segunda-feira, 30 de junho de 2014

Contas públicas: rombo de R$ 11 bi é o pior resultado em 8 anos

Com forte queda nas receitas e sem contar com dividendos bilionários, o governo central fechou o mês de maio no vermelho, sem conseguir economizar receita para pagar os juros da dívida. Registrou o pior déficit primário para meses de maio de toda a sua história — de 10,50 bilhões de reais, segundo dados do Tesouro Nacional, ficando ainda mais longe de cumprir a meta fiscal para este ano, que está em 1,9% do PIB, ou 99 bilhões de reais. No acumulado de janeiro a maio, o resultado primário do governo central, formado pelo Tesouro Nacional, pelo Banco Central e pela Previdência Social, caiu para 19,16 bilhões de reais — 42,4% a menos do que em igual período de 2013. Em abril, a economia para pagamento de juros da dívida pública foi de 16,6 bilhões de reais.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, tentou se justificar. “Maio é tradicionalmente um mês de primário mais baixo, mas o resultado mais negativo veio basicamente em função de receita bem menor”, afirmou a jornalistas. O resultado foi o pior para meses de maio desde o início da série histórica, em 1997.
Em maio, as receitas líquidas do governo central caíram 28,8% entre abril e maio, para 68,37 bilhões de reais. Já os gastos totais recuaram menos, apenas 0,7%, para de 78,88 bilhões de reais no mês. No acumulado do ano, as receitas somam 412,74 bilhões de reais (6,5% maior do que em 2013) e as despesas 393,58 bilhões de reais (alta de 11,1%) — ou seja, os gastos crescem num ritmo quase duas vezes mais rápido que a arrecadação.
Segundo dados do Tesouro, o déficit primário é decorrente da queda mensal de quase 70% nas receitas com dividendos de estatais, que somaram 779,9 milhões de reais em maio. O Tesouro registrou em maio um déficit de 6,49 bilhões de reais, enquanto o rombo da Previdência ficou em 3,88 bilhões de reais. Já as contas do BC tiveram um resultado negativo de 136,4 milhões de reais.
Em doze meses até maio, o superávit do governo central caiu a 62,9 bilhões de reais, o equivalente a 1,3% do PIB, sendo 37,81 bilhões do Tesouro, 18,66 bilhões de reais da Previdência e 1,9 bilhão do BC.
Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa dos economistas é de expansão de 1,16% do PIB neste ano, muito aquém dos 2,5% registrados em 2013. A própria autoridade monetária calcula crescimento de 1,6% em 2014.
Na manhã desta sexta a Receita Federal divulgou que a arrecadação teve queda real anual de 5,95% no mês passado, decorrente do fraco crescimento da economia e perdas com as desonerações. O tombo levou o Fisco a reduzir para cerca de 2% a previsão de crescimento do recolhimento de impostos este ano.

Conheça os 8 grupos menos evangelizados no Brasil

Conheça os 8 grupos menos evangelizados no Brasil
Nas últimas décadas o número de evangélicos no Brasil saltou de 26,2 milhões em 2000 para 42,3 milhões de pessoas em 2010 segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas apesar do crescimento, há muitas áreas em nosso país que não foram evangelizadas e a revista Ultimato fez um levantamento mostrando onde estão esses povos.

A lista foi divulgada no site da revista mostrando oito segmentos, sendo sete deles socioculturais e um socioeconômico.

O primeiro grupo é formado pelos indígenas brasileiros. De acordo com a revista, há 117 etnias sem a presença missionária, ou seja, milhares de pessoas que não conheceram o Evangelho. Esses indígenas moram no Norte e no Nordeste do país.

Os ribeirinhos da região amazônica também fazem parte dos menos evangelizados. São 37.000 comunidades que vivem na bacia amazônica formada por centenas de rios e igarapés e cerca de 10.000 delas não possuem nenhuma igreja evangélica.

Os ciganos que residem no Brasil também não foram evangelizados, principalmente os da etnia Calon que possui 700.000 pessoas, destes apenas 1.000 se declaram crentes no Senhor Jesus. Esses ciganos vivem em comunidades nômades, seminômades ou sedentárias em pequenas cidades do Brasil.

Os sertanejos também não foram alcançados pela mensagem do Evangelho. A Igreja brasileira já se despertou para a importância de levar a salvação para o povo do sertão nordestino, mas há 6.000 assentamentos que não possuem nenhuma igreja evangélica.

O quinto grupo citado pela publicação são os quilombolas que possuem cerca de 5.000 comunidades no Brasil. Descendentes de africanos, esses grupos se alojam em áreas mais ou menos remotas e aproximadamente 2.000 dessas comunidades não foram alcançadas pelo Evangelho.

Colônias de imigrantes também são pouco evangelizadas. Há mais de 100 países bem representados no Brasil, sendo mais de 300.000 mil pessoas. Muitos deles vieram de países onde não há liberdade religiosa e mesmo em nossas terras eles não foram evangelizados. Esses imigrantes vivem em São Paulo, Brasília, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.

O sétimo grupo é formado por surdos ou com outras limitações de comunicação. São mais de 9 milhões com dificuldades de se comunicar e apenas 1% delas se declara evangélica.

Infelizmente há pouquíssimos missionários especializados em evangelizar os surdos no Brasil. O oitavo e último grupo tem característica socioeconômica, são os mais ricos e os mais pobres da sociedade brasileira. O Evangelho não consegue alcançar esses dois extremos, sendo que em alguns estados o número de evangélicos entre os mais ricos e os mais podres é de até três vezes menor que nas outras classes sociais. 

Evangélicos pioram o mundo para os outros, diz Caio Fábio no The Noite

Evangélicos pioram o mundo para os outros, diz Caio Fábio no The Noite
Cerca de uma semana após ser gravada, foi ao ar a entrevista do pastor Caio Fábio ao humorista Danilo Gentili no programa The Noite nesta segunda (23). Os dois conversaram durante meia-hora sobre vários assuntos.

Gentili já revelou em ocasiões anteriores que foi evangélico e pensou em ser pastor, mas abandonou a religião por causa de algumas atitudes que via nos pastores. Por isso, ao conversar com Caio Fábio pareceu à vontade ao falar sobre várias questões envolvendo as igrejas evangélicas, seus ensinamentos e também sobre questões bíblicas.

Acostumado a criticar abertamente o movimento evangélico brasileiro, Caio Fábio não perdeu a oportunidade para reiterar o que vem dizendo continuamente em seus programas na internet.

Classificou a maior parte da população evangélica de “alienada, imbecilizada, marionetada, massa de manobra, abjeta”. Afirmou que dedicou a maior parte do tempo de seu ministério itinerante pelo Brasil na tentativa de ensinar as pessoas para oferecer-lhes “parâmetros de saúde mental”. Seu objetivo era “desmontar o circo” armado pelos líderes das grandes igrejas, que chamou de “gurus tiranos”.

Sem papas na língua, Caio afirma que percebe pela interação que tem com os evangélicos no programa diário “Papo de Graça” que as perguntas indicam um povo “descerebrado”, que foi acostumado a não pensar, pois as igrejas só ensinam escravidão.

Criticou os ensinamentos vistos nos cultos transmitidos pela TV, afirmando que a Bíblia é facilmente manipulável, sendo “a mãe de todas as heresias”. Disse não acreditar quando esses programas mostram pessoas endemoninhadas, pois são situações falsas, e aquelas pessoas muitas vezes são contratadas. Para ele, os verdadeiros endemoninhados não vão a um templo.

Aproveitou para criticar o que chama de “milagres industriais”, que são fruto de manipulação e sugestão psicológica, não uma intervenção divina. Foi categórico ao defender que o dízimo “já era” e só é reforçado pelas lideranças que desejam se beneficiar financeiramente.

Mencionou que seu antigo desafeto Edir Macedo está construindo uma réplica do Templo de Salomão para reforçar uma ideia do Velho Testamento de “casa de Deus” que precisa receber doações.

Em meio a suas críticas, afirmou que “fé cristã não é religião” e que embora o cristianismo seja religião “Jesus não fundou os evangélicos”. Para Caio, a tentativa dos pastores de racionalizar Deus é uma idiotice, pois “Deus é absurdo”. Foi mais além, criticando todo o movimento dos evangélicos contra o casamento gay. Alegando que nos dias de Jesus existiam “gays e putas”, lembrou que Jesus nada fez a respeito, apenas acolheu todos aqueles que o procuravam.

Essa “é a pauta da religião” e não de Jesus, asseverou, defendendo que existem muitos homossexuais entre os evangélicos e que a igreja é um local pródigo em produzir tarados, como consequência de seu discurso que demoniza o sexo.

Afirmando ser uma pessoa de fé, declarou-se aberto para a possibilidade de existir vida em outros planetas. Também contou que já testemunhou muitos milagres e que suas experiências com jejum de vários dias lhe mostraram que trata-se de uma sensação muito mais forte que qualquer droga.

Ao ser questionado por Danilo sobre algumas histórias bíblicas, falou que acredita no relato sobre Jonas e o grande peixe e na existência dos gigantes nefilins (de Gênesis 6).

