste feriado, você cristão clame a Deus por isso. A Palavra diz em Tiago 5.16: “A oração de um justo é poderosa e eficaz”. Por isso, se em todas as partes do Brasil houver um clamor por essa causa, o Senhor ouvirá e trará transformação para nossa terra.
Se você está em Belo Horizonte (MG), aproveite a oportunidade de ir à Lagoinha para esse clamor. Ainda que você só tenha meia hora, participe! Procure a Lagoinha mais próxima em qualquer horário, entre 00h e 23h59, e ali você se unirá com seu irmão para orarem juntos. Assim, fará sua parte pela causa do Evangelho e por um Brasil dependente de Deus.
  • Clame para que o povo brasileiro se converta ao Evangelho genuíno e viva na dependência de Deus;
  • Ore pelo governo e pelos projetos de leis;
  • Ore pelos necessitados;
  • Clame para que se abram portas de emprego;
  • Ore para que cesse a criminalidade no país;
  • Ore pelas crianças, para que elas sejam instrumentos nas mãos de Deus para o crescimento da igreja cristã;
  • Ore pelas igrejas e missionários;
  • Ore pelos direitos à saúde, educação e justiça.
:: Renata Giori

Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos


Devocional“Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor”(Filipenses 4.5).
Não só em Filipenses, mas a passagem de Hebreus 10.37 também confirma que, em breve, o Senhor virá. Você já parou para pensar que seus planos estão condicionados à determinação de Deus? Somos tendenciosos a priorizar nossas vontades e deixar para depois as necessidades dos outros. Porém amanhã pode ser muito tarde para estender a mão.
As pessoas precisam ser prioridade na vida do cristão. Nada é mais importante do que fazer a diferença na vida do próximo. Amar é, principalmente, cuidar do outro. Claro que cuidar dá trabalho, exige tempo, paciência e outras questões. Mas essa é a vontade de Deus, porque é isso que levaremos dessa terra quando Ele voltar. O bem mais precioso que temos é nossa capacidade de amar, por isso aproveite o hoje para oferecer um gesto de amor.
:: Renata Giori

Temos uma epidemia em ascensão”, diz evangelista sobre casos de suicídio

O índice de suicídios cresceu 12% entre 2011 e 2015 no Brasil. (Foto: Reprodução)
O índice de suicídios cresceu 12% entre 2011 e 2015 no Brasil. (Foto: Reprodução)
No Setembro Amarelo, mês da campanha de prevenção ao suicídio, o evangelista Jay Lowder usa sua própria história de tentativa de suicídio na esperança de ajudar a impedir que outros acabem com sua própria vida.
“Embora eu seja grato pela ênfase na prevenção do suicídio em setembro, este é um assunto que precisa ser tratado todos os dias”, disse Lowder, que tem falado sobre o tema em escolas, igrejas e eventos comunitários.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o índice de suicídios cresceu 12% entre 2011 e 2015 no Brasil, sendo considerada a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 e 29 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente 800 mil pessoas cometem suicídio anualmente.
“Temos uma epidemia em ascensão. A auto-violência não tem preconceitos e afeta pessoas de todas as raças, etnias, status econômicos e gêneros. Ninguém está imune e, até que levemos a sério a criação de um ambiente aberto de discussão, vamos continuar vendo as pessoas serem vítimas”, analisa.
Hoje o evangelista se tornou referência para a compreensão de um problema que fez parte de sua história. Aos 21 anos, Lowder era alcoólatra e não sabia lidar com as dificuldades da vida. Sentindo-se desamparado, ele posicionou uma pistola em sua cabeça para puxar o gatilho, mas felizmente foi impedido por seu colega de quarto.
Depois de superar este acontecimento, Lowder passou a ajudar pessoas com problemas emocionais a encontrarem esperança através da fé. Hoje, o evangelista oferece recursos práticos através de seu ministério para pais, igrejas e líderes combaterem as crescentes taxas de suicídio.
“Reconhecer os sinais de alerta de uma pessoa que está em perigo potencial é o primeiro passo para ajudá-la, antes que seja tarde demais”, explica Lowder. “Se encorajarmos uma discussão aberta sobre esse assunto delicado e prestarmos atenção aos indicadores que frequentemente prenunciam o suicídio, talvez possamos reduzir as estatísticas e salvar vidas”.

