A postura de defesa da descriminalização das drogas por parte de pastores parece não ser algo isolado de líderes evangélicos brasileiros. Uma rede de pastores nos Estados Unidos se posicionou contra a chamada “guerra às drogas”, exercida nas comunidades suburbanas.
A principal preocupação destes líderes é com as consequências de prisões feitas por posse de pequenas quantidades de entorpecentes.
Durante a conferência View from the Pulpit: Faith Leaders and Drug Decriminalization (que pode ser traduzida como “A visão a partir do púlpito: líderes religiosos e descriminalização das drogas”), organizada pelo Colégio Americano Batista na cidade de Nashville, Tennessee, alguns líderes cristãos que atuam em projetos sociais discursaram contra o que chamaram de “injustiça moral das leis antidrogas”, que estariam causando mais danos do que as drogas em si.
Segundo eles, a população negra nos Estados Unidos é a mais prejudicada pelas leis em vigência, pois há preconceito contra os jovens negros e, o fato de os usuários serem presos como traficantes, apenas perpetua a condição desfavorável.
De acordo com o Huffington Post, dados apresentados na conferência apontam para o fato de que os afro-americanos somam apenas 13% da população dos Estados Unidos, e apenas 13% dos usuários de drogas são jovens negros. Porém, segundo os líderes, 38% das pessoas presas por posse de drogas são negras, e no caso das condenações, o índice sobre para 59%.
O reverendo John Jackson, da Trinity United Church of Christ, afirmou que acredita que Deus não se importe com o uso da maconha:
“Estive com várias pessoas que compartilharam comigo em particular, ‘Reverendo, eu fumo maconha e eu sei que não deveria’. Eu sempre digo: ‘Deixe-me interrompê-lo ali mesmo. Eu não acredito que o Deus que nós servimos, se preocupe com coisas pequenas ou insignificantes como você fumar maconha. Eu não acho que Deus se preocupa com isso’. Eu os deixo saber que o nosso Deus é grande demais para se preocupar com alguém fumando um baseado”, polemizou.
O discurso do grupo de pastores vai de encontro às declarações do televangelista Pat Robertson, que também se declarou favorável à descriminalização das drogas: “Eu só acho que é chocante como muitos desses jovens acabam na prisão e eles se transformaram em criminosos graves, porque eles tinham a posse de uma pequena quantidade de substância controlada. A coisa toda é uma loucura”, declarou o polêmico pastor, meses atrás.
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17 de jun. de 2013
Pastores favoráveis à descriminalização das drogas dizem que “Deus não se importa se você fumar um baseado”
A postura de defesa da descriminalização das drogas por parte de pastores parece não ser algo isolado de líderes evangélicos brasileiros. Uma rede de pastores nos Estados Unidos se posicionou contra a chamada “guerra às drogas”, exercida nas comunidades suburbanas.
A principal preocupação destes líderes é com as consequências de prisões feitas por posse de pequenas quantidades de entorpecentes.
Durante a conferência View from the Pulpit: Faith Leaders and Drug Decriminalization (que pode ser traduzida como “A visão a partir do púlpito: líderes religiosos e descriminalização das drogas”), organizada pelo Colégio Americano Batista na cidade de Nashville, Tennessee, alguns líderes cristãos que atuam em projetos sociais discursaram contra o que chamaram de “injustiça moral das leis antidrogas”, que estariam causando mais danos do que as drogas em si.
Segundo eles, a população negra nos Estados Unidos é a mais prejudicada pelas leis em vigência, pois há preconceito contra os jovens negros e, o fato de os usuários serem presos como traficantes, apenas perpetua a condição desfavorável.
De acordo com o Huffington Post, dados apresentados na conferência apontam para o fato de que os afro-americanos somam apenas 13% da população dos Estados Unidos, e apenas 13% dos usuários de drogas são jovens negros. Porém, segundo os líderes, 38% das pessoas presas por posse de drogas são negras, e no caso das condenações, o índice sobre para 59%.
O reverendo John Jackson, da Trinity United Church of Christ, afirmou que acredita que Deus não se importe com o uso da maconha:
“Estive com várias pessoas que compartilharam comigo em particular, ‘Reverendo, eu fumo maconha e eu sei que não deveria’. Eu sempre digo: ‘Deixe-me interrompê-lo ali mesmo. Eu não acredito que o Deus que nós servimos, se preocupe com coisas pequenas ou insignificantes como você fumar maconha. Eu não acho que Deus se preocupa com isso’. Eu os deixo saber que o nosso Deus é grande demais para se preocupar com alguém fumando um baseado”, polemizou.
O discurso do grupo de pastores vai de encontro às declarações do televangelista Pat Robertson, que também se declarou favorável à descriminalização das drogas: “Eu só acho que é chocante como muitos desses jovens acabam na prisão e eles se transformaram em criminosos graves, porque eles tinham a posse de uma pequena quantidade de substância controlada. A coisa toda é uma loucura”, declarou o polêmico pastor, meses atrás.
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