Caio Fábio afirmou que atualmente lidera um grupo não religioso chamado “Caminho da Graça”, que tem conseguido atrair os desigrejados que não desejam mais fazer parte das denominações existentes e foi categórico “os evangélicos pioram o mundo para os outros”.

cantora Jozyanne fala sobre seu novo CD ‘Esperança’

A Central Gospel Music preparou uma surpresa para os admiradores do ministério da cantora Jozyanne que aguardam ansiosamente mais informações sobre o seu próximo álbum, chamado ‘Esperança’. A entrevista exclusiva com a adoradora e seu produtor musical e irmão, Josué Lopes, também está disponível no canal do youtube da gravadora.
Na entrevista, Jozyanne conta detalhes que envolveram a produção do seu segundo álbum pela CGM, como o surgimento do nome do CD, o estilo musical desse trabalho, o projeto gráfico, que ainda será revelado, e a mensagem que pretende passar com cada uma das músicas.

Imagem: DivulgaçãoO produtor Josué Lopes também conta detalhes da produção musical do álbum, como a introdução de uma harpista em uma das faixas, fala sobre o estilo das canções e como funciona essa parceria com sua irmã, já que essa é a quinta vez que eles trabalham juntos em um trabalho da cantora.
Aproveite a oportunidade e adquira o CD ‘Meu Milagre’, da adoradora Jozyanne, disponível também em playback, na loja virtual da Editora Central Gospel ou pelo televendas (21) 2187-7000.

Baixa pela 5ª semana seguida estimativa de alta do PIB desde ano

A expectativa do mercado financeiro para a expansão da economia brasileira neste ano recuou pela quinta vez seguida, informou nesta segunda-feira (30) o Banco Central.
Segundo o boletim Focus, fruto de pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, referente à semana passada, a previsão para 2014 é de um aumento de 1,10%. Na pesquisa anterior, os economistas esperavam alta de 1,16% no PIB deste ano. Para 2015, a previsão recuou de 1,6% para 1,5% na sexta queda consecutiva.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.
No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia do país registrou expansão de 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária.
O aumento do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 2,5%, e também menor que a previsão divulgada pelo Banco Central na semana passada, de alta de 1,6%.
Inflação
Os analistas do mercado também mantiveram, na semana passada, em 6,46% a previsão para 2014 do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo IBGE.
Com isso, o valor permanece próximo do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para o ano. A previsão chegou a ultrapassar o teto em abril, mas depois recuou. Para 2015, a expectativa do mercado para o IPCA permaneceu em 6,10% na semana passada. Foi a quarta elevação seguida neste indicador.
Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta da autoridade monetária seja formalmente descumprida.
Taxa de juros
Os analistas do mercado financeiro também mantiveram a estimativa de que a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira ficará estável, no atual patamar de 11% ao ano, até o fechamento de 2014.
No fim de maio, a taxa foi mantida estável pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central – o que interrompeu um ciclo de nove altas consecutivas ao longo de 13 meses. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia permaneceu em 12% ao ano.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,40 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,50 por dólar.
A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 ficou inalterada em US$ 2 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 10 bilhões para US$ 9,9 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros subiu de US$ 55,4 bilhões para US$ 55,6 bilhões.

Terrorismo: Boko Haram ataca igrejas na Nigéria e deixa mais de 50 mortos

Pelo menos 54 pessoas morreram em ataques contra várias igrejas do nordeste da Nigéria cometidos no domingo (29) pelo grupo islamita Boko Haram, declarou nesta segunda-feira (30) uma autoridade local à AFP.
“Até o momento há 54 mortos”, declarou um funcionário do governo do estado de Borno, que pediu o anonimato.
Os ataques ocorreram em quatro aldeias ao redor de Chibok, a cidade onde mais de 200 meninas foram sequestradas no abril.
Os criminosos, que circulavam de moto, lançaram bombas nas igrejas de Kwada, Ngurojina, Karagau e Kautikari durante a missa de domingo, segundo testemunhas.
Segundo um líder local de Chibok, os moradores encontraram dezenas de corpos, mas a busca prossegue e o balanço pode ser muito mais grave.
Mike Omeri, porta-voz do governo federal, declarou à AFP que não recebeu um balanço oficial das autoridades locais.

domingo, 29 de junho de 2014

Joe Vasconcelos divulga capa de novo CD

Passos de Fé está previsto para ser lançado em junho.

O cantor e pastor Joe Vasconcelos divulgou nas redes sociais a capa de seu novo CD, Passos de Fé, que acaba de seguir para a fábrica com previsão de lançamento para junho, com distribuição da Graça Music. Segundo Joe, o novo trabalho segue o mesmo estilo musical de louvor e adoração presente em Sempre Confiarei. “Ao produzir novos trabalhos, 
sempre tenho em mente canções congregacionais, através das quais as pessoas sejam motivadas a exaltar a Cristo”, comenta.
Entre compromissos no Brasil e Estados Unidos, o novo disco foi tomando forma do segundo semestre de 2013 para cá. Produzido na capital mundial da música, Nashville, o CD Passos de Fé tem 13 canções, em sua maioria inéditas e compostas por Joe, e três versões. As músicas principais de trabalho são “Graça”, “Tão Grande Salvação”, “Nada é Impossível” e “Rei e Senhor”. Posteriormente, a canção “Rei e Senhor” também será lançada na versão em inglês, com participação especial do cantor americano Jeremy Camp, e lançamento de vídeo clipe previsto para este ano. A produção de Passos da Fé é assinada por Jeremy Redmon, da banda "Big Daddy Weave", e tem Joe Vasconcelos como co-produtor.
"Semelhante à produção do ‘Sempre Confiarei’, Deus nos permitiu viver experiências das quais brotaram novas canções de fé, louvor e adoração ao Senhor. Esta intensa caminhada nos levou ao título Passos de Fé. Andar com Deus é sempre uma aventura gloriosa. Por isso, não pare, continue dando Passos de Fé", encoraja. 
Joe tem viajado divulgando seus dois últimos trabalhos, o CD "Sempre Confiarei", que recebeu recentemente Disco de Ouro, e o CD "None Like You" (Não há outro semelhante a Ti), em Inglês. As canções "Tu és maior" e "None Like You" ganham destaque não apenas nas rádios, mas também nos testemunhos contados a Joe por onde ministra.

Leandro Marques é premiado com Disco de Ouro

sábado, 28 de junho de 2014

Morbida, indiferença

Sentados à beira do rio, dois pescadores pacientes silenciosamente esperam que os peixes mordam a isca.

De repente, gritos de crianças quebram o silêncio.

Assustam-se.

Olham para frente e para trás.

Nada.

Os gritos continuam e vêm de onde menos esperam.

A correnteza trazia duas crianças gritando por socorro.

Os pescadores pulam na água.

Mal terminam de salvá-las, ouvem mais gritos e notam mais quatro crianças debatendo-se na água.

Dessa vez, apenas duas são resgatadas.

Apavorados, os dois ouvem uma gritaria ainda maior.

Oito crianças vinham correnteza abaixo.

Um dos pescadores, então, vira as costas para o rio e vai embora.

O amigo alerta-o: ?

Está louco, não vai me ajudar?

Sem deter o passo, ele responde-lhe: ?

Faça o que puder.

Vou tentar descobrir quem está jogando as crianças no rio.

Essa antiga lenda indiana retrata como nos sentimos no Brasil.

Temos poucos braços para tantos afogados.

Mal salvamos um e outros descem rio abaixo, numa corrente incessante de apelos e mãos estendidas.

Somos obrigados a cair na água e, ao mesmo tempo, sair à procura de quem joga as crianças.

Incrível como alguns homens, nas margens do rio, conseguem conviver com gritos tão desesperados.

E até dormir sem sobressaltos.

É como se não ouvissem.

Se o pior cego é aquele que não quer ver, o pior surdo é o que não quer escutar.

É gente que não conhece o prazer infinito da solidariedade.

Desconhece o encanto do estender poucos centímetros de braço e encostar os dedos nas estrelas.

É tão fácil agarrar uma estrela, refletida no brilho dos olhos de quem salvamos por falta de ar!

Por sorte temos pescadores que, dia após dia, mostram como as crianças sobrevivem, apesar de tudo.

E como é doloroso o parto precoce de um homem prematuro no corpo de um menino!