6 de set. de 2018

Proteja seus filhos do controle psicológico

Crianças podem ser alvos pressão psicológica. (Foto: Getty)
Crianças podem ser alvos pressão psicológica. (Foto: Getty)
Pavlov foi um psiquiatra, que conseguiu condicionar o reflexo de animais como cachorros, coelhos e macacos. Usou como fatores estimulantes goluseimas, sons e luzes que mostravam aprovação, reprovação, estimulavam a fome, a visavam a presença e/ou ausência de comida. Com estes sinais ele induzia a fome, a alegria, a obediencia e fazia com que os animai se sentissem saciados.
Isto poderia funcionar em pessoas? A criação de uma sociedade condicionada pelo medo, pela repressão e por promessas mirabolantes tem a possibilidade de acontecer, se o condicionamento começar desde a sua infância. Políticos e setores religiosos ligados ao Anticristo, precisam de tempo para formar uma sociedade condicionada, mas já começaram a fazer seu dever de casa.
Segundo Pavlov podemos transformar crianças indefesas, no que quisermos. Bandidos, benfeitores, alienados, violentos, macriados, homoafetivos, heterossexuais, soberbos, humildes, etc.
Enchem a mente infantil e vulnerável, ainda em formação, com informações tendenciosas. Sementes que plantadas agora serão colhidas no futuro. Uma espécie de auto sugestão feitas com estímulos externos ao indivíduo. Algo que vem de fora para dentro.
O ser humano deveria ser livre para escolher suas tendências, sem esta abordagem forçada, que governos totalitárias tentam implantar em seus cidadãos.
Esta técnica de condicionamento pode fazer alguém acreditar que é uma mulher, mesmo que o seu gênero esteja claramente estampado em seu próprio corpo (vagina ou pênis). Deus não criou apenas tendências internas (hormônios, DNA, barba etc.), mas colocou na nossa moldagem exterior evidências incontestáveis do nosso gênero.
Não há como separar o corpo da alma. A filosofia GTB passa por cima disso e impõe a sua cultura a crianças, que mal sabem o significado da palavra gênero. Este tipo de formação é imposta forçada pela insistente condicionamento que as crianças são forçadas a ver, pegar, ler, ouvir, etc. Isto é uma tentativa de mudar seu rumo exercendo infuência de fora para dentro, quando deveria ser ao contrário.
A moldagem é realizada com técnicas de condicionamento ao qual a criança é submetida enquanto vulnerável. Se aproveitam por não tem como se defender ou escolher.
A própria Bíblia diz que a criança precisa ser ensinada no caminho em que deve andar, e o método pavloviano pode ser transformador ou destruidor, dependendo apenas das inclinações do educador.
Um formador cristão é defensor da moralidade e da ética. Ele não pode permitir que seus filhos sejam pré programados por agentes formadores alheios ao ambiente familiar. A família ainda é o agente formador mais confiável.