Depois de Dirceu, Barroso autoriza trabalho externo para mais 4 mensaleiros

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), modificou decisões tomadas por Joaquim Barbosa e autorizou que quatro presos do processo do mensalão voltem a trabalhar: o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, os ex-deputados federais Valdemar Costa Neto e Pedro Corrêa, além do ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas.
As decisões foram tomadas na noite de quarta-feira (25) depois de o plenário do Supremo ter liberado o trabalho externo para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Os ministros entenderam que, para os outros presos do processo, caberia a Barroso decidir individualmente com base em duas premissas: os presos do regime semiaberto não precisam cumprir um sexto da pena antes de pleitear trabalho externo e são válidas as propostas de emprego em empresas privadas, independentemente da área de atuação.
Em razão disso, Barroso liberou os quatro presos a voltarem para suas atividades, cujas autorizações concedidas por Varas de Execuções Penais (VEPs) foram revogadas por Joaquim Barbosa.
O presidente do Supremo entendeu que eles não tinham cumprido um sexto da pena como exige a Lei de Execução Penal (LEP) e também tinha considerado irregular os tipos de emprego.
A decisão do ministro deve ser comunicada às VEPs nesta sexta (27). Mediante a comunicação, a vara informará o presídio sobre a autorização de trabalho. A expectativa é de que todos comecem a trabalhar na próxima semana.
O ministro Luís Roberto Barroso decidiu ainda que o ex-deputado Romeu Queiroz e o ex-advogado de Marcos Valério Rogério Tolentino podem trabalhar, mas entendeu que ambos devem apresentar novas propostas de emprego. Isso porque Romeu Queiroz queria trabalhar na própria empresa de consultoria e empregar Tolentino.
O ministro atendeu argumento da Procuradoria Geral da República de que o trabalho não seria adequado.
Das oito propostas de emprego de condenados do processo do mensalão que Barbosa havia rejeitado, somente uma está pendente: a do ex-deputado Bispo Rodrigues, que está sendo avaliada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Cumprimento de um sexto da pena
A exigência do cumprimento de um sexto da pena antes de obter trabalho fora da cadeia está prevista no artigo 37 da Lei de Execução Penal (LEP), mas o Supremo derrubou a obrigatoriedade.
Os ministros validaram entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual juízes de todo o país se baseiam há mais de 15 anos, de que os presos do regime semiaberto podem trabalhar logo que começam a cumprir a punição.
Ao votar sobre o tema, Barroso destacou que a decisão fixada pelo Supremo servirá de parâmetro para todos os juízes do país e que visa atenuar o déficit de vagas no sistema carcerário.
“A negação do direito ao trabalho externo para reintroduzir o prévio cumprimento de um sexto provoca drástica mudança na jurisprudência e vai de encontro frontalmente com as condições do sistema carcerário nos dias de hoje”, afirmou o relator.
Para o ministro, se todos os presos do semiaberto no país podem pleitear o benefício do trabalho, não é possível tratar os condenados do mensalão de forma “desigual”.
“Não vejo fundamento legítimo que justifique dar tratamento desigual aos condenados na ação penal 470 ou, pior, promover um retrocesso geral no sistema carcerário e restringir as perspectivas já limitadas dos apenados.”

Bolívia regulamenta trabalho infantil com ‘salários adequados’

O Senado boliviano aprovou, nesta quinta-feira (26), o novo Código da Criança e do Adolescente que autoriza e define regras para o trabalho a partir dos 14 anos de idade e permite exceções para que crianças também possam trabalhar a partir dos doze anos.
O texto foi aprovado após nove horas de debates e a expectativa é de que seja sancionado pelo presidente Evo Morales, como disse à BBC Brasil o economista boliviano Javier Gómez, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário (Cedla, na sigla em espanhol, de La Paz). “O texto reconhece uma situação que já existe no país e estabelece regras para que estes meninos e meninas tenham horas de trabalho e salários adequados com a idade deles e com o que fazem”.
“Além disso”, disse Gómez, “o projeto prevê sanções para empresários que contratarem crianças para trabalhos duros, como ocorre hoje na mineração e em outros setores”, disse Gómez, falando da capital do país, La Paz.
Protestos
O texto foi modificado depois de ser aprovado pela Câmara dos Deputados no ano passado, após protestos de líderes de grupos de crianças e de adolescentes que trabalham.
Nos protestos, principalmente em La Paz, as crianças e adolescentes pediram que a idade de catorze anos fosse reduzida para pelo menos doze anos de idade. “Os parlamentares dizem que querem que possamos estudar e levar uma vida saudável.
Mas o problema é que se não trabalharmos não poderemos estudar”, disseram representantes da chamada Unión de Niños y Niñas Trabajadores de Bolivia (União das Meninas e Meninos Trabalhadores, UNATSBO), logo depois que o texto foi aprovado na Câmara. Os líderes do grupo afirmaram ainda que “precisam trabalhar para estudar e para ajudar os pais”.
Nos protestos do ano passado, eles foram reprimidos pela polícia e logo depois um grupo de cerca de trinta crianças e adolescentes se reuniu com o presidente no palácio presidencial Quemado, em La Paz. Evo teria sinalizado o apoio ao pedido e teria dito que o trabalho gera “conscientização”.
Confecção e mineração
O Cedla diz que 250 mil crianças e adolescentes trabalham na Bolívia – cerca de 5% da população economicamente ativa. Já segundo um levantamento de 2008 do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), esse número seria de 850 mil.
De acordo com o levantamento, na maioria dos casos, os menores trabalham para ajudar a família, em atividades como engraxar sapatos, limpar vidros, ou trabalhando em pequenas confecções ou no setor de mineração.
A Bolívia é um país rico em recursos minerais. E apesar de muitos trabalhadores e empresários do setor de confecção terem se mudado para São Paulo, o ramo ainda continua gerando ampla parcela de trabalho no país, mesmo em confecções caseiras.
Para os defensores do novo código, a regulamentação dará às crianças e adolescentes a “oportunidade” de aprender um ofício e trabalhar com limite de horas – seis horas – e ter salário “digno como o dos jovens com idades de 17 ou 18 anos”, como afirmou o presidente do Senado, Eugenio Rojas.
Ele afirmou ainda à Bolívia TV que o texto define as etapas etárias da infância e da adolescência no país para que sirvam de base para o cumprimento da norma. A primeira infância, disse, irá de zero a cinco anos, a segunda infância de seis a doze anos e a adolescência entre doze e dezoito anos. “Menores de 14 anos estão proibidos de trabalhar, mas existem exceções, dependendo da atividade e sempre que a criança tiver a estrita supervisão dos pais e da defensoria da infância, e realmente queira trabalhar”, disse Rojas.
De acordo com o parlamentar, os adolescentes teriam pedido para continuar trabalhando argumentando que “precisam de algum dinheiro para cadernos e lápis e comida”. Os adolescentes teriam afirmado ainda que “não teriam do que viver” se não trabalhassem.
“Foi por isso que classificamos vários trabalhos para eles”, disse Rojas. Ele disse ainda que a medida estabelece que todos eles, crianças e adolescentes trabalhadores, passarão a ter direito a seguro social. “A lei nos protegerá”, disseram representantes das crianças e dos adolescentes, de acordo com a imprensa local.

Ramadã: o dilema dos jogadores muçulmanos na Copa do Mundo

O Ramadã é um dos mais tradicionais e importantes eventos anuais para os muçulmanos e compõe um dos cinco pilares (Shahada – profissão de fé, Salah – cinco orações diárias, Sakat – caridades, Ramadã/Suam – jejum e Hajj – peregrinação a Meca), ou obrigações, da fé islâmica.
O evento é o nono mês do calendário islâmico no qual se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação da parte de Deus, ou Alá, dos primeiros versos do Alcorão. Enquanto os muçulmanos oram a Alá, oremos por eles!
O jejum é feito por cerca de 29 dias entre o nascer e o pôr do sol e traz implicações no cotidiano. Muitos ataques a igrejas e cidadãos cristãos costumam acontecer nos últimos dias do Ramadã. Muitos cristãos do mundo muçulmano são alvo de processos penais e violência por se negarem a praticar o jejum islâmico.
Segundo a Jurisprudência Islâmica, o jejum é obrigatório para todo muçulmano que tenha atingido a puberdade e que goze de perfeita saúde física e mental. A isenção temporária do jejum é baseada nas circunstâncias individuais, que precisam ser analisadas durante o mês e aconselhadas por um Imam (líder religioso) ou por um estudioso islâmico. No entanto, na maioria dos casos os dias de jejum perdidos terão de ser compensados por um número de dias iguais, a qualquer momento antes do próximo Ramadã.
E na Copa?
A fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, coincide com o início do Ramadã e muitos  jogadores muçulmanos das seleções da França, Alemanha, Suíça, Bélgica, Argélia e Nigéria, devem decidir se vão aderir ao jejum religioso.
O diretor-médico da Fifa, Jiri Dvorak, se pronunciou em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (23) sobre o caso dos jogadores e afirmou que eles não teriam qualquer deterioração em sua condição física, caso participassem do jejum.
“Fizemos extensos estudos em jogadores durante o Ramadã, e a conclusão foi que se o Ramadã for acompanhado adequadamente, não há nenhuma redução no desempenho físico dos jogadores”, disse Dvorak aos jornalistas.
Apesar disso, o jogador alemão Mesut Ozil que é muçulmano, já decidiu o que fazer. “O ramadã começa no sábado, mas eu não vou participar porque estou trabalhando”, disse em uma coletiva nesta quarta-feira (25).

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Justiça manda INSS pagar benefício para mulher agredida por marido

Afastada do trabalho após ter sido agredida pelo marido, uma telefonista de 35 anos ganhou na Justiça o direito de receber salário pelo período de três meses do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Juiz entendeu que, por a Lei Maria da Penha não determinar quem seria o responsável pelo afastamento, o instituto deveria arcar com o salário da vítima, segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A sentença abre um precedente outros casos.
Após as agressões do marido, a mulher foi beneficiada com medidas protetivas. Ela precisou ser encaminhada para um abrigo, já que ela e a filha continuam a ser ameaçadas. Por causa disso, precisou ausentar-se também do trabalho. Ela requereu ainda a complementação de medidas protetivas para garantir o vínculo empregatício, prevista na Lei Maria da Penha.
O benefício mensal ainda poderá ser prorrogado para seis meses, conforme a decisão do juiz Nilseu Buarque de Lima, da 14ª Vara Criminal de Belo Horizonte. O magistrado considerou que a norma a ser aplicada seria semelhante a de casos decorrentes de acidente de trabalho.
Precedente
O INSS informou que aguarda a notificação do Tribunal de Justiça para estudar qual o procedimento será adotado. “Existe, sim, a possibilidade de acionamento na Justiça. Porém, cada caso concreto é analisado separadamente”, disse o instituto. A Advocacia-Geral da União (AGU) é o órgão legal para o juízo de ações regressivas e ressarcimento de despesas da Previdência Social.
Após a notificação, o INSS irá começar pagar a pagar o salário e em seguida poderá entrar com uma ação contra o marido exigindo o ressarcimento. “O INSS vai pagar porque a mulher é beneficiária, mas quem deve é o marido. Por isso o órgão deve entrar com ação”, explica o presidente da Comissão de Previdência Social do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), Wagner Balera.
“Se o homem for aposentado, o INSS paga à vítima e, depois de ter ganho ação, deduz dos benefícios dele, numa proporção de até 30% do que ganha. Caso ele não seja aposentado, o órgão deve obter do juiz a condenação do valor total ou parcelado a ser pago. Ou então ter os bens penhorados”, disse Balera, que vê aberto um precedente para ações semelhantes. “Não conheço outros casos como este. Essa sentença abre a possibilidade de outras mulheres entrarem com processo”, prevê.
Empregador
Segundo o juiz Nilseu Buarque de Lima, a controvérsia está na responsabilidade pelo ônus do afastamento, “haja vista que a lei é silente quando à forma e o responsável pela remuneração da mulher, vítima de violência familiar, durante o afastamento do local de trabalho”, concluiu o magistrado.
Por fim, o juiz isentou o empregador dessa responsabilidade e entendeu que a mulher não poderia ser incluída em programas assistenciais do governo, porque eles não pagam o valor do salário mínimo em vigor e, com isso, o INSS deve incluir a mulher no regime geral de previdência social.
O agressor não foi localizado para ser intimado das medidas protetivas nas quais deveria manter distância da mulher e de seus familiares, ficar proibido de manter contato por qualquer meio de comunicação e de frequentar determinados lugares para preservar a integridade física e psicológica da telefonista.

Adoração ou FUGA?

Adoração ou FUGA?
Para alguns, nem é preciso o questionamento…  Já para outros, a pergunta deve incomodar a tal ponto, que faça os acostumados à cultura evangélica ou carismática, checarem suas motivações.
Adoração é um sentimento reconhecimento.  É o resultado de quando você se reconhece carente de da bondade de Deus.  Não é algo que te leva “às nuvens”… Isso também acontece, mas sua motivação não é um cd gospel ou a presença de uma cantora, “ministrando” ou “introduzindo” a quem quer que seja…
O único que já nos introduziu ao local propício, foi Jesus Cristo. O que passa disso é pura indução a um estado de espirito, que muitas vezes, perdoem-me, é de “porco”.

Adoração verdadeira nasce de um coração que reconhece a sua insignificância; é um conceito que nasce a partir da ação do espirito de Deus, que sopra onde quer…  E, até onde eu saiba, “vento” não é direcionado por ações humanas ou se concentra em ambientes fechados…
O vento do Espirito, geralmente não age como no dia de pentecostes, onde por acaso Ele desceu.
O vento que na verdade nos move, move por dentro, modificando e reestruturando nossa compreensão do amor de Deus e de seus intentos ao mundo.
No mais, toda a “adoração” que leva “a um nível maior” como os evangélicos costumam apregoar, não passa de uma “droga” que os faz permanecer no mesmo lugar alienado.
A verdadeira adoração que sai dos lábios, antes passou pelo coração, indo direto para as mãos e conduta…
“… São estes, o que o Pai procura”.
Portanto, apesar da insistência de muitos cantores em seu desfavor ao povo que se denomina “cristão” e se você costuma “ouvir” algo que não seja o “doce” som gospel – de fim “amargo”, devo lembrar:
Se você não vive o evangelho que pode te fazer uma pessoa melhor para o mundo e não apenas para a sua turminha evangélica, se sua adoração não tem modificado a sua postura em relação aos que estão de fora do seu “cenário” de céu, perdoe-me…  Mas você é apenas mais um “viciado em drogas” que busca a sua turma para se reunir e fugir da realidade.


Banco Central espera menos crescimento e mais inflação este ano

Em mais uma revisão de cenário, o Banco Central desenhou um quadro ainda pior para a economia brasileira em 2014: com inflação mais alta e crescimento muito menor do que o previsto antes e retração de investimentos. Segundo o relatório trimestral de inflação — o documento mais importante do BC — a projeção para a expansão da economia neste ano caiu de 2% para 1,6%. Já a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 6,1% para 6,4%. Os técnicos da autoridade monetária ainda apostam que a inflação romperá o teto da meta do governo no terceiro trimestre.
De acordo com o Banco Central, a inflação deve chegar a 6,6% no auge do período eleitoral. O objetivo estabelecido em lei pelo governo federal é manter a inflação em 4,5%. No entanto, há uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais.
No documento, o BC disse que a inflação foi maior nos últimos meses e admitiu que não esperava por isso. A surpresa teve impacto na estimativa para o IPCA do ano que vem. E a incerteza sobre qual será o tamanho dos reajustes das tarifas públicas também prejudicou a expectativa para a inflação em 2015, que está em 5,7%.
“Esse aumento para 2014 e 2015 se deve, em parte, a taxas de inflação em meses recentes, em geral, acima das projeções prevalecentes por ocasião da publicação do Relatório anterior; e à elevação da projeção dos preços administrados por contrato e monitorados para 2015”, frisaram os diretores do Comitê de Política Monetária (Copom).
Mais uma vez, o BC dividiu a culpa por não conseguir conter a inflação com o Ministério da Fazenda. No trimestre anterior, falou que a política de gastos públicos do governo contribuía para o aumento dos preços. Agora, alertou para a indecisão sobre as tarifas é um novo combustível para a inflação.
“O Copom entende que uma fonte de risco para a inflação reside no comportamento das expectativas de inflação, impactadas negativamente nos últimos meses pelo nível da inflação corrente, pela dispersão de aumentos de preços, e, sobretudo, por incertezas que cercam a trajetória de preços (como o da gasolina) e tarifas de serviços públicos (por exemplo, eletricidade e ônibus urbano) com grande visibilidade”.
Para antecipar uma reação às críticas, o Banco Central estampou no relatório que considera que a política monetária não perdeu força. A autarquia tem sido alvo de ataques do gênero depois de promover o maior período de aperto da política de juros e não colher o resultado esperado.
“(O Copom) entende que as informações disponíveis sugerem que os impulsos monetários introduzidos na economia ano passado e este ano têm se propagado normalmente por intermédio dos principais canais de transmissão, e que assim continuarão nos próximos trimestres”.
Para o mercado financeiro, entretanto, o esforço do Banco Central não deve ser capaz para baixar a inflação neste ano. Segundo a pesquisa que o próprio BC faz com analistas do mercado financeiro, as apostas dos economistas para o IPCA estão em 6,46%.
Já a projeção dos especialistas do BC para o crescimento deste ano está em queda livre há quatro semanas. Há um mês, a expectativa era que o Brasil crescesse 1,63% neste ano. Agora, é apenas 1,16% de expansão da atividade econômica em 2014: distante da aposta anunciada hoje pela autoridade monetária.
É que o Banco Central acredita que a produção agropecuária deverá crescer 2,8%, a indústria encolher 0,4% e o setor de serviços expandir-se 2,0%. O relatório diz ainda que a projeção para a variação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) passou de 1% para -2,4%. Agora, colocou a confiança das famílias e das empresas como fundamental para uma possível reação.
“Em prazos mais longos, emergiriam bases para ampliação da taxa de investimento da economia, para uma alocação mais eficiente dos fatores de produção e, consequentemente, para que as taxas de crescimento do PIB retomassem patamares mais elevados. O Comitê ressalta, contudo, que a velocidade de materialização das mudanças acima citadas (como ampliação da mão de obra qualificada) e dos ganhos delas decorrentes depende do fortalecimento da confiança de firmas e famílias”, ressaltou o BC.
O Banco Central tem se mostrado mais preocupado com o crescimento econômico. Tanto que parou de subir os juros em maio para não sacrificar a economia. O Comitê de Politica Monetária interrompeu o mais longo ciclo de aperto monetário da sua história e deixou a taxa básica (Selic) em 11% ao ano.
No entanto, essa decisão foi tomada num momento de resistência da inflação. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula uma alta de 6,37% por causa de choque de preços de alimentos por fatores climáticos e por uma forte pressão no setor de serviços.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Contas públicas: rombo de R$ 11 bi é o pior resultado em 8 anos