"Deus agiu e desviou a faca", diz filho de Jair Bolsonaro após ataque


ATUALIZADO: QUINTA-FEIRA, 6 SETEMBRO DE 2018 AS 5:02

Jair Bolsonaro, candidato à Presidência do Brasil pelo PSL, foi atingido por uma facada enquanto fazia campanha política em Juiz de Fora (MG). No momento do ataque, um grande tumulto foi formado e o candidato foi retirado do local pelos seguranças.
Bolsonaro estava usando um colete à prova de balas e por isso sofreu apenas um ferimento superficial, segundo uma fonte ligada ao candidato. O suspeito do ataque foi detido.
No momento do ataque, o presidenciável estava sendo carregado pelos seus apoiadores. No vídeo que circula pela internet é possível ver a expressão de dor que ele faz. Logo após foi retirado do tumulto em um carro da Polícia Federal e levado para a Santa Casa de Misericórdia.
O filho do candidato, Flávio Bolsonaro, em entrevista para a Globo News, disse que Deus interveio em favor de seu pai. "Deus agiu naquele momento. Tinha uma pessoa perto e percebeu que alguém ia tentar dar uma facada na altura do coração, quase. Mas não entrou como ele gostaria. Deus desviou a faca".
Ele ainda usou as redes sociais para pedir orações. “Jair Bolsonaro sofreu um atentado agora em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. Graças a Deus, foi apenas superficial e ele pesa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós”, publicou.
O homem que esfaqueou o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG) foi preso em flagrante, informou a Polícia Federal em nota. A PF não divulgou a identidade do agressor mas, segundo a Polícia Civil mineira, trata-se de Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos.
"O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato", diz o comunicado.

1 de set. de 2018

Jesus Está Orando por Você

Já teve alguém ficar em pé por você? A resposta é sim. Jesus está em pé neste exato momento, oferecendo intercessão a seu favor!
Jesus diz para você o que ele disse a Pedro. Sabendo que o apóstolo estava prestes a ser provado severamente por Satanás, Jesus o assegurou, “Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça.” (Lucas 22:32 NVI).
Jesus promete orar e ficar em pé por você. Quando nós esquecemos de orar, ele lembra de orar. Quando nós estamos cheios de dúvidas, ele está cheio de fé. Quando nós não merecemos ser ouvidos, ele sempre merece ser ouvido. Nós preferíamos ter cada dúvida respondida, mas Jesus decidiu, ao invés disso nos assegurar: “Eu orarei para você passar pela tempestade.” Será que as orações de Jesus são respondidas? Claro que são! E porque as promessas de Deus são inquebráveis, a nossa esperança é inabalável!

A fé e a família são os instrumentos mais eficazes no combate a dependência químic

 O dependente químico é muitas vezes uma pessoa sem esperança, desacreditada em si mesma e também no mundo. (Foto: Brasil Escola)
O dependente químico é muitas vezes uma pessoa sem esperança, desacreditada em si mesma e também no mundo. (Foto: Brasil Escola)
Após anos de atendimento aos usuários de drogas, através da escuta e intervenção psicoterapêutica, o profissional de saúde mental, especificamente os psicólogos que atuam nessa área, conseguem reconhecer algumas características comuns nas histórias de superação da dependência química. Duas delas são marcantes e muito nítidas em praticamente qualquer cenário de escuta envolvendo o dependente: fé e família!
Na absoluta maioria dos casos de dependência química ouvimos relatos de conflitos familiares, problemas amorosos e de contexto social propensos para o uso de entorpecentes, como regiões próximas ao tráfico ou parentes que já usam de forma abusiva substâncias legais, embora danosas, como o álcool e o cigarro. Isso é fruto de problemas que vão muito além do usuário. Também envolve a cultura, nossos valores e a organização social.
A própria Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) reconhece isso, por exemplo, na 5º edição do “Manual de Prevenção do uso de Drogas: capacitação para conselheiros e lideranças comunitárias”, ao dizer que quando uma sociedade é “focada no consumo, na qual o importante é o ‘ter’ e não o ‘ser’, e a inversão de crenças e valores gera desigualdades sociais, favorece a competitividade e o individualismo e não há mais ‘certezas’ religiosas, morais, econômicas ou políticas. Esse estado de insegurança, de insatisfação e de estresse constante incentiva a busca de novos produtos e prazeres – nesse contexto, as drogas podem ser um deles” (2013, pg. 101/102), grifo meu.
Veja que a questão religiosa e moral foram postas como um dos fatores importantes nesse contexto de instabilidade social favorável ao uso de drogas, quando eles deixam de ser valorizados e estáveis, e é justamente isso que vemos nos relatos dos usuários, uma carência por estabilidade emocional e referência familiar suficientes. Moralidade tem a ver com fé. É aqui onde entra o papel da família, da igreja e das comunidades terapêuticas de confissão religiosa, fazendo a diferença na vida dos usuários.
Estrutura familiar e o resgate da fé
O dependente químico é muitas vezes uma pessoa sem esperança, desacreditada em si mesma e também no mundo. Algumas vezes também desacreditada no próximo, como se ninguém pudesse lhe ajudar. Parte desse sofrimento vem de uma sequência de frustrações passadas, onde a capacidade de confiar foi perdida. Isso também pode vim de uma família desestruturada, onde não houve a criação de vínculos positivos entre pai e filho, mãe e filha, esposos, avós e assim por diante. No lugar de boas referências, tiveram más influências.
O SENAD também confirma essa realidade no mesmo manual que citei acima, mas dessa vez na página 223: “A família e a influência cultural são fatores importantes na determinação do padrão do uso e consumo do álcool e outras drogas. Há várias evidências de que os padrões culturas têm papel significativo no desenvolvimento do alcoolismo”.
É impossível ignorar a importância da estrutura familiar no combate a dependência química, assim como a fé. A crença em Deus ocupa, também, o lugar vazio deixado pela ausência afetiva de um pai ou de uma mãe, da morte de um ente querido ou de qualquer trauma existente em decorrência da vida. O dependente encontra na sua fé a referência que não teve, muitas vezes, dentro da própria casa, e isso é um divisor de águas em sua luta contra o vício, porque é o que lhe permite ter força e motivação para lutar.
Assim, como cidadãos devemos valorizar a importância da família como ponto de equilíbrio na sociedade. E como igreja de Cristo devemos investir cada vez mais nas comunidades terapêuticas, auxiliando projetos de sucesso como a Cristolândia, oferecendo uma alternativa de visão e abordagem metodológicas que o meio secular, o Estado, não oferece. Nós somos, sim, o diferencial. Somos o olhar mais amplo, além da política e das questões burocráticas. Temos a visão humana, mas principalmente a espiritual, e isto significa uma grande responsabilidade que temos com Deus e com a sociedade.