Com forte queda nas receitas e sem contar com dividendos bilionários, o governo central fechou o mês de maio no vermelho, sem conseguir economizar receita para pagar os juros da dívida. Registrou o pior déficit primário para meses de maio de toda a sua história — de 10,50 bilhões de reais, segundo dados do Tesouro Nacional, ficando ainda mais longe de cumprir a meta fiscal para este ano, que está em 1,9% do PIB, ou 99 bilhões de reais. No acumulado de janeiro a maio, o resultado primário do governo central, formado pelo Tesouro Nacional, pelo Banco Central e pela Previdência Social, caiu para 19,16 bilhões de reais — 42,4% a menos do que em igual período de 2013. Em abril, a economia para pagamento de juros da dívida pública foi de 16,6 bilhões de reais.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, tentou se justificar. “Maio é tradicionalmente um mês de primário mais baixo, mas o resultado mais negativo veio basicamente em função de receita bem menor”, afirmou a jornalistas. O resultado foi o pior para meses de maio desde o início da série histórica, em 1997.
Em maio, as receitas líquidas do governo central caíram 28,8% entre abril e maio, para 68,37 bilhões de reais. Já os gastos totais recuaram menos, apenas 0,7%, para de 78,88 bilhões de reais no mês. No acumulado do ano, as receitas somam 412,74 bilhões de reais (6,5% maior do que em 2013) e as despesas 393,58 bilhões de reais (alta de 11,1%) — ou seja, os gastos crescem num ritmo quase duas vezes mais rápido que a arrecadação.
Segundo dados do Tesouro, o déficit primário é decorrente da queda mensal de quase 70% nas receitas com dividendos de estatais, que somaram 779,9 milhões de reais em maio. O Tesouro registrou em maio um déficit de 6,49 bilhões de reais, enquanto o rombo da Previdência ficou em 3,88 bilhões de reais. Já as contas do BC tiveram um resultado negativo de 136,4 milhões de reais.
Em doze meses até maio, o superávit do governo central caiu a 62,9 bilhões de reais, o equivalente a 1,3% do PIB, sendo 37,81 bilhões do Tesouro, 18,66 bilhões de reais da Previdência e 1,9 bilhão do BC.
Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa dos economistas é de expansão de 1,16% do PIB neste ano, muito aquém dos 2,5% registrados em 2013. A própria autoridade monetária calcula crescimento de 1,6% em 2014.
Na manhã desta sexta a Receita Federal divulgou que a arrecadação teve queda real anual de 5,95% no mês passado, decorrente do fraco crescimento da economia e perdas com as desonerações. O tombo levou o Fisco a reduzir para cerca de 2% a previsão de crescimento do recolhimento de impostos este ano.

Conheça os 8 grupos menos evangelizados no Brasil

Conheça os 8 grupos menos evangelizados no Brasil
Nas últimas décadas o número de evangélicos no Brasil saltou de 26,2 milhões em 2000 para 42,3 milhões de pessoas em 2010 segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas apesar do crescimento, há muitas áreas em nosso país que não foram evangelizadas e a revista Ultimato fez um levantamento mostrando onde estão esses povos.

A lista foi divulgada no site da revista mostrando oito segmentos, sendo sete deles socioculturais e um socioeconômico.

O primeiro grupo é formado pelos indígenas brasileiros. De acordo com a revista, há 117 etnias sem a presença missionária, ou seja, milhares de pessoas que não conheceram o Evangelho. Esses indígenas moram no Norte e no Nordeste do país.

Os ribeirinhos da região amazônica também fazem parte dos menos evangelizados. São 37.000 comunidades que vivem na bacia amazônica formada por centenas de rios e igarapés e cerca de 10.000 delas não possuem nenhuma igreja evangélica.

Os ciganos que residem no Brasil também não foram evangelizados, principalmente os da etnia Calon que possui 700.000 pessoas, destes apenas 1.000 se declaram crentes no Senhor Jesus. Esses ciganos vivem em comunidades nômades, seminômades ou sedentárias em pequenas cidades do Brasil.

Os sertanejos também não foram alcançados pela mensagem do Evangelho. A Igreja brasileira já se despertou para a importância de levar a salvação para o povo do sertão nordestino, mas há 6.000 assentamentos que não possuem nenhuma igreja evangélica.

O quinto grupo citado pela publicação são os quilombolas que possuem cerca de 5.000 comunidades no Brasil. Descendentes de africanos, esses grupos se alojam em áreas mais ou menos remotas e aproximadamente 2.000 dessas comunidades não foram alcançadas pelo Evangelho.

Colônias de imigrantes também são pouco evangelizadas. Há mais de 100 países bem representados no Brasil, sendo mais de 300.000 mil pessoas. Muitos deles vieram de países onde não há liberdade religiosa e mesmo em nossas terras eles não foram evangelizados. Esses imigrantes vivem em São Paulo, Brasília, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.

O sétimo grupo é formado por surdos ou com outras limitações de comunicação. São mais de 9 milhões com dificuldades de se comunicar e apenas 1% delas se declara evangélica.

Infelizmente há pouquíssimos missionários especializados em evangelizar os surdos no Brasil. O oitavo e último grupo tem característica socioeconômica, são os mais ricos e os mais pobres da sociedade brasileira. O Evangelho não consegue alcançar esses dois extremos, sendo que em alguns estados o número de evangélicos entre os mais ricos e os mais podres é de até três vezes menor que nas outras classes sociais. 

Evangélicos pioram o mundo para os outros, diz Caio Fábio no The Noite

Evangélicos pioram o mundo para os outros, diz Caio Fábio no The Noite
Cerca de uma semana após ser gravada, foi ao ar a entrevista do pastor Caio Fábio ao humorista Danilo Gentili no programa The Noite nesta segunda (23). Os dois conversaram durante meia-hora sobre vários assuntos.

Gentili já revelou em ocasiões anteriores que foi evangélico e pensou em ser pastor, mas abandonou a religião por causa de algumas atitudes que via nos pastores. Por isso, ao conversar com Caio Fábio pareceu à vontade ao falar sobre várias questões envolvendo as igrejas evangélicas, seus ensinamentos e também sobre questões bíblicas.

Acostumado a criticar abertamente o movimento evangélico brasileiro, Caio Fábio não perdeu a oportunidade para reiterar o que vem dizendo continuamente em seus programas na internet.

Classificou a maior parte da população evangélica de “alienada, imbecilizada, marionetada, massa de manobra, abjeta”. Afirmou que dedicou a maior parte do tempo de seu ministério itinerante pelo Brasil na tentativa de ensinar as pessoas para oferecer-lhes “parâmetros de saúde mental”. Seu objetivo era “desmontar o circo” armado pelos líderes das grandes igrejas, que chamou de “gurus tiranos”.

Sem papas na língua, Caio afirma que percebe pela interação que tem com os evangélicos no programa diário “Papo de Graça” que as perguntas indicam um povo “descerebrado”, que foi acostumado a não pensar, pois as igrejas só ensinam escravidão.

Criticou os ensinamentos vistos nos cultos transmitidos pela TV, afirmando que a Bíblia é facilmente manipulável, sendo “a mãe de todas as heresias”. Disse não acreditar quando esses programas mostram pessoas endemoninhadas, pois são situações falsas, e aquelas pessoas muitas vezes são contratadas. Para ele, os verdadeiros endemoninhados não vão a um templo.

Aproveitou para criticar o que chama de “milagres industriais”, que são fruto de manipulação e sugestão psicológica, não uma intervenção divina. Foi categórico ao defender que o dízimo “já era” e só é reforçado pelas lideranças que desejam se beneficiar financeiramente.

Mencionou que seu antigo desafeto Edir Macedo está construindo uma réplica do Templo de Salomão para reforçar uma ideia do Velho Testamento de “casa de Deus” que precisa receber doações.

Em meio a suas críticas, afirmou que “fé cristã não é religião” e que embora o cristianismo seja religião “Jesus não fundou os evangélicos”. Para Caio, a tentativa dos pastores de racionalizar Deus é uma idiotice, pois “Deus é absurdo”. Foi mais além, criticando todo o movimento dos evangélicos contra o casamento gay. Alegando que nos dias de Jesus existiam “gays e putas”, lembrou que Jesus nada fez a respeito, apenas acolheu todos aqueles que o procuravam.

Essa “é a pauta da religião” e não de Jesus, asseverou, defendendo que existem muitos homossexuais entre os evangélicos e que a igreja é um local pródigo em produzir tarados, como consequência de seu discurso que demoniza o sexo.

Afirmando ser uma pessoa de fé, declarou-se aberto para a possibilidade de existir vida em outros planetas. Também contou que já testemunhou muitos milagres e que suas experiências com jejum de vários dias lhe mostraram que trata-se de uma sensação muito mais forte que qualquer droga.

Ao ser questionado por Danilo sobre algumas histórias bíblicas, falou que acredita no relato sobre Jonas e o grande peixe e na existência dos gigantes nefilins (de Gênesis 6).