Os tempos proféticos de Deus

Ao longo da história bíblica, nós encontramos os profetas se preparando para os tempos proféticos. (Foto: DepositPhotos)
Ao longo da história bíblica, nós encontramos os profetas se preparando para os tempos proféticos. (Foto: DepositPhotos)
“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.” (Gênesis 1.14)
A Palavra de Deus ensina que Ele preparou luminares nos céus para marcar os tempos. Isso é muito importante para que possamos entender que o calendário estabelecido por Deus desde a criação, o calendário bíblico, é diferente do calendário gregoriano, que é o que nós usamos atualmente.
O calendário gregoriano é um calendário que teve a sua origem na Europa do século XV, promulgado pelo Papa Gregório XIII em 24 de fevereiro do ano de 1582 em substituição ao calendário juliano, implantado pelo líder romano Júlio César. O calendário gregoriano é solar, enquanto que o calendário bíblico é lunar.
O calendário tradicional de Israel é inspirado no relato da criação, que proclama que o sol e a lua foram criados por Deus para ajudar a medir o tempo e as estações. É importante entendermos isso, pois somente assim conseguiremos ter uma compreensão dos tempos proféticos de Deus.
Portanto, há uma diferença muito grande entre um calendário lunar e um calendário solar. Os ciclos lunares são o mesmo para toda a terra, já os ciclos solares não. No calendário lunar os meses são de 28 dias de duração e eles não se alinham com o calendário solar.
Ao considerarmos essa breve introdução, devemos observar o fato de as festividades do calendário judaico ganharem um significado ainda maior para aqueles que temem ao Senhor. Tais celebrações podem representar tempos oportunos para encontros profundos com o Eterno, segundo os designíos da Palavra de Deus.
Por isso, ao longo da história bíblica, nós encontramos os profetas se preparando para os tempos proféticos, estabelecidos através das festividades judaicas. Estes tempos eram observados a partir do calendário lunar e não no calendário solar, possibilitando que o profeta dentro deste ciclo alcance as revelações do Eterno.
Tempos Proféticos
A palavra utilizada para “festas”, no original hebraico, é “moedim”, que determina o tempo correto estabelecido por Deus para encontrar-se com Seu povo. A raiz desta palavra é “moed”, cujo significado é “tempo determinado, lugar designado, lugar de encontro, sinal designado”.
Por isso, podemos afirmar que as festas bíblicas, observadas pelo povo judeu, são tempos sagrados especiais, dias santos no cronograma de Deus quando, é o tempo que ele demarcou para ter um encontro com o homem. Dia que o Eterno escolheu para revelar-se a nós. Desta forma, precisamos celebrar e observar os tempos que foram determinados por Ele.
Isso pode se torna perceptível quando percebemos que nas principais festas bíblicas, foram justamente as datas escolhidas para que Deus tivesse um encontro com o homem. Na Festa de Páscoa, Deus teve um encontro conosco. Na Festa de Pentecostes, Deus teve um encontro conosco.
Festas bíblicas
Podemos observar que as festas bíblicas estão presentes tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. Todas estas festas estão centradas na pessoa de Jesus Cristo, que juntamente com seus discípulos observava estas mesmas festas, ainda que soubesse que elas apontavam justamente para a Sua vinda.
As quatro primeiras festas, chamadas festas de primavera, apontam para a primeira vinda do Messias e foram perfeitamente cumpridas por ele nos dias determinados. Com isso temos a prova de que o calendário de Deus tem a previsão de ser profético, pois suas festas são figurativas, sombras do que viria a se cumprir através de Jesus Cristo.
Páscoa
A Páscoa é uma Festa que lembra a libertação do povo Judeu da escravidão do Egito, mas para nós cristãos, lembra a nossa libertação da escravidão do pecado através de Jesus Cristo. Jesus é o Cordeiro Pascal definitivo e provido por Deus para a salvação dos homens, conforme profetizado durante todo o Antigo Testamento, desde a queda do homem.
Todas as Festas da Páscoa anteriores a morte de Jesus Cristo, tinham o propósito de apontar para o tempo profético de Deus. Na pessoa de Jesus Cristo, essa festa teve seu cumprimento máximo, na cruz, onde foi cravada a cédula de nossa dívida com Deus (Colossenses 2.14).
Pães Asmos
A Festa dos Pães Asmos está ligada totalmente a Festa da Páscoa. A Bíblia orienta em Êxodo 12.18, que a partir do final da tarde do dia 14 do mês de Nisã ou Abibe, do calendário judaico, eles deveriam comemorar a Páscoa e, em seguida, deveria observar a Festa dos Pães Asmos.
Conforme está escrito: “Desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, comereis pães asmos até à tarde do dia vinte e um do mesmo mês” (Êxodo 12.18).
Essa festa inicialmente estava vinculada com a libertação que Deus promoveu aos hebreus, após ter matado os primogênitos do Egito, levando o povo a sair apressadamente do cativeiro. Isso se tornaria como um memorial para as futuras gerações.
Mas a Festa de Pães Asmos aponta também para Jesus Cristo, que após ter sido morto, como primogênito do Pai Celeste, deveria ser aceito como renúncia ao pecado. Portanto, essa festa simboliza a remoção do pecado de nossas vidas e a morada de Cristo em nós (1 Coríntios 5.6-8).
As Primícias ou Pentecostes
Era a colheita dos primeiros frutos, ou mais precisamente do primeiro grão. A flor de cevada, recentemente moída, era misturada com azeite e especiarias. Ela era levada ázima (sem fermentar) para o altar, diante do Senhor. Isso iniciava a época de colheita de grãos e marcava um novo ciclo agrícola de sete semanas de colheita, que culminava com outra festa e uma oferta dos últimos grãos.
Essa festividade aponta diretamente para a ascensão de Jesus Cristo aos céus e o envio do Espírito Santo. Deus estabeleceu o tempo de colheita da terra, conforme tradição judaica, como uma figura da colheita espiritual, quando o Espírito Santo iniciaria a grande obra de edificação da Igreja.
Portanto, todas as festas judaicas devem ser observadas como tempos proféticos, como momentos estabelecidos por Deus para encontrar-se com o homem. São tempos em que as Portas dos Céus estão abertas para todos aqueles que almejam um encontro com o Eterno.
Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