Caio Fábio afirmou que atualmente lidera um grupo não religioso chamado “Caminho da Graça”, que tem conseguido atrair os desigrejados que não desejam mais fazer parte das denominações existentes e foi categórico “os evangélicos pioram o mundo para os outros”.

cantora Jozyanne fala sobre seu novo CD ‘Esperança’

A Central Gospel Music preparou uma surpresa para os admiradores do ministério da cantora Jozyanne que aguardam ansiosamente mais informações sobre o seu próximo álbum, chamado ‘Esperança’. A entrevista exclusiva com a adoradora e seu produtor musical e irmão, Josué Lopes, também está disponível no canal do youtube da gravadora.
Na entrevista, Jozyanne conta detalhes que envolveram a produção do seu segundo álbum pela CGM, como o surgimento do nome do CD, o estilo musical desse trabalho, o projeto gráfico, que ainda será revelado, e a mensagem que pretende passar com cada uma das músicas.

Imagem: DivulgaçãoO produtor Josué Lopes também conta detalhes da produção musical do álbum, como a introdução de uma harpista em uma das faixas, fala sobre o estilo das canções e como funciona essa parceria com sua irmã, já que essa é a quinta vez que eles trabalham juntos em um trabalho da cantora.
Aproveite a oportunidade e adquira o CD ‘Meu Milagre’, da adoradora Jozyanne, disponível também em playback, na loja virtual da Editora Central Gospel ou pelo televendas (21) 2187-7000.

Baixa pela 5ª semana seguida estimativa de alta do PIB desde ano

A expectativa do mercado financeiro para a expansão da economia brasileira neste ano recuou pela quinta vez seguida, informou nesta segunda-feira (30) o Banco Central.
Segundo o boletim Focus, fruto de pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, referente à semana passada, a previsão para 2014 é de um aumento de 1,10%. Na pesquisa anterior, os economistas esperavam alta de 1,16% no PIB deste ano. Para 2015, a previsão recuou de 1,6% para 1,5% na sexta queda consecutiva.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.
No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia do país registrou expansão de 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária.
O aumento do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 2,5%, e também menor que a previsão divulgada pelo Banco Central na semana passada, de alta de 1,6%.
Inflação
Os analistas do mercado também mantiveram, na semana passada, em 6,46% a previsão para 2014 do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo IBGE.
Com isso, o valor permanece próximo do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para o ano. A previsão chegou a ultrapassar o teto em abril, mas depois recuou. Para 2015, a expectativa do mercado para o IPCA permaneceu em 6,10% na semana passada. Foi a quarta elevação seguida neste indicador.
Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta da autoridade monetária seja formalmente descumprida.
Taxa de juros
Os analistas do mercado financeiro também mantiveram a estimativa de que a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira ficará estável, no atual patamar de 11% ao ano, até o fechamento de 2014.
No fim de maio, a taxa foi mantida estável pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central – o que interrompeu um ciclo de nove altas consecutivas ao longo de 13 meses. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia permaneceu em 12% ao ano.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,40 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,50 por dólar.
A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 ficou inalterada em US$ 2 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 10 bilhões para US$ 9,9 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros subiu de US$ 55,4 bilhões para US$ 55,6 bilhões.

Terrorismo: Boko Haram ataca igrejas na Nigéria e deixa mais de 50 mortos

Pelo menos 54 pessoas morreram em ataques contra várias igrejas do nordeste da Nigéria cometidos no domingo (29) pelo grupo islamita Boko Haram, declarou nesta segunda-feira (30) uma autoridade local à AFP.
“Até o momento há 54 mortos”, declarou um funcionário do governo do estado de Borno, que pediu o anonimato.
Os ataques ocorreram em quatro aldeias ao redor de Chibok, a cidade onde mais de 200 meninas foram sequestradas no abril.
Os criminosos, que circulavam de moto, lançaram bombas nas igrejas de Kwada, Ngurojina, Karagau e Kautikari durante a missa de domingo, segundo testemunhas.
Segundo um líder local de Chibok, os moradores encontraram dezenas de corpos, mas a busca prossegue e o balanço pode ser muito mais grave.
Mike Omeri, porta-voz do governo federal, declarou à AFP que não recebeu um balanço oficial das autoridades locais.

domingo, 29 de junho de 2014

Joe Vasconcelos divulga capa de novo CD

Passos de Fé está previsto para ser lançado em junho.

O cantor e pastor Joe Vasconcelos divulgou nas redes sociais a capa de seu novo CD, Passos de Fé, que acaba de seguir para a fábrica com previsão de lançamento para junho, com distribuição da Graça Music. Segundo Joe, o novo trabalho segue o mesmo estilo musical de louvor e adoração presente em Sempre Confiarei. “Ao produzir novos trabalhos, 
sempre tenho em mente canções congregacionais, através das quais as pessoas sejam motivadas a exaltar a Cristo”, comenta.
Entre compromissos no Brasil e Estados Unidos, o novo disco foi tomando forma do segundo semestre de 2013 para cá. Produzido na capital mundial da música, Nashville, o CD Passos de Fé tem 13 canções, em sua maioria inéditas e compostas por Joe, e três versões. As músicas principais de trabalho são “Graça”, “Tão Grande Salvação”, “Nada é Impossível” e “Rei e Senhor”. Posteriormente, a canção “Rei e Senhor” também será lançada na versão em inglês, com participação especial do cantor americano Jeremy Camp, e lançamento de vídeo clipe previsto para este ano. A produção de Passos da Fé é assinada por Jeremy Redmon, da banda "Big Daddy Weave", e tem Joe Vasconcelos como co-produtor.
"Semelhante à produção do ‘Sempre Confiarei’, Deus nos permitiu viver experiências das quais brotaram novas canções de fé, louvor e adoração ao Senhor. Esta intensa caminhada nos levou ao título Passos de Fé. Andar com Deus é sempre uma aventura gloriosa. Por isso, não pare, continue dando Passos de Fé", encoraja. 
Joe tem viajado divulgando seus dois últimos trabalhos, o CD "Sempre Confiarei", que recebeu recentemente Disco de Ouro, e o CD "None Like You" (Não há outro semelhante a Ti), em Inglês. As canções "Tu és maior" e "None Like You" ganham destaque não apenas nas rádios, mas também nos testemunhos contados a Joe por onde ministra.

Leandro Marques é premiado com Disco de Ouro

sábado, 28 de junho de 2014

Morbida, indiferença

Sentados à beira do rio, dois pescadores pacientes silenciosamente esperam que os peixes mordam a isca.

De repente, gritos de crianças quebram o silêncio.

Assustam-se.

Olham para frente e para trás.

Nada.

Os gritos continuam e vêm de onde menos esperam.

A correnteza trazia duas crianças gritando por socorro.

Os pescadores pulam na água.

Mal terminam de salvá-las, ouvem mais gritos e notam mais quatro crianças debatendo-se na água.

Dessa vez, apenas duas são resgatadas.

Apavorados, os dois ouvem uma gritaria ainda maior.

Oito crianças vinham correnteza abaixo.

Um dos pescadores, então, vira as costas para o rio e vai embora.

O amigo alerta-o: ?

Está louco, não vai me ajudar?

Sem deter o passo, ele responde-lhe: ?

Faça o que puder.

Vou tentar descobrir quem está jogando as crianças no rio.

Essa antiga lenda indiana retrata como nos sentimos no Brasil.

Temos poucos braços para tantos afogados.

Mal salvamos um e outros descem rio abaixo, numa corrente incessante de apelos e mãos estendidas.

Somos obrigados a cair na água e, ao mesmo tempo, sair à procura de quem joga as crianças.

Incrível como alguns homens, nas margens do rio, conseguem conviver com gritos tão desesperados.

E até dormir sem sobressaltos.

É como se não ouvissem.

Se o pior cego é aquele que não quer ver, o pior surdo é o que não quer escutar.

É gente que não conhece o prazer infinito da solidariedade.

Desconhece o encanto do estender poucos centímetros de braço e encostar os dedos nas estrelas.

É tão fácil agarrar uma estrela, refletida no brilho dos olhos de quem salvamos por falta de ar!

Por sorte temos pescadores que, dia após dia, mostram como as crianças sobrevivem, apesar de tudo.

E como é doloroso o parto precoce de um homem prematuro no corpo de um menino!

Depois de Dirceu, Barroso autoriza trabalho externo para mais 4 mensaleiros

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), modificou decisões tomadas por Joaquim Barbosa e autorizou que quatro presos do processo do mensalão voltem a trabalhar: o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, os ex-deputados federais Valdemar Costa Neto e Pedro Corrêa, além do ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas.
As decisões foram tomadas na noite de quarta-feira (25) depois de o plenário do Supremo ter liberado o trabalho externo para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Os ministros entenderam que, para os outros presos do processo, caberia a Barroso decidir individualmente com base em duas premissas: os presos do regime semiaberto não precisam cumprir um sexto da pena antes de pleitear trabalho externo e são válidas as propostas de emprego em empresas privadas, independentemente da área de atuação.
Em razão disso, Barroso liberou os quatro presos a voltarem para suas atividades, cujas autorizações concedidas por Varas de Execuções Penais (VEPs) foram revogadas por Joaquim Barbosa.
O presidente do Supremo entendeu que eles não tinham cumprido um sexto da pena como exige a Lei de Execução Penal (LEP) e também tinha considerado irregular os tipos de emprego.
A decisão do ministro deve ser comunicada às VEPs nesta sexta (27). Mediante a comunicação, a vara informará o presídio sobre a autorização de trabalho. A expectativa é de que todos comecem a trabalhar na próxima semana.
O ministro Luís Roberto Barroso decidiu ainda que o ex-deputado Romeu Queiroz e o ex-advogado de Marcos Valério Rogério Tolentino podem trabalhar, mas entendeu que ambos devem apresentar novas propostas de emprego. Isso porque Romeu Queiroz queria trabalhar na própria empresa de consultoria e empregar Tolentino.
O ministro atendeu argumento da Procuradoria Geral da República de que o trabalho não seria adequado.
Das oito propostas de emprego de condenados do processo do mensalão que Barbosa havia rejeitado, somente uma está pendente: a do ex-deputado Bispo Rodrigues, que está sendo avaliada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Cumprimento de um sexto da pena
A exigência do cumprimento de um sexto da pena antes de obter trabalho fora da cadeia está prevista no artigo 37 da Lei de Execução Penal (LEP), mas o Supremo derrubou a obrigatoriedade.
Os ministros validaram entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual juízes de todo o país se baseiam há mais de 15 anos, de que os presos do regime semiaberto podem trabalhar logo que começam a cumprir a punição.
Ao votar sobre o tema, Barroso destacou que a decisão fixada pelo Supremo servirá de parâmetro para todos os juízes do país e que visa atenuar o déficit de vagas no sistema carcerário.
“A negação do direito ao trabalho externo para reintroduzir o prévio cumprimento de um sexto provoca drástica mudança na jurisprudência e vai de encontro frontalmente com as condições do sistema carcerário nos dias de hoje”, afirmou o relator.
Para o ministro, se todos os presos do semiaberto no país podem pleitear o benefício do trabalho, não é possível tratar os condenados do mensalão de forma “desigual”.
“Não vejo fundamento legítimo que justifique dar tratamento desigual aos condenados na ação penal 470 ou, pior, promover um retrocesso geral no sistema carcerário e restringir as perspectivas já limitadas dos apenados.”

Bolívia regulamenta trabalho infantil com ‘salários adequados’

O Senado boliviano aprovou, nesta quinta-feira (26), o novo Código da Criança e do Adolescente que autoriza e define regras para o trabalho a partir dos 14 anos de idade e permite exceções para que crianças também possam trabalhar a partir dos doze anos.
O texto foi aprovado após nove horas de debates e a expectativa é de que seja sancionado pelo presidente Evo Morales, como disse à BBC Brasil o economista boliviano Javier Gómez, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário (Cedla, na sigla em espanhol, de La Paz). “O texto reconhece uma situação que já existe no país e estabelece regras para que estes meninos e meninas tenham horas de trabalho e salários adequados com a idade deles e com o que fazem”.
“Além disso”, disse Gómez, “o projeto prevê sanções para empresários que contratarem crianças para trabalhos duros, como ocorre hoje na mineração e em outros setores”, disse Gómez, falando da capital do país, La Paz.
Protestos
O texto foi modificado depois de ser aprovado pela Câmara dos Deputados no ano passado, após protestos de líderes de grupos de crianças e de adolescentes que trabalham.
Nos protestos, principalmente em La Paz, as crianças e adolescentes pediram que a idade de catorze anos fosse reduzida para pelo menos doze anos de idade. “Os parlamentares dizem que querem que possamos estudar e levar uma vida saudável.
Mas o problema é que se não trabalharmos não poderemos estudar”, disseram representantes da chamada Unión de Niños y Niñas Trabajadores de Bolivia (União das Meninas e Meninos Trabalhadores, UNATSBO), logo depois que o texto foi aprovado na Câmara. Os líderes do grupo afirmaram ainda que “precisam trabalhar para estudar e para ajudar os pais”.
Nos protestos do ano passado, eles foram reprimidos pela polícia e logo depois um grupo de cerca de trinta crianças e adolescentes se reuniu com o presidente no palácio presidencial Quemado, em La Paz. Evo teria sinalizado o apoio ao pedido e teria dito que o trabalho gera “conscientização”.
Confecção e mineração
O Cedla diz que 250 mil crianças e adolescentes trabalham na Bolívia – cerca de 5% da população economicamente ativa. Já segundo um levantamento de 2008 do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), esse número seria de 850 mil.
De acordo com o levantamento, na maioria dos casos, os menores trabalham para ajudar a família, em atividades como engraxar sapatos, limpar vidros, ou trabalhando em pequenas confecções ou no setor de mineração.
A Bolívia é um país rico em recursos minerais. E apesar de muitos trabalhadores e empresários do setor de confecção terem se mudado para São Paulo, o ramo ainda continua gerando ampla parcela de trabalho no país, mesmo em confecções caseiras.
Para os defensores do novo código, a regulamentação dará às crianças e adolescentes a “oportunidade” de aprender um ofício e trabalhar com limite de horas – seis horas – e ter salário “digno como o dos jovens com idades de 17 ou 18 anos”, como afirmou o presidente do Senado, Eugenio Rojas.
Ele afirmou ainda à Bolívia TV que o texto define as etapas etárias da infância e da adolescência no país para que sirvam de base para o cumprimento da norma. A primeira infância, disse, irá de zero a cinco anos, a segunda infância de seis a doze anos e a adolescência entre doze e dezoito anos. “Menores de 14 anos estão proibidos de trabalhar, mas existem exceções, dependendo da atividade e sempre que a criança tiver a estrita supervisão dos pais e da defensoria da infância, e realmente queira trabalhar”, disse Rojas.
De acordo com o parlamentar, os adolescentes teriam pedido para continuar trabalhando argumentando que “precisam de algum dinheiro para cadernos e lápis e comida”. Os adolescentes teriam afirmado ainda que “não teriam do que viver” se não trabalhassem.
“Foi por isso que classificamos vários trabalhos para eles”, disse Rojas. Ele disse ainda que a medida estabelece que todos eles, crianças e adolescentes trabalhadores, passarão a ter direito a seguro social. “A lei nos protegerá”, disseram representantes das crianças e dos adolescentes, de acordo com a imprensa local.

Ramadã: o dilema dos jogadores muçulmanos na Copa do Mundo

O Ramadã é um dos mais tradicionais e importantes eventos anuais para os muçulmanos e compõe um dos cinco pilares (Shahada – profissão de fé, Salah – cinco orações diárias, Sakat – caridades, Ramadã/Suam – jejum e Hajj – peregrinação a Meca), ou obrigações, da fé islâmica.
O evento é o nono mês do calendário islâmico no qual se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação da parte de Deus, ou Alá, dos primeiros versos do Alcorão. Enquanto os muçulmanos oram a Alá, oremos por eles!
O jejum é feito por cerca de 29 dias entre o nascer e o pôr do sol e traz implicações no cotidiano. Muitos ataques a igrejas e cidadãos cristãos costumam acontecer nos últimos dias do Ramadã. Muitos cristãos do mundo muçulmano são alvo de processos penais e violência por se negarem a praticar o jejum islâmico.
Segundo a Jurisprudência Islâmica, o jejum é obrigatório para todo muçulmano que tenha atingido a puberdade e que goze de perfeita saúde física e mental. A isenção temporária do jejum é baseada nas circunstâncias individuais, que precisam ser analisadas durante o mês e aconselhadas por um Imam (líder religioso) ou por um estudioso islâmico. No entanto, na maioria dos casos os dias de jejum perdidos terão de ser compensados por um número de dias iguais, a qualquer momento antes do próximo Ramadã.
E na Copa?
A fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, coincide com o início do Ramadã e muitos  jogadores muçulmanos das seleções da França, Alemanha, Suíça, Bélgica, Argélia e Nigéria, devem decidir se vão aderir ao jejum religioso.
O diretor-médico da Fifa, Jiri Dvorak, se pronunciou em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (23) sobre o caso dos jogadores e afirmou que eles não teriam qualquer deterioração em sua condição física, caso participassem do jejum.
“Fizemos extensos estudos em jogadores durante o Ramadã, e a conclusão foi que se o Ramadã for acompanhado adequadamente, não há nenhuma redução no desempenho físico dos jogadores”, disse Dvorak aos jornalistas.
Apesar disso, o jogador alemão Mesut Ozil que é muçulmano, já decidiu o que fazer. “O ramadã começa no sábado, mas eu não vou participar porque estou trabalhando”, disse em uma coletiva nesta quarta-feira (25).