29 de ago. de 2018

Rasgando o verbo e falando sobre os “palavrões”

Sou português e consequentemente nasci inserido em uma cultura onde o palavrão possui um peso idiomático poderoso. Me converti apenas na vida adulta ao Evangelho, e reaprendi a falar sem reproduzir palavrões com tanta constância.
Mas confesso que era assaltado por pensamentos que inseriam palavrões e sempre me sentia constrangido por isso diante de Deus. Crente pode xingar? Falar Palavrão? Então este ‘insight/estudo” reflete uma ideia sobre o assunto. E acredito que será elucidativo para muitas pessoas. Primeiro vamos a Bíblia:
"Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem." (Ef 4:29)
As traduções mais fiéis do grego propõe que a palavra TORPE (gr.sapros) está relacionada com “aquilo que leva a destruição”. Analisando o contexto, torpe seria algo que leva à um estado ruim ou depreciativo das coisas ou pessoas. Está diretamente relacionado aquilo que é corrupto, que apodrece. Por isso o conceito de Paulo não é evidenciar o falar palavrões, mas aquilo que destrói, que corrompe e que apodrece algo ou alguém.
Não há uma ênfase na palavra em si, mas no modo e na forma (intenção) de como ela é falada. Às vezes uma conversa pode conter vários palavrões e ter a intenção de alertar ou mesmo “edificar" alguém, e uma outra conversa pode não conter nenhum palavrão, mas ser extremamente mortal, venenosa ou mesmo cheia de intenções malignas. É a isso que Paulo se refere. A conversa torpe, a palavra torpe…é esse modelo cheio de corrupção, de apodrecimento dos relacionamentos, de sarcasmo maligno e religioso.
Jesus em sua época repreendeu isso severamente. Posso até arriscar dizer que Jesus "ofendeu" ferozmente os religiosos de sua época por causa da palavra torpe. Ao lermos Mateus no capítulo 23. Vemos ofensas como:
Hipócritas: (gr. ator, dissimulado, impostor)
Insensatos e Cegos: (gr. Idiotas e mentalmente estúpidos/cegos)
Serpente: (gr. Cobra, astuto, ladrão, Diabo)
Raça de Víboras: (gr. Perverso, mal-intencionado)
Estes são alguns dos “adjetivos” pesados que Jesus usou. Mas a ênfase do discurso estava na bronca ética e na volta ao conceito correto de espiritualidade que os fariseus e escribas haviam perdido. Era literalmente uma bronca com palavras duras e insultantes, porém o objetivo era trazer o temor de Deus aos corações daqueles líderes.
Deus mesmo usou termos pesados para se referir a Israel. O livro do profeta Jeremias já sofreu sanções em outras épocas por contar insultos gravíssimos. (Leia Jeremias 2:1-35), mas todas as vezes, o objetivo era promover o arrependimento ao povo.
Nesta época estas palavras eram pesadas. Mas mesmo assim, isso não é uma oportunidade para um cristão falar palavrão. Palavrão não é algo que devemos ou não fazer, mas saber quando ou não é apropriado. E também reconhecemos que somos pessoas comuns, não monges, e estamos inseridos em um mundo de linguajar pobre, defeituoso e eventualmente nós mesmos não estamos isentos de “soltar” uma dessas palavras em algumas situações. Afinal, quem de nós nunca teve vontade de “rasgar o verbo?" - Que atire a primeira pedra!