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Justiça manda INSS pagar benefício para mulher agredida por marido

Afastada do trabalho após ter sido agredida pelo marido, uma telefonista de 35 anos ganhou na Justiça o direito de receber salário pelo período de três meses do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Juiz entendeu que, por a Lei Maria da Penha não determinar quem seria o responsável pelo afastamento, o instituto deveria arcar com o salário da vítima, segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A sentença abre um precedente outros casos.
Após as agressões do marido, a mulher foi beneficiada com medidas protetivas. Ela precisou ser encaminhada para um abrigo, já que ela e a filha continuam a ser ameaçadas. Por causa disso, precisou ausentar-se também do trabalho. Ela requereu ainda a complementação de medidas protetivas para garantir o vínculo empregatício, prevista na Lei Maria da Penha.
O benefício mensal ainda poderá ser prorrogado para seis meses, conforme a decisão do juiz Nilseu Buarque de Lima, da 14ª Vara Criminal de Belo Horizonte. O magistrado considerou que a norma a ser aplicada seria semelhante a de casos decorrentes de acidente de trabalho.
Precedente
O INSS informou que aguarda a notificação do Tribunal de Justiça para estudar qual o procedimento será adotado. “Existe, sim, a possibilidade de acionamento na Justiça. Porém, cada caso concreto é analisado separadamente”, disse o instituto. A Advocacia-Geral da União (AGU) é o órgão legal para o juízo de ações regressivas e ressarcimento de despesas da Previdência Social.
Após a notificação, o INSS irá começar pagar a pagar o salário e em seguida poderá entrar com uma ação contra o marido exigindo o ressarcimento. “O INSS vai pagar porque a mulher é beneficiária, mas quem deve é o marido. Por isso o órgão deve entrar com ação”, explica o presidente da Comissão de Previdência Social do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), Wagner Balera.
“Se o homem for aposentado, o INSS paga à vítima e, depois de ter ganho ação, deduz dos benefícios dele, numa proporção de até 30% do que ganha. Caso ele não seja aposentado, o órgão deve obter do juiz a condenação do valor total ou parcelado a ser pago. Ou então ter os bens penhorados”, disse Balera, que vê aberto um precedente para ações semelhantes. “Não conheço outros casos como este. Essa sentença abre a possibilidade de outras mulheres entrarem com processo”, prevê.
Empregador
Segundo o juiz Nilseu Buarque de Lima, a controvérsia está na responsabilidade pelo ônus do afastamento, “haja vista que a lei é silente quando à forma e o responsável pela remuneração da mulher, vítima de violência familiar, durante o afastamento do local de trabalho”, concluiu o magistrado.
Por fim, o juiz isentou o empregador dessa responsabilidade e entendeu que a mulher não poderia ser incluída em programas assistenciais do governo, porque eles não pagam o valor do salário mínimo em vigor e, com isso, o INSS deve incluir a mulher no regime geral de previdência social.
O agressor não foi localizado para ser intimado das medidas protetivas nas quais deveria manter distância da mulher e de seus familiares, ficar proibido de manter contato por qualquer meio de comunicação e de frequentar determinados lugares para preservar a integridade física e psicológica da telefonista.

Adoração ou FUGA?

Adoração ou FUGA?
Para alguns, nem é preciso o questionamento…  Já para outros, a pergunta deve incomodar a tal ponto, que faça os acostumados à cultura evangélica ou carismática, checarem suas motivações.
Adoração é um sentimento reconhecimento.  É o resultado de quando você se reconhece carente de da bondade de Deus.  Não é algo que te leva “às nuvens”… Isso também acontece, mas sua motivação não é um cd gospel ou a presença de uma cantora, “ministrando” ou “introduzindo” a quem quer que seja…
O único que já nos introduziu ao local propício, foi Jesus Cristo. O que passa disso é pura indução a um estado de espirito, que muitas vezes, perdoem-me, é de “porco”.

Adoração verdadeira nasce de um coração que reconhece a sua insignificância; é um conceito que nasce a partir da ação do espirito de Deus, que sopra onde quer…  E, até onde eu saiba, “vento” não é direcionado por ações humanas ou se concentra em ambientes fechados…
O vento do Espirito, geralmente não age como no dia de pentecostes, onde por acaso Ele desceu.
O vento que na verdade nos move, move por dentro, modificando e reestruturando nossa compreensão do amor de Deus e de seus intentos ao mundo.
No mais, toda a “adoração” que leva “a um nível maior” como os evangélicos costumam apregoar, não passa de uma “droga” que os faz permanecer no mesmo lugar alienado.
A verdadeira adoração que sai dos lábios, antes passou pelo coração, indo direto para as mãos e conduta…
“… São estes, o que o Pai procura”.
Portanto, apesar da insistência de muitos cantores em seu desfavor ao povo que se denomina “cristão” e se você costuma “ouvir” algo que não seja o “doce” som gospel – de fim “amargo”, devo lembrar:
Se você não vive o evangelho que pode te fazer uma pessoa melhor para o mundo e não apenas para a sua turminha evangélica, se sua adoração não tem modificado a sua postura em relação aos que estão de fora do seu “cenário” de céu, perdoe-me…  Mas você é apenas mais um “viciado em drogas” que busca a sua turma para se reunir e fugir da realidade.


Banco Central espera menos crescimento e mais inflação este ano

Em mais uma revisão de cenário, o Banco Central desenhou um quadro ainda pior para a economia brasileira em 2014: com inflação mais alta e crescimento muito menor do que o previsto antes e retração de investimentos. Segundo o relatório trimestral de inflação — o documento mais importante do BC — a projeção para a expansão da economia neste ano caiu de 2% para 1,6%. Já a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 6,1% para 6,4%. Os técnicos da autoridade monetária ainda apostam que a inflação romperá o teto da meta do governo no terceiro trimestre.
De acordo com o Banco Central, a inflação deve chegar a 6,6% no auge do período eleitoral. O objetivo estabelecido em lei pelo governo federal é manter a inflação em 4,5%. No entanto, há uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais.
No documento, o BC disse que a inflação foi maior nos últimos meses e admitiu que não esperava por isso. A surpresa teve impacto na estimativa para o IPCA do ano que vem. E a incerteza sobre qual será o tamanho dos reajustes das tarifas públicas também prejudicou a expectativa para a inflação em 2015, que está em 5,7%.
“Esse aumento para 2014 e 2015 se deve, em parte, a taxas de inflação em meses recentes, em geral, acima das projeções prevalecentes por ocasião da publicação do Relatório anterior; e à elevação da projeção dos preços administrados por contrato e monitorados para 2015”, frisaram os diretores do Comitê de Política Monetária (Copom).
Mais uma vez, o BC dividiu a culpa por não conseguir conter a inflação com o Ministério da Fazenda. No trimestre anterior, falou que a política de gastos públicos do governo contribuía para o aumento dos preços. Agora, alertou para a indecisão sobre as tarifas é um novo combustível para a inflação.
“O Copom entende que uma fonte de risco para a inflação reside no comportamento das expectativas de inflação, impactadas negativamente nos últimos meses pelo nível da inflação corrente, pela dispersão de aumentos de preços, e, sobretudo, por incertezas que cercam a trajetória de preços (como o da gasolina) e tarifas de serviços públicos (por exemplo, eletricidade e ônibus urbano) com grande visibilidade”.
Para antecipar uma reação às críticas, o Banco Central estampou no relatório que considera que a política monetária não perdeu força. A autarquia tem sido alvo de ataques do gênero depois de promover o maior período de aperto da política de juros e não colher o resultado esperado.
“(O Copom) entende que as informações disponíveis sugerem que os impulsos monetários introduzidos na economia ano passado e este ano têm se propagado normalmente por intermédio dos principais canais de transmissão, e que assim continuarão nos próximos trimestres”.
Para o mercado financeiro, entretanto, o esforço do Banco Central não deve ser capaz para baixar a inflação neste ano. Segundo a pesquisa que o próprio BC faz com analistas do mercado financeiro, as apostas dos economistas para o IPCA estão em 6,46%.
Já a projeção dos especialistas do BC para o crescimento deste ano está em queda livre há quatro semanas. Há um mês, a expectativa era que o Brasil crescesse 1,63% neste ano. Agora, é apenas 1,16% de expansão da atividade econômica em 2014: distante da aposta anunciada hoje pela autoridade monetária.
É que o Banco Central acredita que a produção agropecuária deverá crescer 2,8%, a indústria encolher 0,4% e o setor de serviços expandir-se 2,0%. O relatório diz ainda que a projeção para a variação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) passou de 1% para -2,4%. Agora, colocou a confiança das famílias e das empresas como fundamental para uma possível reação.
“Em prazos mais longos, emergiriam bases para ampliação da taxa de investimento da economia, para uma alocação mais eficiente dos fatores de produção e, consequentemente, para que as taxas de crescimento do PIB retomassem patamares mais elevados. O Comitê ressalta, contudo, que a velocidade de materialização das mudanças acima citadas (como ampliação da mão de obra qualificada) e dos ganhos delas decorrentes depende do fortalecimento da confiança de firmas e famílias”, ressaltou o BC.
O Banco Central tem se mostrado mais preocupado com o crescimento econômico. Tanto que parou de subir os juros em maio para não sacrificar a economia. O Comitê de Politica Monetária interrompeu o mais longo ciclo de aperto monetário da sua história e deixou a taxa básica (Selic) em 11% ao ano.
No entanto, essa decisão foi tomada num momento de resistência da inflação. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula uma alta de 6,37% por causa de choque de preços de alimentos por fatores climáticos e por uma forte pressão no setor de serviços.